{"id":65914,"date":"2017-08-29T08:31:42","date_gmt":"2017-08-29T11:31:42","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=65914"},"modified":"2017-08-29T08:31:42","modified_gmt":"2017-08-29T11:31:42","slug":"hip-hop-voz-a-mulher-no-rap-minas-no-alto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/hip-hop-voz-a-mulher-no-rap-minas-no-alto\/","title":{"rendered":"HIP HOP : Voz \u00e0 mulher no Rap \u201cMinas no Alto\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><b>Filha do compositor popular \u201cOdibar\u201d, Bartira \u201cBART\u201d Marques lan\u00e7ou nova m\u00fasica nesta semana<\/b><\/p>\n<p><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/p>\n<p><b><\/b><b>P<\/b>ingos de Amor \u00e9 sucesso popular, que teve grava\u00e7\u00f5es de Kid Abelha e Papas da L\u00edngua. Mas, as composi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m t\u00eam na lista de int\u00e9rpretes, destaques como Jorge Arag\u00e3o, Clara Nunes e \u201cMolejo\u201d. O talentoso compositor popular \u201cOdibar\u201d, que residiu em Pelotas, criou m\u00fasicas que conquistaram o grande p\u00fablico. Contudo, ao falecer em 2010, permanecia praticamente an\u00f4nimo, sem o devido reconhecimento. Sobre a filha, ainda pequena, dizia \u00e0 esposa que \u201ctinha dedos de pianista\u201d. E, aos onze anos, ela teve aulas de piano. Paralelamente tamb\u00e9m foi descobrindo que herdara o talento paterno, ou seja, a criatividade para escrever versos. E, nesta semana, ela lan\u00e7ou nova m\u00fasica. A filha, pelotense Bartira \u201cBART\u201d Val Marques, divuga o Rap \u201cMinas no Alto\u201d, postado ontem no Facebook e Youtube. Com experi\u00eancia na fotografia, BART estuda jornalismo na UFPel, e idealizou a produtora cultural Stay Black.<\/p>\n<div id=\"attachment_65915\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bartira.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"HIP HOP : Voz \u00e0 mulher no Rap \u201cMinas no Alto\u201d \"><img aria-describedby=\"caption-attachment-65915\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-65915\" alt=\"Voz \u00e0 mulher no Rap \u201cMinas no Alto\u201d \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bartira-300x193.jpg\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bartira-300x193.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bartira-150x96.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bartira.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-65915\" class=\"wp-caption-text\">Voz \u00e0 mulher no Rap \u201cMinas no Alto\u201d<\/p><\/div>\n<p><b>MULHER<\/b> \u2013 Sobre o Rap \u201cMinas no Alto\u201d, Bart menciona: \u201cV\u00eddeo est\u00e1 postado desde as 20h de ontem. Escolhi o anivers\u00e1rio da minha m\u00e3e, a maior alpinista que conheci at\u00e9 hoje. A inten\u00e7\u00e3o com o video foi unir pessoas que admiro, e que s\u00e3o minhas amigas. A m\u00fasica \u2018Minas no Alto\u2019 \u00e9 um \u2018freeverse\u2019, que \u00e9 quando voc\u00ea rima em um beat de um som que j\u00e1 existe. Nesse caso o som \u00e9 \u2018Smile\u2019 do Isaiah Rashad, uma m\u00fasica que eu gosto muito. O refr\u00e3o diz \u2018homens s\u00e3o montanhas, mulheres s\u00e3o alpinistas\u2019. Eu tento meditar sempre que poss\u00edvel, e fico nervosa ou ansiosa, no esfor\u00e7o para colocar as ideias no lugar. O processo \u00e9 entender a si, para conseguir entender o outro. Da\u00ed, vi que nesse mundo normativo, as mulheres se esfor\u00e7am muito para entender os homens. \u00c9 preciso dar uma explica\u00e7\u00e3o acerca do porqu\u00ea exigem tanto da gente, e por que est\u00e3o sempre sentados em pedestais no alto das montanhas. J\u00e1 n\u00f3s precisamos batalhar tanto pra chegar no topo delas. Depois que escrevi essa m\u00fasica, fiz meu mapa astral. E soube que tenho o sol, com ascendente em capric\u00f3rnio, o que fazia com que eu tivesse as caracter\u00edsticas da cabra que escala montanhas. Nesse momento parecia que o portal do sentido se abria pra mim. Ent\u00e3o senti que precisava largar o som. O EP sai em breve, o nome \u00e9 \u2018Astral\u2019, e as m\u00fasicas t\u00eam essa vibe.\u00a0 Al\u00e9m disso, me preocupo muito com espiritualidade, e sou identificada com alguns misticismos. Nas m\u00fasicas, tento passar isso, bem como as quest\u00f5es sociais\u201d.<\/p>\n<p><b>SOM <\/b>\u2013 Sobre as influ\u00eancias, ela menciona: \u201cEu admiro uma galera das antigas do Rap nacional. Mas a m\u00fasica brasileira, pra mim, sempre veio em segundo plano. Eu sempre ouvi mais m\u00fasicas em ingl\u00eas porque eu gostava de aprender as letras e cantar todas, Erykah Badu, Lauryn Hill, Queen Latifah. Gostava do Black Eyed Peas, do Eminem, Pharcyde, Dr Dre, Snoop Dogg, foram as primeiras coisas que eu ouvi, da\u00ed pra tr\u00e1s eu s\u00f3 fui conhecer mais atualmente. Hoje ou\u00e7o mais, as meninas do \u2018Rimas e Melodias\u2019 por exemplo, \u2018BrisaFlow\u2019 que \u00e9 uma amiga, e esteve em Pelotas\u201d. Entre as apresenta\u00e7\u00f5es, BART menciona a Casa Cultural Las Vulvas, oficinas em escolas no Balne\u00e1rio dos Prazeres e Loteamento Dunas. Tamb\u00e9m cantou no \u201cRizoma\u201d do Dia do Patrim\u00f4nio. Em S\u00e3o Paulo, participou de evento com a MC \u201cBrisaFlow\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_65916\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bartira-hip-hop.