{"id":67998,"date":"2017-10-20T08:03:31","date_gmt":"2017-10-20T10:03:31","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=67998"},"modified":"2017-10-20T08:03:31","modified_gmt":"2017-10-20T10:03:31","slug":"claudia-hartleben-dois-anos-e-meio-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/claudia-hartleben-dois-anos-e-meio-depois\/","title":{"rendered":"CL\u00c1UDIA  HARTLEBEN : Dois anos e meio depois"},"content":{"rendered":"<p><b>Por Marcelo Nascente<\/b><\/p>\n<p>O desaparecimento da professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no dia 9 de abril de 2015, continua sendo investigado. O Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP) e a Pol\u00edcia ouvem uma nova rodada de depoimentos. O juiz deferiu v\u00e1rias dilig\u00eancias que est\u00e3o sendo cumpridas pela Pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Em um caso que chama a aten\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica por Cl\u00e1udia Hartleben ter sido declarada civilmente ausente, mas seu corpo ainda n\u00e3o ter sido encontrado, nos \u00faltimos meses foram feitas investiga\u00e7\u00f5es na cidade de Rio Grande e quebras de sigilo de informa\u00e7\u00f5es de perfis de redes sociais, ainda em busca de materialidade direta ou indireta, capaz de possibilitar ao Minist\u00e9rio P\u00fablico uma nova den\u00fancia.<\/p>\n<div id=\"attachment_67999\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/claudia.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"CL\u00c1UDIA  HARTLEBEN : Dois anos e meio depois  \"><img aria-describedby=\"caption-attachment-67999\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-67999\" alt=\"CARRO estacionado em casa Foto de Fabr\u00edcio Bassi\/Especial-DM \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/claudia-300x225.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/claudia-300x225.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/claudia-150x112.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/claudia.jpg 647w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-67999\" class=\"wp-caption-text\">CARRO estacionado em casa<br \/>Foto de Fabr\u00edcio Bassi\/Especial-DM<\/p><\/div>\n<p><b>RELEMBRE &#8211;<\/b>Cl\u00e1udia Hartleben \u00a0deixou o campus da UFPel no Cap\u00e3o do Le\u00e3o por volta das 18h, dirigindo sua camionete. Teria ido visitar doentes em tr\u00eas casas diferentes da cidade, aux\u00edlio que prestava como volunt\u00e1ria de uma casa esp\u00edrita<\/p>\n<p>Por volta das 20h a professora chegou na casa de uma amiga, onde permaneceu at\u00e9 pouco mais 22h30min. Uma c\u00e2mera de seguran\u00e7a privada capturou imagem do carro de Cl\u00e1udia, pr\u00f3ximo a sua casa, \u00e0s 22h48min. Cerca de dez minutos depois, Cl\u00e1udia teria entrado em sua casa e deixado o carro estacionado na garagem, com a chave na igni\u00e7\u00e3o, como seria seu h\u00e1bito.<b><\/b><\/p>\n<p>O inqu\u00e9rito policial aponta que a professora entrou na resid\u00eancia e de l\u00e1 desapareceu sem que houvesse qualquer sinal de arrombamento, luta ou vest\u00edgios que pudessem apontar seu destino. Seu filho, de acordo com informa\u00e7\u00f5es constantes no inqu\u00e9rito, era o \u00fanico em casa e dormia, n\u00e3o tendo visto ou ouvido nada.<b><\/b><\/p>\n<p>As mais de 80 horas de grava\u00e7\u00f5es de c\u00e2meras de seguran\u00e7a analisadas pela pol\u00edcia n\u00e3o foram suficientes para determinar que Cl\u00e1udia tenha deixado a resid\u00eancia na Avenida Fernando Os\u00f3rio durante a madrugada, embora seus documentos e telefone celular tenham desaparecido. A professora teria uma reuni\u00e3o na manh\u00e3 seguinte e, ao n\u00e3o comparecer, seus colegas da universidade come\u00e7aram a procurar por ela.<\/p>\n<p>Oito meses depois, em dezembro de 2015, o Minist\u00e9rio P\u00fablico denunciou o filho e o ex-marido da professora por homic\u00eddio qualificado, por motivo f\u00fatil que dificultou a defesa da v\u00edtima, oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver e feminic\u00eddio. No entanto, o juiz da 1\u00aa Vara Criminal rejeitou a den\u00fancia, por julgar n\u00e3o haver ind\u00edcios de materialidade ou autoria de il\u00edcito penal.<\/p>\n<div id=\"attachment_68000\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/claudia1.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"CL\u00c1UDIA  HARTLEBEN : Dois anos e meio depois  \"><img aria-describedby=\"caption-attachment-68000\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-68000\" alt=\"Cl\u00e1udia Hartleben\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/claudia1-300x270.jpg\" width=\"300\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/claudia1-300x270.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/claudia1-150x135.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/claudia1.jpg 386w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-68000\" class=\"wp-caption-text\">Cl\u00e1udia Hartleben<\/p><\/div>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico, atrav\u00e9s do promotor Jos\u00e9 Olavo Passos, recorreu da senten\u00e7a junto ao Tribunal de Justi\u00e7a (TJ), em Porto Alegre. Um ano depois, em dezembro de 2016, o TJ negou provimento ao recurso, julgando n\u00e3o haver justa causa para a\u00e7\u00e3o penal. O MP optou por n\u00e3o recorrer \u00e0 inst\u00e2ncia superior da Justi\u00e7a e por dar continuidade \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><b>CONDENA\u00c7\u00c3O <\/b>No m\u00eas passado a 8\u00aa C\u00e2mara Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado negou recurso da defesa e manteve a condena\u00e7\u00e3o do ex-marido da professora, Jo\u00e3o Morato Fernandes, por perturba\u00e7\u00e3o da tranquilidade ocorrida no ano de 2013. O processo, que tramitou no Juizado Especial da Viol\u00eancia Dom\u00e9stica do F\u00f3rum de Pelotas, foi baseado em den\u00fancia feita por Cl\u00e1udia junto \u00e0 delegacia da cidade de Cap\u00e3o do Le\u00e3o.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, Cl\u00e1udia teve o seio e as n\u00e1degas apalpados, dentro do campus da UFPel no Cap\u00e3o do Le\u00e3o, onde lecionava e coordenava o curso de Biotecnologia. O agressor foi o ex-marido, de quem j\u00e1 estava separada desde 2009. A perturba\u00e7\u00e3o foi confirmada por testemunhas, em audi\u00eancias realizadas durante o transcorrer do processo.\u00a0Embora a den\u00fancia englobasse dois delitos: importuna\u00e7\u00e3o ofensiva ao pudor e perturba\u00e7\u00e3o da tranquilidade, somente o segundo foi julgado, por ainda n\u00e3o ter prescrito.<\/p>\n<p>A senten\u00e7a condenou o acusado \u00e0 pena de quinze dias de pris\u00e3o simples, regime inicial aberto, substitu\u00edda por limita\u00e7\u00e3o de fim de semana, na forma do art. 48 do C\u00f3digo Penal Brasileiro (CPB).<\/p>\n<p>De acordo com advogado de defesa de Morato, Felipe Matiello, n\u00e3o existe mais a possibilidade de recorrer. A mat\u00e9ria para recursos se esgotou em Porto Alegre e a decis\u00e3o vai para a Vara de Execu\u00e7\u00e3o Penal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Marcelo Nascente O desaparecimento da professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no dia 9 de abril de 2015, continua sendo investigado. 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