{"id":72225,"date":"2018-02-16T16:16:32","date_gmt":"2018-02-16T18:16:32","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=72225"},"modified":"2018-02-19T06:06:56","modified_gmt":"2018-02-19T09:06:56","slug":"inca-estima-que-havera-cerca-de-600-mil-novos-casos-de-cancer-em-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/inca-estima-que-havera-cerca-de-600-mil-novos-casos-de-cancer-em-2018\/","title":{"rendered":"INCA estima que haver\u00e1 cerca de 600 mil novos casos de c\u00e2ncer em 2018"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><em>Pele, pr\u00f3stata, mama, intestino e pulm\u00e3o ser\u00e3o os c\u00e2nceres mais incidentes no Brasil<\/em><\/h2>\n<p>O Instituto Nacional de C\u00e2ncer Jos\u00e9 Alencar Gomes da Silva (INCA) e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS) estimam a ocorr\u00eancia de cerca de 600 mil casos novos de c\u00e2ncer no Brasil em 2018. As informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o na publica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica Estimativa 2018 \u2013 Incid\u00eancia de C\u00e2ncer no Brasil, produzida pelo INCA\/MS e lan\u00e7ada em 2 de fevereiro.<\/p>\n<p>O n\u00famero preciso da estimativa \u00e9 de 582.590 casos novos de c\u00e2ncer: 282.450 em mulheres e 300.140 em homens. O estudo abrange o bi\u00eanio 2018-2019 e as estimativas para o ano que vem s\u00e3o as mesmas de 2018. As estimativas do bi\u00eanio 2018-2019 n\u00e3o podem ser comparadas \u00e0s dos bi\u00eanios anteriores, porque as bases de c\u00e1lculo s\u00e3o permanentemente aperfei\u00e7oadas.<\/p>\n<p>O tipo de c\u00e2ncer mais incidente em ambos os sexos para cada ano do bi\u00eanio 2018-2019 ser\u00e1 o de pele n\u00e3o melanoma, que \u00e9 um tipo de tumor menos letal, com 165.580 casos novos. Depois de pele n\u00e3o melanoma, os dez tipos de c\u00e2ncer mais incidentes no Brasil ser\u00e3o pr\u00f3stata (68.220 casos novos por ano), mama feminina (59.700), c\u00f3lon e reto (mais comumente denominado c\u00e2ncer de intestino) (36.360), pulm\u00e3o (31.270), est\u00f4mago (21.290), colo do \u00fatero (16.370), cavidade oral (14.700), sistema nervoso central (11.320), leucemias (10.800) e es\u00f4fago (10.790).<\/p>\n<p>Entre as mulheres, as maiores incid\u00eancias ser\u00e3o de c\u00e2nceres de mama (59.700), intestino (18.980), colo do \u00fatero (16.370), pulm\u00e3o (12.530), gl\u00e2ndula tireoide (8.040), est\u00f4mago (7.740), corpo do \u00fatero (6.600), ov\u00e1rio (6.150), sistema nervoso central (5.510) e leucemias (4.860).<\/p>\n<p>Para os homens, os c\u00e2nceres mais incidentes ser\u00e3o os de pr\u00f3stata (68.220), pulm\u00e3o (18.740), intestino (17.380), est\u00f4mago (13.540), cavidade oral (11.200), es\u00f4fago (8.240), bexiga (6.690), laringe (6.390), leucemias (5.940) e sistema nervoso central (5.810).<\/p>\n<p>O estudo revela o perfil de um pa\u00eds urbanizado, industrializado e com popula\u00e7\u00e3o em processo de envelhecimento, que possui os c\u00e2nceres de pr\u00f3stata, pulm\u00e3o, mama feminina e intestino entre os mais incidentes, em linha com pa\u00edses desenvolvidos do Ocidente. Mas o trabalho tamb\u00e9m revela que o Brasil continua a conviver com a incid\u00eancia de c\u00e2nceres associados a infec\u00e7\u00f5es, como o c\u00e2ncer do colo do \u00fatero e est\u00f4mago, que possuem alto potencial de preven\u00e7\u00e3o e costumam ser mais incidentes em pa\u00edses de baixo e m\u00e9dio desenvolvimentos.