{"id":62151,"date":"2017-05-12T19:02:44","date_gmt":"2017-05-12T22:02:44","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=62151"},"modified":"2017-05-12T19:02:44","modified_gmt":"2017-05-12T22:02:44","slug":"emater-ascar-divulga-estimativas-iniciais-da-safra-de-inverno-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/emater-ascar-divulga-estimativas-iniciais-da-safra-de-inverno-2017\/","title":{"rendered":"Emater-Ascar divulga estimativas iniciais da safra de inverno 2017"},"content":{"rendered":"<p>Encerrada a safra de ver\u00e3o, os produtores do Rio Grande do Sul se voltam para a de inverno, tendo na cultura do trigo sua principal aten\u00e7\u00e3o. Apesar de terem colhido uma excelente safra com os gr\u00e3os de ver\u00e3o, os agricultores n\u00e3o parecem animados, dando mostras que dever\u00e3o reduzir os investimentos nessa cultura. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater\/RS-Ascar, h\u00e1 baixa procura por insumos, como sementes e adubos, indicando que, para este ano, a \u00e1rea de trigo a ser plantada dever\u00e1 ser menor. Entre os fatores que contribuem para essa redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, estimada em 6,49% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, est\u00e3o pre\u00e7os pouco atrativos para o gr\u00e3o e elevados custos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre a \u00faltima semana de abril e a primeira de maio, a Emater\/RS-Ascar realizou pesquisa nos 282 principais munic\u00edpios produtores de trigo do RS, que representam 95% da \u00e1rea a ser plantada. \u201cTudo indica que a \u00e1rea cultivada com trigo dever\u00e1 ser de 727,7 mil ha, ou seja 6,49% menor do que a do ano passado, quando foram cultivados 778.235 mil hectares\u201d, calcula o presidente da Emater\/RS, Clair Kuhn.<\/p>\n<p>Se considerado os rendimentos obtidos nos \u00faltimos anos, a produtividade m\u00e9dia do trigo para o Estado ser\u00e1 de 2.420 kg\/ha, projetando uma produ\u00e7\u00e3o total de 1,76 milh\u00e3o de toneladas para a safra 2017, caso as condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas sejam favor\u00e1veis. Esta produ\u00e7\u00e3o seria 26,71% menor que a do ano passado, quando foram colhidas 2,24 milh\u00f5es de toneladas. \u201cEssa significativa diferen\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o \u00e9 explicada pela boa produtividade obtida no ano passado (3.132 kg\/ha), embora a qualidade final do produto n\u00e3o tenha sido proporcional \u00e0 produtividade\u201d, avalia Kuhn.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da Emater\/RS, \u201cal\u00e9m dos pre\u00e7os pouco atrativos, h\u00e1 o problema da segrega\u00e7\u00e3o, que precisa ser resolvido\u201d. Kuhn destaca que, ao colher, o agricultor n\u00e3o disp\u00f5e de espa\u00e7o adequado para armazenar de forma separada o gr\u00e3o de maior qualidade daquele n\u00e3o t\u00e3o bom, diminuindo o pre\u00e7o de venda do produto, que \u00e9 estocado misturado. \u201cH\u00e1 ainda o fator clim\u00e1tico, j\u00e1 que a cultura \u00e9 bastante suscet\u00edvel \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas\u201d, avalia. O presidente ressalta que \u201cos produtores est\u00e3o respondendo de forma positiva ao trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o que a Emater vem desenvolvendo, quando alerta para a necessidade de se manter uma cobertura sobre o solo durante o inverno, o que evita a perda de nutrientes e ainda gera uma massa org\u00e2nica natural\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_62152\" style=\"width: 209px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/safra-de-inverno.png\" rel=\"lightbox\" title=\"Emater-Ascar divulga estimativas iniciais da safra de inverno 