{"id":6040,"date":"2013-11-12T13:06:56","date_gmt":"2013-11-12T15:06:56","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=6040"},"modified":"2013-11-12T13:10:58","modified_gmt":"2013-11-12T15:10:58","slug":"autora-pelotense-recebe-premio-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/autora-pelotense-recebe-premio-nacional\/","title":{"rendered":"Autora pelotense recebe pr\u00eamio nacional"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_6043\" style=\"width: 271px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Gl\u00f3ria-Maria-Sebaje1.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"Autora pelotense recebe pr\u00eamio nacional\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-6043\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-6043\" alt=\"Escritora pelotense Gl\u00f3ria Maria Gomes Chagas Sebaje\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Gl\u00f3ria-Maria-Sebaje1-261x300.jpg\" width=\"261\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Gl\u00f3ria-Maria-Sebaje1-261x300.jpg 261w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Gl\u00f3ria-Maria-Sebaje1.jpg 522w\" sizes=\"(max-width: 261px) 100vw, 261px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-6043\" class=\"wp-caption-text\">Escritora pelotense Gl\u00f3ria Maria Gomes Chagas Sebaje com sua obra premiada<\/p><\/div>\n<p>Na escola p\u00fablica, d\u00e9cada de sessenta, ela queria brincar com as colegas. Por\u00e9m, s\u00f3 conseguia quando n\u00e3o estava a l\u00edder das meninas brancas. A solu\u00e7\u00e3o foi a m\u00e3e conversar com a m\u00e3e de outra menina negra, para que as filhas brincassem juntas. Dos primeiros anos na escola, recorda apelidos como \u201ccasa de camatim\u201d, numa alus\u00e3o ao cabelo crespo. Al\u00e9m disso, ir para a escola era supl\u00edcio. O la\u00e7o que batia em seu rosto, tocado pelo vento, insinuava que seria mais um dia de tristeza. Os epis\u00f3dios est\u00e3o na reda\u00e7\u00e3o \u201cO Bullying e a crian\u00e7a negra na escola p\u00fablica, at\u00e9 quando?\u201d, autoria da professora pelotense Gl\u00f3ria Maria Gomes Chagas Sebaje. O texto no qual evoca viv\u00eancias de sua inf\u00e2ncia em escolas como Cassiano do Nascimento e Assis Brasil, recebeu premia\u00e7\u00e3o nacional. No come\u00e7o do ano, Gl\u00f3ria inscreveu a sua experi\u00eancia no Pr\u00eamio Mulheres Negras Contam Sua Hist\u00f3ria, iniciativa da Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, em conjunto com a Secretaria de Pol\u00edticas de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial (SEPPIR).<\/p>\n<p><b>DESTAQUE<\/b> \u2013 Gl\u00f3ria menciona que o pr\u00eamio estava dividido nas categorias ensaio e reda\u00e7\u00e3o. No total houve 521 inscri\u00e7\u00f5es, sendo 421 como reda\u00e7\u00e3o e cem ensaios. Em cada uma das categorias houve cinco premiados e uma men\u00e7\u00e3o honrosa. O texto da escritora pelotense foi o \u00fanico, considerando-se os tr\u00eas Estados da regi\u00e3o Sul, que recebeu premia\u00e7\u00e3o. No come\u00e7o deste m\u00eas, houve o lan\u00e7amento do volume com os textos premiados. Gl\u00f3ria esteve autografando o volume, cujo lan\u00e7amento ocorreu na programa\u00e7\u00e3o da 3\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial (CONAPIR), realizada em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p><b>MUDAN\u00c7AS<\/b> \u2013 H\u00e1 dez anos est\u00e1 em vig\u00eancia a lei que estabelece o ensino da hist\u00f3ria e cultura afro-brasileira. No m\u00eas da consci\u00eancia negra, Gl\u00f3ria que \u00e9 coordenadora pedag\u00f3gica na Escola Estadual de Ensino M\u00e9dio Marechal Rondon \u2013 situada no Monte Bonito -, avalia que ainda falta muito para o pleno cumprimento da lei federal. \u201cH\u00e1 diferentes realidades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 lei. \u201cO governo produz material mas h\u00e1 Estados e munic\u00edpios, cujos prefeitos, secret\u00e1rios e governadores, tratam de engavetar. Ent\u00e3o muitas vezes a produ\u00e7\u00e3o nem chega aos professores. Em alguns aspectos houve avan\u00e7os, como o Congresso de Pesquisadores\/as Negros\/as da Regi\u00e3o Sul\u00a0(COPENE), realizado em Pelotas neste ano. Por outro lado, os pr\u00f3prios estudantes cotistas ainda desconhecem direitos. Na regi\u00e3o, a 5\u00aa CRE cobra plano de estudos com o conte\u00fado afro-brasileiro, mas \u00e9 preciso motivar os professores\u201d, diz Gl\u00f3ria.<\/p>\n<p><b>ESCREVER <\/b>\u2013 A autora menciona professores que a estimularam ao interesse pela literatura. No Cassiano, a professora Alda Jacottet. No Assis Brasil, prof. Te\u00f3filo Galv\u00e3o. Tamb\u00e9m recorda dos professores V\u00e2nia e Oscar Brisolara. Al\u00e9m disso, o est\u00edmulo da irm\u00e3\u00a0 mais velha que trabalhava numa biblioteca. E desde cedo Gl\u00f3ria passou a frequentar a Bibliotheca P\u00fablica Pelotense. Alguns dos autores que a influenciaram: M\u00e1rio Quintana; Cec\u00edlia Meireles; Rubem Alves; Maria Helena Vargas da Silveira; Eduardo Galeano. Casada com o escritor Gerson Sebaje \u2013 cronista que colabora com o <b>DM<\/b> -, ela acrescenta: \u201cNa minha escola participo da organiza\u00e7\u00e3o do projeto Autor Presente do Instituto Estadual do Livro, no qual os alunos s\u00e3o estimulados \u00e0 leitura de obra previamente escolhida. Posteriormente, o autor se apresenta na escola, interagindo com os leitores. Considero que escrever \u00e9 botar a alma para fora, as ang\u00fastias, d\u00favidas, a vis\u00e3o da realidade, de modo a participar das transforma\u00e7\u00f5es por que passa necessariamente a sociedade. Depois de muitos anos de participa\u00e7\u00e3o nos agentes de Pastoral Negros, Pastoral da Crian\u00e7a, Comunidades de Base, adquire-se algum conhecimento que, quando aparece a oportunidade, como a presente, n\u00e3o tem como n\u00e3o pegar no l\u00e1pis e papel\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na escola p\u00fablica, d\u00e9cada de sessenta, ela queria brincar com as colegas. Por\u00e9m, s\u00f3 conseguia quando n\u00e3o estava a l\u00edder das meninas brancas. 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