{"id":69815,"date":"2017-12-06T08:14:52","date_gmt":"2017-12-06T10:14:52","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=69815"},"modified":"2017-12-06T08:14:52","modified_gmt":"2017-12-06T10:14:52","slug":"livro-o-teatro-de-simoes-lopes-neto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/livro-o-teatro-de-simoes-lopes-neto\/","title":{"rendered":"LIVRO : O teatro de Sim\u00f5es Lopes Neto"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><b>Nesta quarta \u00e0s 19h, lan\u00e7amento de \u201cJo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes Neto \u2013 TEATRO [s\u00e9culo XIX]\u201d<\/b><\/h1>\n<p><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/p>\n<p><b>O <\/b>Boato (1893\/1894), Os Bachar\u00e9is (1894), Mix\u00f3rdia (1894\/1895), O Bicho (1896), A Vi\u00fava Pitorra (vers\u00f5es de 1896 e 1898), e A Fifina (1899). Pe\u00e7as teatrais do escritor pelotense Jo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes (1865\/1916), que est\u00e3o publicadas no livro \u201cJo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes Neto \u2013 TEATRO [s\u00e9culo XIX]\u201d (487 p\u00e1ginas). No volume, que \u00e9 ilustrado com reprodu\u00e7\u00f5es de algumas das capas das publica\u00e7\u00f5es originais, bem como uma imagem de Sim\u00f5es \u201cl\u00e2nguido\u201d na Est\u00e2ncia da Gra\u00e7a, constam ensaios cr\u00edticos dos autores Jo\u00e3o Luis Pereira Ourique e Luis Rubira. Docentes na UFPel, Ourique na \u00e1rea de letras e Rubira na filosofia, eles h\u00e1 cinco anos t\u00eam se dedicado a pesquisar a produ\u00e7\u00e3o teatral de Sim\u00f5es. O livro publicado pela editora ZOUK, em parceria com o Instituto Estadual do Livro (IEL), e lan\u00e7ado h\u00e1 um m\u00eas na Feira do Livro de Porto Alegre, \u00e9 o primeiro volume do trabalho que ter\u00e1 sequ\u00eancia em 2018. No pr\u00f3ximo ano, pe\u00e7as escritas por Sim\u00f5es no s\u00e9culo XX. Para conhecer mais o teatro simoniano, nesta quarta acontecer\u00e1 lan\u00e7amento da obra na cidade natal do escritor.<\/p>\n<p><b>AUT\u00d3GRAFOS<\/b> \u2013 A partir das 19h desta quarta, programa\u00e7\u00e3o no Instituto Jo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes Neto \u2013 rua D. Pedro II 810 -, com a presen\u00e7a dos autores. Al\u00e9m dos aut\u00f3grafos, Ourique e Rubira estar\u00e3o explanando sobre \u201cJo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes Neto \u2013 Teatro [s\u00e9culo XIX]\u201d. A publica\u00e7\u00e3o conta com apoio do Instituto Jo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes Neto, e Bibliotheca P\u00fablica Pelotense.<\/p>\n<div id=\"attachment_69817\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-69817\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-69817\" alt=\"Autores Jo\u00e3o Luis Ourique e Luis Rubira \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/livro-rubira-300x168.jpg\" width=\"300\" height=\"168\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/livro-rubira-300x168.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/livro-rubira-150x84.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/livro-rubira.jpg 745w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-69817\" class=\"wp-caption-text\">Autores Jo\u00e3o Luis Ourique e Luis Rubira<\/p><\/div>\n<p><b>TEATRO<\/b> de Sim\u00f5es conforme Rubira: \u201cAs pe\u00e7as s\u00e3o as seguintes, por ordem cronol\u00f3gica: O Boato (1893-1894); Os Bachar\u00e9is (1894); Mix\u00f3rdia!&#8230; (1894\/1895); O Bicho (1896); Coi\u00f3 J\u00fanior (1896); A Vi\u00fava Pitorra (vers\u00e3o em 1896, segunda em 1898); A Fifina (1899); Joj\u00f4 e Jaj\u00e1 e n\u00e3o Ioi\u00f4 e Iai\u00e1 (1901); Amores e Facadas ou Querubim Trov\u00e3o (1901); Por causa das Bichas (1903); A valsa Branca (1914); O maior credor (1914); Sapato de Beb\u00ea (1915); e a tradu\u00e7\u00e3o &#8220;Nossos Filhos&#8221; (1915). Sim\u00f5es verteu para a l\u00edngua portuguesa o texto \u2018Nuestros Hijos\u2019, de 1908, do dramaturgo Uruguaio Flor\u00eancio Sanchez. H\u00e1 not\u00edcia de que Jo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes Neto escreveu a pe\u00e7a O Palha\u00e7o, representada no Theatro 7 de Abril em agosto de 1900, mas ainda n\u00e3o localizamos o manuscrito\u201d.<\/p>\n<p><b>DRAMATURGO<\/b> \u2013 A relev\u00e2ncia de Sim\u00f5es como autor teatral, \u00e9 enfatizada por Rubira: \u201cO fato de Sim\u00f5es surgir como um dramaturgo prestigiado no final do s\u00e9culo XIX \u00e9 duplamente significativo. Primeiro, pelo fato de que h\u00e1 uma intensa cena teatral na cidade, preenchida por grupos que vem de diversos lugares. