{"id":65445,"date":"2017-08-15T09:27:35","date_gmt":"2017-08-15T12:27:35","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=65445"},"modified":"2017-08-17T09:51:22","modified_gmt":"2017-08-17T12:51:22","slug":"simers-denuncia-muro-construido-em-unidade-de-cuidados-paliativos-em-pelotas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/simers-denuncia-muro-construido-em-unidade-de-cuidados-paliativos-em-pelotas\/","title":{"rendered":"SIMERS den\u00fancia muro constru\u00eddo em unidade de cuidados paliativos em Pelotas"},"content":{"rendered":"<h2 align=\"center\"><em>Para a vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil, \u00e9 inaceit\u00e1vel que um projeto como esse tenha seu espa\u00e7o reduzido sem qualquer tipo de conversa ou entendimento do que ele representa<\/em><\/h2>\n<p>Em busca de uma alternativa para a redu\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o f\u00edsico da unidade Cuidativa, que oferece atendimento na \u00e1rea de cuidados paliativos, o Sindicato M\u00e9dico do Rio Grande do Sul (SIMERS) esteve em Pelotas na ter\u00e7a-feira (8), em conjunto com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira em Defesa dos Usu\u00e1rios do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (Abrasus).<\/p>\n<p>De acordo com os m\u00e9dicos que atuam no local, h\u00e1 um m\u00eas a reitoria da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) ordenou a constru\u00e7\u00e3o de um muro no pavilh\u00e3o em que o projeto \u00e9 desenvolvido, sem qualquer di\u00e1logo sobre o assunto. Com isso, a \u00e1rea dispon\u00edvel passou de 700 m2 para apenas 200 m2, espa\u00e7o insuficiente para o desenvolvimento de todas as atividades. Doutro lado da divis\u00f3ria, hoje s\u00e3o guardados documentos de arquivo morto do hospital universit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Conforme explica a m\u00e9dica Julieta Fripp, coordenadora da Cuidativa, a unidade busca promover a qualidade de vida e promover a ressocializa\u00e7\u00e3o de pacientes cr\u00f4nicos e aten\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades dos terminais. \u201cCom o apoio de uma equipe multidisciplinar, amenizamos os sintomas, mas n\u00e3o s\u00f3. \u00c9 uma extens\u00e3o do atendimento domiciliar promovido pelo Programa de Interna\u00e7\u00e3o Domiciliar e Interdisciplinar (PIDI) e pelo programa Melhor em Casa. Queremos resgatar essas hist\u00f3rias de vida e oferecer um suporte que essas pessoas n\u00e3o costumam encontrar em outros locais&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>De segunda a sexta, al\u00e9m do atendimento ambulatorial, s\u00e3o desenvolvidas rodas de conversa, acupuntura, reiki, oficina de plantas, medita\u00e7\u00e3o, dan\u00e7a circular, pet terapia, pilates e exibi\u00e7\u00e3o de filmes. O objetivo \u00e9 que o paciente e tamb\u00e9m a sua fam\u00edlia possam participar atividades que tirem o foco da doen\u00e7a e que ofere\u00e7am novas perspectivas.<\/p>\n<p>Para a vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil, \u00e9 inaceit\u00e1vel que um projeto como esse tenha seu espa\u00e7o reduzido sem qualquer tipo de conversa ou entendimento do que ele representa. \u201cPoucas vezes vi um servi\u00e7o que permitisse uma integralidade t\u00e3o grande do atendimento em sa\u00fade. Trata-se de uma rede de cuidados que precisa ser fortalecida e servir como exemplo e n\u00e3o ser enxugada. V\u00ea-se aqui a materializa\u00e7\u00e3o de um modelo humanizado de assist\u00eancia que deveria ser regra\u201d, pontua.<\/p>\n<p><b>Para entender os cuidados paliativos<\/b><\/p>\n<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), a cada dez pessoas no mundo, somente uma recebe a assist\u00eancia necess\u00e1ria de melhoria da qualidade de vida e al\u00edvio do sofrimento. \u201cExiste uma tentativa de se colocar data para iniciar o cuidado, mas ele come\u00e7a quando se tem o diagn\u00f3stico, quando n\u00e3o mais se muda o curso da doen\u00e7a, quando ela \u00e9 cr\u00f4nica\u201d, salienta a coordenadora do Programa de Cuidados Paliativos do Hospital de Cl\u00ednicas de Porto Alegre (HCPA), Lucia Mirante Moreira dos Santos.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 iniciar antecipadamente a assist\u00eancia e n\u00e3o s\u00f3 pensar esse cuidado quando o paciente se encontra em estado terminal. Conforme explica Lucia, o fato de n\u00e3o curar n\u00e3o significa que seja preciso deixar de tratar o enfermo. Aliviar a dor e permitir mais qualidade de vida tamb\u00e9m \u00e9 oferecer tratamento.<\/p>\n<p>\u00c9 ainda uma forma de evitar que esses pacientes passem mais tempo do que o necess\u00e1rio em hospitais j\u00e1 lotados, longe da fam\u00edlia e do conforto de casa. Trata-se de um conceito que envolve uma equipe multidisciplinar de sa\u00fade, que inclui m\u00e9dicos, enfermeiros, psic\u00f3logos, assistentes sociais, farmac\u00eauticos, fisioterapeutas, nutricionistas e terapeutas ocupacionais. Os profissionais ensinam, cada um dentro de sua \u00e1rea, mas sempre de maneira interligada, como os pr\u00f3prios familiares podem dar assist\u00eancia ao enfermo. Esse cuidado fortalece a rela\u00e7\u00e3o e oferece mais leveza ao dia a dia.<\/p>\n<div id=\"attachment_65446\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/cuidados-paliativos-ufpel02.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"SIMERS den\u00fancia muro constru\u00eddo em unidade de cuidados paliativos em Pelotas\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-65446\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-65446 \" alt=\"M\u00e9dicos estiveram reunidos para debater o assunto. 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Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/SIMERS<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil, \u00e9 inaceit\u00e1vel que um projeto como esse tenha seu espa\u00e7o reduzido sem qualquer tipo de conversa ou entendimento do que<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":65447,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[150],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65445"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65445"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65445\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":65449,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65445\/revisions\/65449"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65447"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}