{"id":59705,"date":"2017-02-24T09:10:04","date_gmt":"2017-02-24T12:10:04","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=59705"},"modified":"2017-02-24T09:10:04","modified_gmt":"2017-02-24T12:10:04","slug":"pesquisas-desmentem-relacao-do-arroz-com-incidencia-de-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/pesquisas-desmentem-relacao-do-arroz-com-incidencia-de-cancer\/","title":{"rendered":"Pesquisas desmentem rela\u00e7\u00e3o do arroz com incid\u00eancia de c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><i>Entidades apresentam levantamentos e dados mostrando que informa\u00e7\u00e3o divulgada \u00e9 falsa<\/i><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">A informa\u00e7\u00e3o que liga o consumo de arroz \u00e0 incid\u00eancia de c\u00e2ncer pelo suposto elevado teor de ars\u00eanio presente no arroz \u00e9 falsa.<\/h2>\n<p>Esta \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o das entidades do setor, que inclusive se baseiam em informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e pesquisas sobre o assunto para desmentir o fato que foi citado na m\u00eddia. O setor afirma que estas alega\u00e7\u00f5es est\u00e3o em desconformidade com prestigiados \u00f3rg\u00e3os de pesquisa nacionais e internacionais e vem a p\u00fablico de forma a tranquilizar o consumidor brasileiro sobre estas afirma\u00e7\u00f5es e garante a seguran\u00e7a deste alimento que comp\u00f5e a base nutricional no pa\u00eds. Ainda assim, lembram que a grande maioria de pesquisas envolvendo alimenta\u00e7\u00e3o trazem contextos externos, diferentes da realidade brasileira, e por isso, n\u00e3o deveriam ser meramente traduzidos e jogados ao p\u00fablico, muitas vezes criminalizando determinado produto.<\/p>\n<div id=\"attachment_59706\" style=\"width: 394px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/anvisa-proibe-venda-de-lote-de-arroz-com-fezes-de-rato-taroba-londrina.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"Pesquisas desmentem rela\u00e7\u00e3o do arroz com incid\u00eancia de c\u00e2ncer\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-59706\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-59706  \" alt=\"LABORAT\u00d3RIO da UFSM fez an\u00e1lise dos gr\u00e3os\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/anvisa-proibe-venda-de-lote-de-arroz-com-fezes-de-rato-taroba-londrina.jpg\" width=\"384\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/anvisa-proibe-venda-de-lote-de-arroz-com-fezes-de-rato-taroba-londrina.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/anvisa-proibe-venda-de-lote-de-arroz-com-fezes-de-rato-taroba-londrina-150x84.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/anvisa-proibe-venda-de-lote-de-arroz-com-fezes-de-rato-taroba-londrina-300x168.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-59706\" class=\"wp-caption-text\">LABORAT\u00d3RIO da UFSM fez an\u00e1lise dos gr\u00e3os<\/p><\/div>\n<p>Para o diretor Comercial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Tiago Sarmento Barata, a consolida\u00e7\u00e3o do arroz como a base da alimenta\u00e7\u00e3o de dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o mundial h\u00e1 v\u00e1rios s\u00e9culos fala por si s\u00f3. \u201cIsso descredencia absolutamente o arroz de qualquer papel de vil\u00e3o \u00e0 sa\u00fade humana\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>No Brasil, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade cita o consumo de arroz como uma das principais diretrizes para uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. O Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira traz as recomenda\u00e7\u00f5es oficiais do Governo sobre alimenta\u00e7\u00e3o e recomenda o consumo de arroz com feij\u00e3o todos os dias, ou, pelo menos, cinco vezes por semana: \u201cEsse prato brasileiro \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o completa de prote\u00ednas e faz bem \u00e0 sa\u00fade\u201d, esclarece a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1\/ aproximadamente tr\u00eas anos, surgiu outra not\u00edcia semelhante em rela\u00e7\u00e3o ao ars\u00eanio no arroz provindo da \u00c1sia. Na \u00e9poca, os pesquisadores do Irga foram demandados a buscar respostas para o assunto.\u00a0 Houve um alarde para saber se o arroz produzido no Rio Grande do Sul continha essa f\u00f3rmula qu\u00edmica t\u00f3xica aos humanos. Por demanda da ger\u00eancia da autarquia na \u00e9poca, foram providenciadas an\u00e1lises de ars\u00eanio em arroz. \u201c\u00c9 importante que se esclare\u00e7a que o ars\u00eanio no arroz geralmente prov\u00e9m quando o mesmo \u00e9 cultivado em solos derivados de rocha com alto teor de ars\u00eanio, o que n\u00e3o \u00e9 o caso do Rio Grande do Sul\u201d, esclarece Cl\u00e1udio Mundstock, consultor do Irga e professor aposentado da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p><b>UM LABORAT\u00d3RIO<\/b> da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) fez as an\u00e1lises nos gr\u00e3os, provenientes de onze locais do estado. \u201cOs resultados desclassificaram qualquer risco \u00e0 sa\u00fade dos consumidores. H\u00e1 muito que esclarecer ainda, mas tenho a convic\u00e7\u00e3o de que no caso do arroz do Rio Grande do Sul n\u00e3o h\u00e1 que se preocupar desse fato\u201d, declarou.