{"id":62238,"date":"2017-05-16T09:25:59","date_gmt":"2017-05-16T12:25:59","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=62238"},"modified":"2017-05-16T09:25:59","modified_gmt":"2017-05-16T12:25:59","slug":"exposicao-na-galeria-a-sala-do-centro-de-artes-da-ufpel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/exposicao-na-galeria-a-sala-do-centro-de-artes-da-ufpel\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o na galeria &#8220;A Sala&#8221; do Centro de Artes da UFPel"},"content":{"rendered":"<h2 align=\"center\"><b><i>Mostra resulta da pesquisa dos canadenses Christian Peterson e Michel Peterson<\/i><\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_62241\" style=\"width: 433px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/cartaz-michal-peterson.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"Exposi\u00e7\u00e3o na galeria \"A Sala\" do Centro de Artes da UFPel\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-62241\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-62241 \" alt=\"Cartaz da mostra internacional cuja abertura acontecer\u00e1 hoje\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/cartaz-michal-peterson.jpg\" width=\"423\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/cartaz-michal-peterson.jpg 423w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/cartaz-michal-peterson-105x150.jpg 105w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/cartaz-michal-peterson-211x300.jpg 211w\" sizes=\"(max-width: 423px) 100vw, 423px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-62241\" class=\"wp-caption-text\">Cartaz da mostra internacional cuja abertura acontecer\u00e1 hoje<\/p><\/div>\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira \u00e0s 18h, abertura da exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Onde est\u00e3o\/s\u00e3o os ossos?&#8221;. O trabalho \u00e9 autoria de Michel Peterson e Christian Peterson, e re\u00fane fotos, textos e v\u00eddeo. A pesquisa, realizada em diferentes pa\u00edses, entre outras quest\u00f5es, aborda sobre a estrat\u00e9gia capitalista que visa o &#8220;apagamento da morte na cultura contempor\u00e2nea&#8221;. Ap\u00f3s o &#8220;holocausto&#8221; na Segunda Guerra, prosseguem os genoc\u00eddios. A exemplo, a quest\u00e3o dos refugiados. A curadoria est\u00e1 a cargo de Carolina Rochefort,\u00a0 Helene Sacco e Cl\u00e1udio Azevedo. Como local &#8220;A Sala&#8221;, galeria do Centro de Artes (CEARTES\/UFPel) &#8211; rua Cel. Alberto Rosa 62. No dia 26, acontecer\u00e1 mesa redonda com a participa\u00e7\u00e3o de Michel Peterson, e a visita\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser feita at\u00e9 dia 16 de junho.<\/p>\n<p><b>QUEM S\u00c3O <\/b>&#8211; Michel Peterson \u00e9 psicanalista e coordenador do projeto ROBAA (Roads of Bones and Ashes \/ Estradas de ossos e de cinzas). Na FURG, \u00e9 professor visitante no curso de psicologia. Na faculdade de direito da Universidade McGill no Canad\u00e1, leciona na cadeira Oppenheimer em direito internacional civil.\u00a0 Christian Peterson \u00e9 fot\u00f3grafo, e vice-coordenador do projeto ROBAA em Toronto no Canad\u00e1. Outro integrante do projeto, \u00e9 Donald Boucher, psicoterapeuta e trabalhador social em Montreal no Canad\u00e1. Ainda o antrop\u00f3logo Filippo Furri da Universidade de Montreal, e Gabriela Peterson do North-South Studies, Dawson College em Montreal.<\/p>\n<p><b>MESA REDONDA <\/b>dia 26 contar\u00e1 com Michel Peterson, prof. Dra. Renata Requi\u00e3o (UFPel), prof. Dra. Luiza Carvalho (UFPel). Ser\u00e1 exibido v\u00eddeo &#8220;Exclus\u00e3o, mem\u00f3ria, julgamento, conflito&#8221;, de Alexandre Silva (PPGEA\/FURG), e &#8220;Fervilhamentos\/Her Hviller&#8221; de Michel Peterson e Melissa Velasques (UFPel).<\/p>\n<p align=\"right\"><b>(C0G0Y)<\/b><\/p>\n<p align=\"right\">\n<h1>ONDE EST\u00c3O\/S\u00c3O OS OSSOS?