{"id":70532,"date":"2017-12-26T08:35:26","date_gmt":"2017-12-26T10:35:26","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=70532"},"modified":"2017-12-26T08:36:12","modified_gmt":"2017-12-26T10:36:12","slug":"duplicacao-da-br-116-tecnicas-de-bioengenharia-de-solos-sao-aplicadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/duplicacao-da-br-116-tecnicas-de-bioengenharia-de-solos-sao-aplicadas\/","title":{"rendered":"DUPLICA\u00c7\u00c3O DA BR-116 : T\u00e9cnicas de bioengenharia de solos s\u00e3o aplicadas"},"content":{"rendered":"<p>Durante a execu\u00e7\u00e3o de obras de grande porte como a duplica\u00e7\u00e3o da BR-116\/RS, entre Gua\u00edba e Pelotas, muitas vezes \u00e9 necess\u00e1rio buscar alternativas para evitar ou atenuar os efeitos do processo construtivo no meio ambiente.<\/p>\n<p>Exemplo deste trabalho foi a necessidade de estabilizar 32 metros da margem do Arroio Vi\u00fava Tereza, em S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul. A atividade foi desenvolvida ap\u00f3s ter sido realizado um desvio no curso de \u00e1gua (corta-rio) em fun\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o de uma nova ponte no km 471,6 da rodovia. A Gest\u00e3o Ambiental do empreendimento &#8211; em conjunto com a Unidade Local de Pelotas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT\/RS) \u2013 estudou quais as alternativas protetivas seriam mais adequadas para reduzir esta interfer\u00eancia. No levantamento, foram definidas t\u00e9cnicas de bioengenharia de solos, que formaram o projeto de estabiliza\u00e7\u00e3o das margens do arroio.<\/p>\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o de uma \u201cParede Krainer\u201d (esp\u00e9cie de muro de madeira), a constru\u00e7\u00e3o de uma esteira viva protegida com grade de bambus, e o enrocamento de pedra final para aumentar a resist\u00eancia contra a a\u00e7\u00e3o da correnteza formaram o projeto que come\u00e7ou a ser implantado em 2014. O trabalho teve o acompanhamento t\u00e9cnico da Gest\u00e3o Ambiental do empreendimento e foi executado pela construtora respons\u00e1vel pelas obras no Lote 8 da duplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com aprova\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (IBAMA), iniciou-se a conforma\u00e7\u00e3o das margens do Vi\u00fava Tereza com a coloca\u00e7\u00e3o da Parede Krainer. Composta por uma fileira de estacas de eucalipto de dois metros cravadas verticalmente no solo, com espa\u00e7amento de 1,5 metro entre elas, a estrutura ainda recebeu toras sobrepostas horizontalmente ao longo da margem. Na sequ\u00eancia, foi instalada a esteira viva de ramos de\u00a0<i>Phyllanthus sellowianus<\/i>\u00a0(sarandi ou sarandi-branco), que ap\u00f3s serem fixados receberam uma fina camada de solo para o auxiliar no enraizamento.<\/p>\n<p>Ao t\u00e9rmino desta etapa, foi realizado o monitoramento das cheias do arroio para verificar como as estruturas iriam se comportar com a for\u00e7a da \u00e1gua. Com o arraste de parte do material pela correnteza aplicou-se a terceira t\u00e9cnica de disposi\u00e7\u00e3o de pedras na base do talude para promover maior resist\u00eancia ao fluxo de \u00e1gua e, assim, evitar a eros\u00e3o das margens.<\/p>\n<div id=\"attachment_70533\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-70533\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-70533\" alt=\"ARROIO Vi\u00fava Tereza, em S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/arroio-viuva-tereza-300x168.jpg\" width=\"300\" height=\"168\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/arroio-viuva-tereza-300x168.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/arroio-viuva-tereza-150x84.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/arroio-viuva-tereza.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-70533\" class=\"wp-caption-text\">ARROIO Vi\u00fava Tereza, em S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul<\/p><\/div>\n<p>Apesar de parecerem m\u00e9todos bastante simples, o sucesso nos resultados exigiu paci\u00eancia e tempo dos profissionais respons\u00e1veis pelo trabalho. Levou-se um ano do in\u00edcio da execu\u00e7\u00e3o do projeto at\u00e9 a estabiliza\u00e7\u00e3o do solo, al\u00e9m do monitoramento peri\u00f3dico que permanecer\u00e1 at\u00e9 a conclus\u00e3o das obras de duplica\u00e7\u00e3o da rodovia.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dois anos de monitoramento, a equipe do N\u00facleo de Flora da Gest\u00e3o Ambiental do empreendimento, contratada pelo DNIT\/RS, verificou que o projeto implantado mostrou-se eficiente no controle de eros\u00e3o e estabiliza\u00e7\u00e3o das margens de cursos d\u2019\u00e1gua, podendo ser utilizado em outras situa\u00e7\u00f5es semelhantes de obras rodovi\u00e1rias. Mais detalhes sobre as t\u00e9cnicas de bioengenharia de solos aplicadas no Arroio Vi\u00fava Tereza podem ser conferidos na 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o\u00a0<i>on line<\/i>\u00a0da \u00c1rea Aberta \u2013 Gest\u00e3o Ambiental em Revista no link:\u00a0<a href=\"http:\/\/areaaberta.wixsite.com\/revista\/atual-edicao-03\" target=\"_blank\">http:\/\/areaaberta.wixsite.com\/revista\/atual-edicao-03<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a execu\u00e7\u00e3o de obras de grande porte como a duplica\u00e7\u00e3o da BR-116\/RS, entre Gua\u00edba e Pelotas, muitas vezes \u00e9 necess\u00e1rio buscar alternativas para evitar ou atenuar os efeitos do<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":70533,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,27],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70532"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70532"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70532\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":70537,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70532\/revisions\/70537"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70533"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70532"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70532"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70532"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}