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m pelo reconhecimento de Sim\u00f5es como um talento, o que se comprova pela recep\u00e7\u00e3o as suas pe\u00e7as \u00e0 \u00e9poca da encena\u00e7\u00e3o. O que a \u2018realidade pelotense\u2019 do s\u00e9culo 21 ganha, ent\u00e3o, \u00e9 a compreens\u00e3o de que o teatro em Pelotas, foi uma pot\u00eancia art\u00edstica na cidade. Ao menos at\u00e9 os festivais que chegaram \u00e0 decada de noventa. E a cidade teve o seu pr\u00f3prio dramaturgo, ningu\u00e9m menos do que Sim\u00f5es. Assim, \u00e9 poss\u00edvel lan\u00e7ar um novo olhar sobre o modo de elabora\u00e7\u00e3o dos \u2018Contos Gauchescos\u2019, comprovando que Sim\u00f5es, ao escrever a obra, j\u00e1 tinha dom\u00ednio t\u00e9cnico apurado na constru\u00e7\u00e3o de personagens. Outro elemento importante, \u00e9 contextualizar o Sim\u00f5es dramaturgo com outros autores ga\u00fachos e brasileiros. E tamb\u00e9m do Uruguai, como \u00e9 o caso de Florencio Sanchez.<\/p>\n<p><b><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-69816\" alt=\"livro Rubira capa\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/livro-rubira-capa-209x300.jpg\" width=\"209\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/livro-rubira-capa-209x300.jpg 209w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/livro-rubira-capa-104x150.jpg 104w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/livro-rubira-capa.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 209px) 100vw, 209px\" \/>Atualidade do teatro de Jo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes<\/b><\/p>\n<p><b><\/b><b>\u00a0<\/b><b>E<\/b>m rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atualidade do teatro simoniano, pesquisador Luis Rubira observa: \u201cSim\u00f5es n\u00e3o escrevia teatro t\u00e3o somente para o p\u00fablico de Pelotas. Por certo, v\u00e1rias pe\u00e7as possuem personagens e situa\u00e7\u00f5es que fazem refer\u00eancia \u00e0 cidade, mas basta trocar os nomes e as situa\u00e7\u00f5es e temos um teatro n\u00e3o local, mas de temas estaduais e nacionais. \u00c9 o caso, por exemplo, de \u2018O Bicho\u2019 (1896). O Jo\u00e3o Ourique tem mostrado que Sim\u00f5es abordou o tema no teatro, bem antes de Machado de Assis tratar da quest\u00e3o no conto \u2018O jogo do bicho\u2019, em 1904. \u2018Mix\u00f3rdia!&#8230;\u2019 por exemplo, \u00e9 uma s\u00e1tira sobre a inefici\u00eancia da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, uma pe\u00e7a com cr\u00edtica pol\u00edtica, haja vista que a protagonista da pe\u00e7a, a Princesa do Sul, v\u00ea-se pressionada pelo povo a buscar o progresso da cidade, logo ap\u00f3s a queda da monarquia no Brasil. J\u00e1 A Fifina \u00e9 uma pe\u00e7a carregada em met\u00e1foras sobre a sexualidade, num per\u00edodo em que a moralidade social era bem r\u00edgida\u201d.<\/p>\n<p><b>EDUCA\u00c7\u00c3O<\/b> \u2013 O professor Rubira avalia se a retomada do teatro de Sim\u00f5es, pode ter aspecto pedag\u00f3gico: \u201cPelas pe\u00e7as n\u00f3s temos acesso a uma Pelotas que, at\u00e9 ent\u00e3o, permanecia fechada no imagin\u00e1rio, salvo por documentos e imagens fragment\u00e1rias. Nas pe\u00e7as de Sim\u00f5es, encontramos \u00e2ngulos sobre a realidade de Pelotas. Nesse resgate da mem\u00f3ria, possibilidade para conscientizar acerca de aspectos como a preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico. O \u2018progresso\u2019 que visa lucro e ac\u00famulo, foi criticado na pe\u00e7a \u2018Mix\u00f3rdia!&#8230;\u2019\u201d.<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta quarta \u00e0s 19h, lan\u00e7amento de \u201cJo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes Neto \u2013 TEATRO [s\u00e9culo XIX]\u201d Por Carlos Cogoy O Boato (1893\/1894), Os Bachar\u00e9is (1894), Mix\u00f3rdia (1894\/1895), O Bicho (1896), A Vi\u00fava<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":69817,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69815"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69815"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69815\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":69818,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69815\/revisions\/69818"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69817"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69815"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69815"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69815"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}