{"id":64703,"date":"2017-07-25T08:52:37","date_gmt":"2017-07-25T11:52:37","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=64703"},"modified":"2017-07-25T08:52:37","modified_gmt":"2017-07-25T11:52:37","slug":"cds-para-quem-realmente-gosta-de-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/cds-para-quem-realmente-gosta-de-musica\/","title":{"rendered":"CDs : Para quem realmente gosta de m\u00fasica"},"content":{"rendered":"<h2 align=\"center\">A sobreviv\u00eancia de um formato cl\u00e1ssico em um mundo tecnol\u00f3gico<\/h2>\n<p>No ano de 1948 uma mudan\u00e7a radical na hist\u00f3ria das grava\u00e7\u00f5es musicais acontece: o desenvolvimento dos discos de vinil, popularmente conhecidos como LPs <i>(long play)<\/i>.<\/p>\n<p>De in\u00edcio, o formato comportava cerca de 12 m\u00fasicas &#8211; 6 de cada lado do disco, totalizando aproximadamente 25 minutos de grava\u00e7\u00e3o.<b> <\/b>Desenvolvendo-se cada vez mais, os LPs foram evoluindo e passaram a comportar, por fim, cerca de uma hora de m\u00fasica.<\/p>\n<div id=\"attachment_64706\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-02.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"CDs : Para quem realmente gosta de m\u00fasica \"><img aria-describedby=\"caption-attachment-64706\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-64706\" alt=\"J\u00daNIOR revela que tem clientela fiel no seu St\u00fadio CDs\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-02-300x193.jpg\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-02-300x193.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-02-150x96.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-02.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-64706\" class=\"wp-caption-text\">J\u00daNIOR revela que tem clientela fiel no seu St\u00fadio CDs<\/p><\/div>\n<p>Com o passar do tempo, a gravadora Sony Music desenvolve o<i> Compact Disc, <\/i>que hoje \u00e9 conhecido pela abreviatura CD &#8211; em meados de 1982. O entusiasmo pela novidade de um disco compacto com qualidade superior a dos discos de vinil alavancou as vendas e popularizou o CD rapidamente. De forma bruta, os discos compactos passaram por cima dos vinis em um curto per\u00edodo de tempo, amea\u00e7ando extingui-los.<\/p>\n<p>Diversas lojas especializadas em LPs substitu\u00edram seus acervos por CDs e aparelhos para reproduzi-los. O \u201cDiscMan\u201d &#8211; aparelho port\u00e1til que reproduzia CDs &#8211; era uma inven\u00e7\u00e3o quase que futur\u00edstica. Pessoas carregavam em bolsas e mochilas porta-cds com dezenas de \u201cdisquinhos\u201d, e acomodavam com dificuldade os aparelhos port\u00e1teis (que hoje percebemos que n\u00e3o eram t\u00e3o port\u00e1teis assim).<\/p>\n<p>Para os apreciadores de m\u00fasica a situa\u00e7\u00e3o parecia perfeita: discos compactos que poderiam ser carregados com praticidade, tocados em diversas plataformas at\u00e9 mesmo port\u00e1teis, com qualidade superior e com f\u00e1cil acesso devido a r\u00e1pida populariza\u00e7\u00e3o. Como melhorar?<\/p>\n<p>Em 1994 algo at\u00e9 ent\u00e3o inimagin\u00e1vel surge no mercado: o MP3 (MPEG Audio Layer 3). Com qualidade semelhante \u00e0 do CD, o aparelho era capaz de comportar in\u00fameros \u00e1lbuns em um \u00fanico cart\u00e3o de mem\u00f3ria. Al\u00e9m da capacidade de armazenamento e do tamanho do aparelho (realmente) port\u00e1til, o MP3 tinha um b\u00f4nus interessante a todos: as m\u00fasicas podiam ser obtidas gratuitamente pela internet e armazenadas no aparelhinho.<\/p>\n<div id=\"attachment_64705\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-01.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"CDs : Para quem realmente gosta de m\u00fasica \"><img aria-describedby=\"caption-attachment-64705\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-64705\" alt=\"STUDIO CDs resiste no com\u00e9rcio h\u00e1 25 nos\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-01-300x177.jpg\" width=\"300\" height=\"177\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-01-300x177.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-01-150x88.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-01.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-64705\" class=\"wp-caption-text\">STUDIO CDs resiste no com\u00e9rcio h\u00e1 25 nos<\/p><\/div>\n<p><b>CRISE? <\/b><\/p>\n<p>Discutia-se o fim do CD. Como resistiria? Seria o fim, assim como aconteceu com o vinil? Jornais, revistas e televis\u00f5es faziam mat\u00e9rias sobre a repentina ru\u00edna do <i>compact disc. <\/i>A febre do MP3 tomava as ruas e rapidamente come\u00e7aram a surgir as mais variadas evolu\u00e7\u00f5es do aparelhinho, como MP4 &#8211; que comportava v\u00eddeos, al\u00e9m do \u00e1udio &#8211; o MP5, MP6, MP7 e por a\u00ed em diante &#8211; cada novo modelo com um qu\u00ea a mais.