2017\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-62152\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-62152\" alt=\"Encerrada a safra de ver\u00e3o, os produtores do Rio Grande do Sul se voltam para a de inverno, tendo na cultura do trigo sua principal aten\u00e7\u00e3o. \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/safra-de-inverno-199x300.png\" width=\"199\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/safra-de-inverno-199x300.png 199w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/safra-de-inverno-99x150.png 99w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/safra-de-inverno.png 398w\" sizes=\"(max-width: 199px) 100vw, 199px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-62152\" class=\"wp-caption-text\">Encerrada a safra de ver\u00e3o, os produtores do Rio Grande do Sul se voltam para a de inverno, tendo na cultura do trigo sua principal aten\u00e7\u00e3o.<\/p><\/div>\n<p>De acordo com a pesquisa feita pela Emater\/RS-Ascar, ao contr\u00e1rio do trigo, as demais culturas de inverno, como aveia branca gr\u00e3o, cevada e canola, apresentam expectativa de aumento de \u00e1rea para a pr\u00f3xima safra. A \u00e1rea de aveia dever\u00e1 ter um aumento de 1,32% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, alcan\u00e7ando 230,7 mil hectares, contra os 227,6 cultivados no ano passado. Dessa forma, o Estado dever\u00e1 colher 430,7 mil toneladas, contra as 650 mil toneladas colhidas na safra passada. Tamb\u00e9m \u00e9 menor a estimativa de produtividade, projetada em 1.867 kg\/ha, contra os 2.510 kg\/ha da safra passada (-34,61%).<\/p>\n<p>Na cevada, a \u00e1rea dever\u00e1 ter um acr\u00e9scimo de 16,56%, passando para 51,65 mil hectares, contra os 44,31 mil ha plantados na safra passada. Considerando uma produtividade estimada em 3,05 mil kg\/ha, a produ\u00e7\u00e3o chegaria a 157,9 mil toneladas, uma diferen\u00e7a de -1,17% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra passada, quando foram colhidas 159,8 mil toneladas. A diferen\u00e7a se explica pela redu\u00e7\u00e3o de 15,22% na produtividade inicial projetada para esta safra. O levantamento foi feito em 64 munic\u00edpios, que representam 80% da \u00e1rea a ser plantada.<\/p>\n<p>A canola \u00e9 outra cultura que ter\u00e1 aumento de \u00e1rea de 6,25%, passando de 49,4 mil ha plantados em 2016 para 52,5 mil ha projetados para 2017. A produ\u00e7\u00e3o poder\u00e1 chegar a 81,4 mil toneladas, contra 72,7 mil toneladas colhidas na safra passada. Um aumento de 11,97%. Para a canola foram consultados 86 munic\u00edpios, que representam 83% da \u00e1rea a ser plantada.<\/p>\n<p>CULTURAS DE VER\u00c3O<br \/>\nDas culturas de ver\u00e3o, apenas o feij\u00e3o safrinha do tarde est\u00e1 em enchimento de gr\u00e3os e em colheita. Em algumas localidades, com bom potencial produtivo, foram identificados problemas de acamamento de plantas e alta incid\u00eancia de invasoras. As \u00e1reas j\u00e1 colhidas (65%) est\u00e3o com rendimento dentro e acima do esperado.<\/p>\n<p>Pain\u00e7o \u2013 Na regi\u00e3o Noroeste, onde o cultivo tem import\u00e2ncia entre v\u00e1rios produtores, o pain\u00e7o \u00e9 comercializado a R$ 80,00\/saca de 60 kg. Em Novo Machado ocorreu o plantio da safrinha, com \u00e1rea superior a 200 hectares. Em Porto Mau\u00e1 est\u00e1 implantada \u00e1rea superior a 100 ha, com a cultura em fase de matura\u00e7\u00e3o (25%) e com 75% j\u00e1 colhida. Em virtude do excesso de chuvas e pouca luminosidade, o desenvolvimento da cultura est\u00e1 mais lento e a colheita foi impossibilitada pela intensa umidade e acamamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encerrada a safra de ver\u00e3o, os produtores do Rio Grande do Sul se voltam para a de inverno, tendo na cultura do trigo sua principal aten\u00e7\u00e3o. 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