{"id":72043,"date":"2018-02-09T16:35:19","date_gmt":"2018-02-09T18:35:19","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=72043"},"modified":"2018-02-09T16:35:19","modified_gmt":"2018-02-09T18:35:19","slug":"tiques-transitorios-podem-afetar-ate-20-das-criancas-em-idade-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/tiques-transitorios-podem-afetar-ate-20-das-criancas-em-idade-escolar\/","title":{"rendered":"Tiques transit\u00f3rios podem afetar at\u00e9 20% das crian\u00e7as em idade escolar"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><em>Pigarrear, balan\u00e7ar a perna, piscar ou emitir sons fora do contexto. Estes s\u00e3o alguns exemplos do Transtorno do Tique, caracterizado por movimentos involunt\u00e1rios, s\u00fabitos, r\u00e1pidos, recorrentes, n\u00e3o r\u00edtmicos e esterotipados, que tamb\u00e9m podem aparecer na forma de vocaliza\u00e7\u00f5es<\/em><\/h2>\n<p>Os tiques s\u00e3o muito comuns na inf\u00e2ncia e na adolesc\u00eancia. Estima-se que os tiques transit\u00f3rios afetam de 11 a 20% das crian\u00e7as em idade escolar.\u00a0 Al\u00e9m disso, os tiques s\u00e3o tr\u00eas a quatro vezes mais comuns nos meninos que nas meninas.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que na maior parte dos casos, os tiques desaparecem na fase adulta. Entretanto, segundo a neuropediatra, Dra. Andrea Weinmann, do Centro Neurol\u00f3gico Weinmann, as crian\u00e7as afetadas pelo Transtorno do Tique podem sofrer preju\u00edzos acad\u00eamicos, assim como passar por situa\u00e7\u00f5es de constrangimento na escola ou com os amigos. Por isso, \u00e9 importante abordar o assunto para derrubar alguns mitos\u201d.<\/p>\n<p><b>Classifica\u00e7\u00e3o &#8211;<\/b> As tr\u00eas principais formas de Tique, segundo o DSM-V s\u00e3o: Transtorno de Tique Provis\u00f3rio que consiste em tiques motores, vocais ou mistos que duram menos de um ano; o Transtorno de Tique Persistente que consiste na presen\u00e7a de tiques motores ou vocais (que n\u00e3o podem acontecer ao mesmo tempo) e que duram mais de um ano. E, finalmente, a S\u00edndrome de Tourette ou Transtorno de Tourette que se caracteriza por m\u00faltiplos tiques motores e pelo menos um tique vocal com dura\u00e7\u00e3o maior de um ano, sendo esta a forma mais grave de todas.<\/p>\n<p><b>Premoni\u00e7\u00e3o e al\u00edvio &#8211;<\/b> Os movimentos relacionados ao Transtorno do Tique podem ocorrer de forma cont\u00ednua ou em acessos. \u201cGeralmente, os pacientes relatam uma sensa\u00e7\u00e3o desconfort\u00e1vel antes do tique surgir, chamada de sensa\u00e7\u00e3o premonit\u00f3ria. Al\u00e9m disso, ap\u00f3s realizar o movimento ou som, \u00e9 relatada a sensa\u00e7\u00e3o de al\u00edvio. Vale lembrar que durante o sono ou atividades que exijam concentra\u00e7\u00e3o, \u00e9 comum que os tiques n\u00e3o aconte\u00e7am. Por\u00e9m, em situa\u00e7\u00f5es de estresse, cansa\u00e7o, ansiedade ou excita\u00e7\u00e3o eles podem piorar\u201d, explica Dra. Andrea.<\/p>\n<p><b>Tiques motores e vocais &#8211;<\/b> Os tiques motores podem envolver apenas um m\u00fasculo, um grupo muscular inteiro ou v\u00e1rios m\u00fasculos ao mesmo tempo. Por isso, s\u00e3o classificados em simples e complexos. \u201cNos simples temos o pestanejo (piscar os olhos), movimentar o nariz ou fazer caretas. J\u00e1 nos complexos s\u00e3o exemplos girar os membros (bra\u00e7os e pernas), bater repetidamente com o p\u00e9 no ch\u00e3o, bater os dedos na mesa, dar de ombros, entre outros. Nos casos mais graves, temos a copropraxia, que \u00e9 realiza\u00e7\u00e3o de movimentos s\u00fabitos com car\u00e1cter obsceno\u201d, diz Dra. Andrea.<\/p>\n<p>Os tiques vocais ou f\u00f4nicos podem ter ou n\u00e3o significado lingu\u00edstico. Por isso, tamb\u00e9m s\u00e3o classificados como simples ou complexos. Fungar, pigarrear, repetir sons, palavras ou frases (ecolalia), repetir o \u00faltimo som ou palavra dita (palil\u00e1lia) e, por \u00faltimo, a coprolalia (repetir palavras de car\u00e1cter obsceno ou n\u00e3o aceitas socialmente).<\/p>\n<p><b>Rela\u00e7\u00e3o dos Tiques com TDAH e TOC &#8211;<\/b> O Transtorno do Tique costuma surgir, em m\u00e9dia, aos sete anos de idade. \u201cH\u00e1 crian\u00e7as que desenvolvem mais precocemente e outras mais tardiamente. Mas, como crit\u00e9rio para o diagn\u00f3stico \u00e9 preciso que o tique tenha se desenvolvido antes dos 18 anos de idade e n\u00e3o esteja relacionado a nenhuma outra patologia\u201d, comenta a neuropediatra.<\/p>\n<p>Outro ponto importante \u00e9 que a associa\u00e7\u00e3o do Transtorno de Tique com o Transtorno de D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o e Hiperatividade (TDAH), com o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e com dificuldades de aprendizagem \u00e9 frequente. Estima-se que 10% das crian\u00e7as com TDAH apresentam tiques e 50% das crian\u00e7as e adolescentes com S\u00edndrome de Tourette tamb\u00e9m apresentam TDAH.<\/p>\n<p><b>Como o Tique \u00e9 tratado? &#8211;<\/b> O diagn\u00f3stico \u00e9 cl\u00ednico. O m\u00e9dico pode solicitar alguns exames apenas para descartar outras patologias. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o ao tratamento, h\u00e1 medicamentos que podem ser prescritos quando os tiques interferem muito no dia a dia. Em outros casos, quando h\u00e1 outras patologias associadas, tamb\u00e9m pode ser feita terapia medicamentosa, mas cada caso \u00e9 avaliado individualmente\u201d, afirma Dra. Andrea.<\/p>\n<p>Como o estresse \u00e9 um importante fator desencadeante dos tiques, \u00e9 importante contar com apoio de um psiquiatra e de um psic\u00f3logo tamb\u00e9m, al\u00e9m de estimular atividades que induzam ao relaxamento.<\/p>\n<p><b>O Tique tem cura? &#8211;<\/b> &#8220;A hist\u00f3ria do Tique nos mostra que melhoras e pioras fazem parte do quadro, independente do tipo de tratamento feito. Na maioria dos casos h\u00e1 melhora durante a adolesc\u00eancia e fase adulta. Entretanto, em cerca de 30% dos pacientes o quadro persiste durante a vida toda&#8221;, finaliza a neurologista infantil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pigarrear, balan\u00e7ar a perna, piscar ou emitir sons fora do contexto. 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