<\/h1>\n<p align=\"right\"><b><i>Por\u00a0 Michel Peterson<\/i><\/b><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A exposi\u00e7\u00e3o Onde est\u00e3o\/s\u00e3o os ossos&#8230; \u00e9 oriunda do projeto de pesquisa ROBAA (RoadsofBonesandAshes\/A estrada dos ossos e das cinzas). Nascido no final dos anos noventa, de um trabalho cl\u00ednico de consulta psicanal\u00edtica em institui\u00e7\u00e3o e em consult\u00f3rio privado junto a requerentes de asilo que sofreram tortura, o projeto concentra-se, no primeiro momento, nos riscos ps\u00edquicos dos traumas extremos (guerras, genoc\u00eddios, democ\u00eddios, massacres de todo g\u00eanero) para em seguida expandir-se e tocar nas quest\u00f5es de natureza paleontol\u00f3gica, arqueol\u00f3gica, antropol\u00f3gica, filos\u00f3fica, liter\u00e1ria, pol\u00edtica e econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Onde est\u00e3o\/s\u00e3o os ossos&#8230; permite ver e ouvir um momento, um estado provis\u00f3rio de ROBAA, o n\u00f3 de um rizoma, uma temporalidade mais pr\u00f3xima do movimento do inconsciente que de um terreno &#8220;emp\u00edrico&#8221; e &#8220;fenomenol\u00f3gico&#8221;. Trata-se de um ato geopo\u00e9tico para o qual os pesquisadores da partida propuseram aos artistas-acolhedores da UFPel um material que eles se apropriaram e transformaram. Esta proposta corresponde, ali\u00e1s, a um momento em que ROBAA, instigado pelo antrop\u00f3logo Fillipo Furri, transformou-se, em 2016, em M\u00e9diaLab ROBAA. O que mostra bem que os ossos deixam rastro nas estradas desde os tempos mais antigos da humanidade &#8211; o pr\u00f3prio origin\u00e1rio. Embora o projeto fosse mais pessoal, inclusive mais \u00edntimo, ele agora se torna uma plataforma e um entroncamento em que se encontram pesquisadores e artistas de v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es de muitos pa\u00edses (Canad\u00e1, Fran\u00e7a, Tun\u00edsia, It\u00e1lia, Gr\u00e9cia, Pol\u00f4nia, Brasil). Al\u00e9m disso, as universidades (McGill, York, Amsterdam e de Catane), diversas ONGs e grupos de trabalho participam da reflex\u00e3o: UNHCR, Missing Migrants, Humanitai recitoyen, Carovanes Migrantes, GISTI, Migreurop, Human Cost of Border Control, ARCI, Boats4People, MSF, Chairs disparues, Restoring Family Links, ANCI, assim como diferentes associa\u00e7\u00f5es da Tun\u00edsia e do Marrocos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Atrav\u00e9s destas pesquisas e destes &#8220;deslocamentos&#8221;, n\u00f3s nos deixamos levar por uma migra\u00e7\u00e3o rumo a uma etnografia transnacional do luto, que abre, ent\u00e3o, a enorme quest\u00e3o dos traumas individuais e coletivos, com os cortejos de fantasmas que os inspiram. A circula\u00e7\u00e3o e o desaparecimento dos ossos permitem, atrav\u00e9s de mares, terras e cemit\u00e9rios, levar, assim, a refletir sobre as condi\u00e7\u00f5es de possibilidade dos genoc\u00eddios e dos crimes de massa, sobre os espectros e sobre a transmiss\u00e3o coletiva e individual dos grandes traumatismos. Assim, um trabalho sobre o retorno do recalque provoca a necessidade de n\u00e3o cessar de retornar \u00e0 mem\u00f3ria humana. Combater o esquecimento dos genoc\u00eddios, o apagamento, o apagamento do apagamento &#8211; isto \u00e9 foraclus\u00e3o -, eis um dos eixos centrais de Ondees(t)\u00e3o os ossos&#8230; Este caminho atrav\u00e9s de alguns cemit\u00e9rios do mundo imprime um trabalho de transmiss\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mostra resulta da pesquisa dos canadenses Christian Peterson e Michel Peterson &nbsp; Nesta ter\u00e7a-feira \u00e0s 18h, abertura da exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Onde est\u00e3o\/s\u00e3o os ossos?&#8221;. 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