{"id":69051,"date":"2017-11-17T11:30:36","date_gmt":"2017-11-17T13:30:36","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=69051"},"modified":"2017-11-17T11:30:36","modified_gmt":"2017-11-17T13:30:36","slug":"arritmias-cardiacas-causam-mais-de-300-mil-mortes-todos-os-anos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/arritmias-cardiacas-causam-mais-de-300-mil-mortes-todos-os-anos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Arritmias card\u00edacas causam mais de 300 mil mortes todos os anos no Brasil"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><em>Em 2016, cerca de 320 mil vidas foram perdidas no pa\u00eds por causa da doen\u00e7a<\/em><\/h2>\n<p>Mais de 320 mil pessoas morrem no Brasil todos os anos v\u00edtimas de arritmias card\u00edacas. Muitas nem chegam a descobrir que t\u00eam algum problema no cora\u00e7\u00e3o. A estimativa \u00e9 resultado de pesquisa realizada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em parceria com a Sociedade Brasileira de Arritmias Card\u00edacas (Sobrac).<\/p>\n<p>De acordo com o m\u00e9dico Muhieddine Omar Chokr, especialista em Eletrofisiologia Invasiva e Arritmologia Cl\u00ednica no Instituto do Cora\u00e7\u00e3o (INCOR), esse n\u00famero \u00e9 preocupante. \u201cV\u00e1rios aspectos contribuem para o aumento no n\u00famero de casos de arritmia. Os fatores de risco, como alimenta\u00e7\u00e3o desregrada, uso de tabaco e eleva\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial, por exemplo, n\u00e3o s\u00e3o tratados adequadamente. Com isso, se n\u00e3o houver uma conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, a tend\u00eancia \u00e9 que haja cada vez mais casos de \u00f3bitos\u201d, alerta.<\/p>\n<p>H\u00e1 basicamente dois tipos de arritmias card\u00edacas, aponta o especialista: a taquiarritmia, que se caracteriza pelo aumento da frequ\u00eancia card\u00edaca (mais de 100 batimentos por minuto), e a bradiarritmia, marcada pela redu\u00e7\u00e3o dos batimentos card\u00edacos.<\/p>\n<p>No entanto, o m\u00e9dico ressalta que \u00e9 necess\u00e1rio tomar cuidado tamb\u00e9m com as arritmias assintom\u00e1ticas, ou seja, que n\u00e3o apresentam sintomas claros e s\u00f3 podem ser diagnosticadas por meio de exames de rotina. \u201cN\u00e3o \u00e9 sempre que conseguimos perceber se o cora\u00e7\u00e3o bate fora do compasso. H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es nas quais uma arritmia pode acompanhar as pessoas sem que haja desconfian\u00e7a. \u00c9 o caso da fibrila\u00e7\u00e3o atrial, uma modifica\u00e7\u00e3o no ritmo de contra\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o que ocorre quando os \u00e1trios, c\u00e2maras superiores do cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se contraem de maneira sincronizada, batendo de forma mais r\u00e1pida e irregular que o normal. Por isso, \u00e9 importante que as pessoas realizem a palpa\u00e7\u00e3o regular do pulso, aumentando as chances de identificar a doen\u00e7a, al\u00e9m fazer visitas regulares ao cardiologista\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>A fibrila\u00e7\u00e3o atrial \u00e9 uma doen\u00e7a bastante prevalente no Brasil, com a estimativa de quase 1 milh\u00e3o de casos. O principal risco associado \u00e9 o desenvolvimento de acidentes vasculares cerebrais, ou derrames, que geralmente trazem o dobro do risco de morte (100% a mais) aos pacientes em compara\u00e7\u00e3o a indiv\u00edduos sem fibrila\u00e7\u00e3o atrial. Al\u00e9m disso, ela aumenta em cinco vezes a chance de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou derrame por afetar o fluxo de sangue no cora\u00e7\u00e3o, provocando a forma\u00e7\u00e3o de co\u00e1gulos. \u00c9 importante destacar que, apesar de arritmia card\u00edaca ter maior incid\u00eancia em idosos, segundo a \u00faltima pesquisa do IBGE, n\u00e3o h\u00e1 limite de idade e restri\u00e7\u00e3o de g\u00eanero para a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Alguns dos sintomas de fibrila\u00e7\u00e3o atrial s\u00e3o ansiedade, dificuldade para realizar exerc\u00edcios f\u00edsicos, fraqueza, dores no corpo, tontura, falta de ar, fadiga cr\u00f4nica e palpita\u00e7\u00f5es no peito.<\/p>\n<p><b>O tratamento<\/b><\/p>\n<p>H\u00e1 diversas formas de tratar arritmias e reduzir seus riscos. \u00c9 preciso primeiramente diagnosticar o motivo pelo qual o paciente desenvolveu a arritmia card\u00edaca e, sob os cuidados de um cardiologista, buscar o tratamento por meio de f\u00e1rmacos. No entanto, mais de 50% dos pacientes com fibrila\u00e7\u00e3o atrial n\u00e3o respondem ou toleram tratamento com medicamentos. Nestes casos ou em pacientes com mais de 60 anos, o procedimento mais adequado \u00e9 a abla\u00e7\u00e3o por radiofrequ\u00eancia, ressalta o especialista. A interven\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com cateteres por veias e art\u00e9rias, sem a necessidade de abertura do t\u00f3rax. \u201c\u00c9 um procedimento seguro. A abla\u00e7\u00e3o permite aos pacientes tratar em definitivo das arritmias e voltar a viver sem efeitos colaterais ou riscos iminentes, al\u00e9m de aumentar os \u00edndices de efetividade do tratamento da fibrila\u00e7\u00e3o atrial a 88% em um per\u00edodo de acompanhamento de 12 meses\u201d, explica.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica \u00e9 minimamente invasiva e, de acordo com Chokr, diversos fatores contribuem para que os m\u00e9dicos e pacientes optem por essa alternativa. \u201cO procedimento \u00e9 seguro. A taxa de complica\u00e7\u00e3o \u00e9 menor que 0,5% e, em geral, o paciente tem alta no mesmo dia. Al\u00e9m disso, a abla\u00e7\u00e3o por mapeamento 3D pode tratar de qualquer tipo de arritmia. Hoje, as melhorias nos sistemas de mapeamento possibilitam que o tratamento seja realizado com alto \u00edndice de sucesso da fibrila\u00e7\u00e3o atrial\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2016, cerca de 320 mil vidas foram perdidas no pa\u00eds por causa da doen\u00e7a Mais de 320 mil pessoas morrem no Brasil todos os anos v\u00edtimas de arritmias card\u00edacas.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":69052,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[150],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69051"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69051"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69051\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":69053,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69051\/revisions\/69053"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69052"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69051"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69051"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69051"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}