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"HIP HOP : Voz \u00e0 mulher no Rap \u201cMinas no Alto\u201d \"><img aria-describedby=\"caption-attachment-65916\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-65916\" alt=\"Pelotense Bartira \u201cBart\u201d Val Marques divulga lan\u00e7amento de v\u00eddeo \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bartira-hip-hop-300x300.jpg\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bartira-hip-hop-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bartira-hip-hop-150x150.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bartira-hip-hop.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-65916\" class=\"wp-caption-text\">Pelotense Bartira \u201cBart\u201d Val Marques divulga lan\u00e7amento de v\u00eddeo<\/p><\/div>\n<p><b>A supera\u00e7\u00e3o do preconceito <\/b><\/p>\n<p><b><\/b><b>E<\/b>ntre nove e dezessete anos, Bartira residiu em Piratini. Voltando para Pelotas, passou a morar no bairro Fragata<\/p>\n<p><b>E<\/b>la recorda sobre a viv\u00eancia no interior: \u201cEu sempre escrevi, e lembro que, em 2005, fiz umas rimas sobre Piratini. Falava sobre as pessoas que me faziam sentir mal. Naquela \u00e9poca eu n\u00e3o percebia a opress\u00e3o ou o racismo, e escrevia apenas para me sentir melhor, porque aqui, em Pelotas, eu me sentia melhor. N\u00e3o sei se, por ser minha cidade natal, ou por passar por menos situa\u00e7\u00f5es que me deixavam infeliz. Hoje eu enxergo com clareza que, o que me incomodava, era a falta de liberdade numa cidade com vinte mil habitantes. Eu amava muitas pessoas l\u00e1, porque fui criada l\u00e1 e n\u00e3o percebia coisas encrustadas, j\u00e1 que era a viv\u00eancia que tinha. Mas, ao mesmo tempo que as opress\u00f5es soavam naturais, eu sempre tive a pulga atr\u00e1s da orelha de que n\u00e3o precisava passar por aquilo. Sempre quis ser diferente, j\u00e1 que n\u00e3o me sentia bonita o suficiente, ou n\u00e3o tinha dinheiro o suficiente\u201d.<\/p>\n<p><b>FOTOGRAFIA<\/b> &#8211; A compositora e ativista cultural acrescenta: \u201cAprendi a fotografar aos dezessete anos. Durante bom tempo, trabalhei como fotogr\u00e1fa. Nos festivais, levava a c\u00e2mera, e tirava foto de tudo. Ainda fotografo, mas n\u00e3o profissionalmente. Atualmente trabalho com produ\u00e7\u00e3o cultural, propondo rodas de conversa, palestras, que abordam quest\u00f5es raciais e feministas.<\/p>\n<p><b>Espontaneidade do abra\u00e7o na periferia<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>E<\/b>ntre os projetos de Bartira \u201cBART\u201d, a perspectiva de retorno a S\u00e3o Paulo. Na estada no centro do Pa\u00eds, ela constatou o quanto \u00e9 forte a imagem do ga\u00facho machista e racista.<\/p>\n<p><b>A <\/b>compositora avalia: \u201cQuando fui para o Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, percebi uma grande diferen\u00e7a. E notei que, por mais que exista racismo nesses lugares, aqui no sul voc\u00ea se sente como se vivesse algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s. E observo que, em Piratini, primeira capital farroupilha, ainda n\u00e3o ouvi nenhum MC de l\u00e1, homem ou mulher. Por\u00e9m, diante desse cen\u00e1rio, me alegra que, cada vez mais, as mulheres t\u00eam se expressado de muitas formas, e n\u00e3o s\u00f3 atrav\u00e9s do Rap. Ent\u00e3o precisamos seguir trabalhando para levar informa\u00e7\u00e3o. Muitas mulheres ainda t\u00eam medo. H\u00e1 mulheres morrendo por dizer n\u00e3o. \u00c9 bem delicado. Mas, quando estou na periferia, isso me deixa muito feliz. Amo as crian\u00e7as, que espontaneamente oferecem um abra\u00e7o. Muda o dia e sinto a necessidade de voltar. Se n\u00e3o retornar, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de trabalho inacabado. A semente \u00e9 plantada, mas \u00e9 preciso regar, cuidar\u201d.<\/p>\n<p><b>PAI<\/b> \u2013 Como projeto ao Procultura, BART planeja produzir um document\u00e1rio sobre a hist\u00f3ria de \u201cOdibar\u201d, abordando acerca de compositores que escrevem, fazem sucesso, mas n\u00e3o s\u00e3o conhecidos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filha do compositor popular \u201cOdibar\u201d, Bartira \u201cBART\u201d Marques lan\u00e7ou nova m\u00fasica nesta semana Por Carlos Cogoy Pingos de Amor \u00e9 sucesso popular, que teve grava\u00e7\u00f5es de Kid Abelha e Papas<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":65916,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65914"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65914"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65914\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":65917,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65914\/revisions\/65917"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65916"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65914"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65914"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65914"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}