<\/p>\n<p>Hoje em dia praticamente todos os celulares dispon\u00edveis no mercado comportam m\u00fasicas e v\u00eddeos, armazenando-os em cart\u00f5es de mem\u00f3ria e mem\u00f3ria interna dos pr\u00f3prios aparelhos. Al\u00e9m disso, existem plataformas como Youtube, Spotify, entre outras, que proporcionam a execu\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas atrav\u00e9s da internet &#8211; podendo ser utilizadas em qualquer <i>smartphone. <\/i>Mas, e os CDs?<\/p>\n<p><b>COMERCIALIZA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Passeando pelas ruas de Pelotas podemos lembrar de diversos pr\u00e9dios que abrigaram os mais variados tipos de lojas. Antigos cinemas que hoje se tornaram estacionamentos, supermercados que deram espa\u00e7o a lojas de roupa, e muitos outros teatros e pontos tradicionais que foram se extinguindo com o tempo. N\u00e3o foi diferente com diversas lojas especializadas em CDs; algumas fecharam as portas, outras se adaptaram \u00e0s novas demandas da atualidade e outras, por sua vez, resistiram.<\/p>\n<p>Uma loja que h\u00e1 anos se localiza na rua Quinze de Novembro passou a n\u00e3o comercializar mais CDs &#8211; apesar de levar a abrevia\u00e7\u00e3o em seu nome. Outra pertencente a uma popular rede passou a n\u00e3o trabalhar mais com o formato h\u00e1 alguns anos. E assim sucessivamente, uma por uma&#8230;<\/p>\n<p><b><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-03.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"CDs : Para quem realmente gosta de m\u00fasica \"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-64704\" alt=\"St\u00fadio CDs 03\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-03-300x180.jpg\" width=\"300\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-03-300x180.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-03-150x90.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/studio-cds-03.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>RESIST\u00caNCIA<\/b><\/p>\n<p>Jo\u00e3o Ant\u00f4nio Coutinho Jr. (ou apenas J\u00fanior, como \u00e9 mais conhecido) est\u00e1 no ramo da m\u00fasica h\u00e1 30 anos e \u00e9 propriet\u00e1rio da loja Studio CDs h\u00e1 25. Situada na Rua Andrade Neves, a loja ainda tem como principal fonte de renda o CD.<i> \u201cNo in\u00edcio a gente s\u00f3 trabalhava com CDs. Com o tempo fomos nos adaptando, hoje trabalhamos com instrumentos musicais, games\u2026 mas o CD ainda \u00e9 o mais forte.\u201d<\/i> &#8211; revela o propriet\u00e1rio. Trabalhando das 8h \u00e0s 19h30 sem fechar ao meio dia, J\u00fanior afirma que o segredo para resistir no ramo \u00e9 o amor pela m\u00fasica.<i> \u201cEm momentos de crise, a sa\u00edda \u00e9 o conhecimento\u201d <\/i>&#8211; explica ao contar sobre n\u00e3o se render \u00e0s press\u00f5es mercadol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>No estabelecimento \u00e9 f\u00e1cil perceber que seu diferencial \u00e9 um acervo amplo e variado; atualmente conta com uma margem de 2 mil t\u00edtulos de CDs e cerca de 500 de vinis (que recentemente voltaram com for\u00e7a para o mercado). Com uma clientela fiel, o empres\u00e1rio afirma que a procura por t\u00edtulos \u00e9 constante, e que sempre haver\u00e1 apreciadores de m\u00fasica e colecionadores &#8211; e acrescenta: <i>\u201cH\u00e1 quinze anos atr\u00e1s me falaram que o CD ia acabar em cinco anos. Passaram cinco, mais cinco e agora vamos para mais cinco e nada de acabar.\u00a0Minha clientela \u00e9 fiel, \u00e9 pra quem realmente gosta de m\u00fasica.\u201d<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por: MARTHA GON\u00c7ALVES<\/p>\n<p>Estagi\u00e1ria de Jornalismo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sobreviv\u00eancia de um formato cl\u00e1ssico em um mundo tecnol\u00f3gico No ano de 1948 uma mudan\u00e7a radical na hist\u00f3ria das grava\u00e7\u00f5es musicais acontece: o desenvolvimento dos discos de vinil, popularmente<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":64706,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64703"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64703"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64703\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":64707,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64703\/revisions\/64707"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64706"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64703"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64703"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64703"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}