<\/p>\n<p>O presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, lembra que \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade como a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), por meio do Programa de An\u00e1lises de Res\u00edduos de Agrot\u00f3xicos em Alimentos (Para), j\u00e1 atestaram em levantamentos a sanidade do arroz do Rio Grande do Sul, Estado respons\u00e1vel por 72% da produ\u00e7\u00e3o nacional do gr\u00e3o. Qualidade tamb\u00e9m comprovada no Programa Nacional de Controle de Res\u00edduos e Contaminantes, que faz parte do Plano Nacional de Controle de Res\u00edduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC\/Vegetal), do Minist\u00e9rio da Agricultura. &#8220;Temos o controle do que acontece no nosso arroz e damos a garantia aos consumidores de que 72% v\u00eam da produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha, que \u00e9 limpa e livre de qualquer res\u00edduo de agroqu\u00edmicos&#8221;, observa.<\/p>\n<p><b>O PRESIDENTE<\/b> da Federarroz refor\u00e7a tamb\u00e9m a qualidade dos mananciais e solo do Rio Grande do Sul que, ao contr\u00e1rio dos pa\u00edses produtores orientais, n\u00e3o possuem ind\u00edcios de contamina\u00e7\u00e3o por metais pesados, principalmente provenientes de concentra\u00e7\u00f5es populacionais ou atividades industriais. Dornelles lembra que \u00e9 preciso distinguir o sistema de cultivo de pa\u00edses orientais e ocidentais, assim como a diferencia\u00e7\u00e3o do tipo de solo, o que influencia no teor de ars\u00eanio e no caso do Brasil a incid\u00eancia \u00e9 m\u00ednima como j\u00e1 demonstram alguns trabalhos produzidos. &#8220;O tipo de solo \u00e9 pertinente em rela\u00e7\u00e3o ao teor. Solos mais vulc\u00e2nicos tem esta tend\u00eancia, ao contr\u00e1rio do solo brasileiro. O arroz \u00e9 um alimento milenar e seu sistema de cultivo tamb\u00e9m. Minha fam\u00edlia consome mais de 50 quilos de arroz por pessoa ao ano, n\u00e3o temos problemas de obesidade, muito menos hist\u00f3rico ligado ao c\u00e2ncer. N\u00f3s realmente consumimos e apreciamos o que produzimos, porque confiamos e adoramos o que fazemos. se fosse muito ruim n\u00e3o ter\u00edamos no arroz um s\u00edmbolo de longevidade, como no caso de muitas culturas orientais. Tamb\u00e9m, no caso do sistema de irriga\u00e7\u00e3o por inunda\u00e7\u00e3o, igualmente \u00a0milenar, seu desenvolvimento estaria comprometido pelo mesmo motivo&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), tamb\u00e9m demonstrou rep\u00fadio \u00e0s informa\u00e7\u00f5es divulgadas. \u201cUm alimento milenar como \u00e9 o arroz e seus derivados, n\u00e3o tem que submeter a not\u00edcias como estas\u201d, declarou o presidente da Comiss\u00e3o do Arroz da entidade, Francisco Schardong.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria do Arroz (Abiarroz) se baseou no estudo do professor Nathan Levien Vanier, da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), que explica que o teor de ars\u00eanio no arroz \u00e9 dependente da concentra\u00e7\u00e3o de ars\u00eanio no solo e na \u00e1gua de irriga\u00e7\u00e3o, de fatores gen\u00e9ticos das plantas e de fatores ambientais e de manejo, e que os teores de ars\u00eanio encontrados em gr\u00e3os de arroz produzidos no Brasil, at\u00e9 ent\u00e3o, s\u00e3o compat\u00edveis com os teores observados em gr\u00e3os produzidos nos Estados Unidos e na Europa.<\/p>\n<p><b>A ENTIDADE<\/b> refor\u00e7a que n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o objetiva alguma para restri\u00e7\u00f5es ao consumo de arroz. &#8220;Pelo contr\u00e1rio, o professor salienta que h\u00e1 mais de meia centena de pesquisas cient\u00edficas conduzidas na Ufpel, como disserta\u00e7\u00f5es de mestrado e teses de doutorado, que confirmam que o arroz brasileiro \u00e9 um alimento saud\u00e1vel e muito nutritivo, seja ele consumido como gr\u00e3o integral, branco polido, parboilizado ou nas cultivares especiais de cariopse colorida, encontradas no mercado como arroz preto e arroz vermelho&#8221;, destaca o comunicado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entidades apresentam levantamentos e dados mostrando que informa\u00e7\u00e3o divulgada \u00e9 falsa A informa\u00e7\u00e3o que liga o consumo de arroz \u00e0 incid\u00eancia de c\u00e2ncer pelo suposto elevado teor de ars\u00eanio presente<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":59707,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,150],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59705"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59705"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59705\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59708,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59705\/revisions\/59708"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59707"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59705"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59705"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59705"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}