<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer engloba um conjunto de doen\u00e7as, cada uma com caracter\u00edsticas e fatores de risco pr\u00f3prios, cujo denominador comum \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o desordenada de c\u00e9lulas. O c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a multifatorial, ou seja, pode ser causada por diversos fatores.<\/p>\n<p>A longevidade, urbaniza\u00e7\u00e3o, globaliza\u00e7\u00e3o e exposi\u00e7\u00e3o aos fatores de risco ambientais e ocupacionais, bem como fatores reprodutivos e hormonais e o hist\u00f3rico familiar de c\u00e2ncer, est\u00e3o entre as principais causas da doen\u00e7a. Mas cerca de um ter\u00e7o dos casos de c\u00e2ncer poderia ser prevenido. \u201cO que fazer? Nossa recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 a seguinte. Definitivamente, n\u00e3o fume e n\u00e3o se exponha \u00e0 fuma\u00e7a de pessoas pr\u00f3ximas a voc\u00ea que fumam. Fa\u00e7a alguma atividade f\u00edsica de forma regular. Reduza a ingest\u00e3o de carnes vermelhas e coma alimentos frescos, como frutas, vegetais e hortali\u00e7as, e alimentos ricos em fibras. Evite os alimentos processados, gordurosos, defumados e produzidos com o uso de agrot\u00f3xicos. Mantenha o peso corporal adequado. Proteja-se da exposi\u00e7\u00e3o solar excessiva usando roupas, chap\u00e9u, \u00f3culos escuros e protetor solar. Minimize a ingest\u00e3o de bebidas alco\u00f3licas. Evite, sempre que poss\u00edvel, se expor \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ionizante e polui\u00e7\u00e3o do ar,\u201d afirma Ana Cristina Pinho, diretora-geral do INCA.<\/p>\n<p><b><i>Pr\u00f3stata, mama feminina, intestino e pulm\u00e3o<\/i><\/b><\/p>\n<p>Os tipos de c\u00e2ncer mais incidentes no Brasil (excetuando-se pele n\u00e3o melanoma), pr\u00f3stata, mama feminina, intestino e pulm\u00e3o, t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com as mudan\u00e7as ocorridas no pa\u00eds, que motivaram a chamada transi\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica. Em um s\u00e9culo, o Brasil aumentou exponencialmente sua popula\u00e7\u00e3o, os brasileiros se mudaram das zonas rurais para os grandes centros urbanos, a popula\u00e7\u00e3o entrou em processo de envelhecimento (com o aumento da expectativa de vida e a queda na taxa de natalidade) e o problema da fome foi aos poucos substitu\u00eddo pelo da obesidade, entre outras mudan\u00e7as. O c\u00e2ncer no Brasil, sobretudo nas regi\u00f5es Sul e Sudeste e parte do Centro-Oeste, assumiu um perfil muito parecido com o dos chamados pa\u00edses do primeiro mundo. \u201cOs c\u00e2nceres de pr\u00f3stata e mama, que s\u00e3o os mais incidentes em homens e mulheres, est\u00e3o associados a longevidade, fatores reprodutivos e hormonais, inatividade f\u00edsica, obesidade e uso de \u00e1lcool. H\u00e1 tamb\u00e9m uma minoria de casos relacionados \u00e0 hist\u00f3ria de c\u00e2ncer na fam\u00edlia,\u201d aponta a m\u00e9dica epidemiologista Liz Almeida, chefe da Divis\u00e3o de Pesquisa Populacional do INCA\/MS.<\/p>\n<p>\u201cSobre o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, cujo principal fator \u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 fuma\u00e7a do tabaco, conseguimos avan\u00e7ar com a forte redu\u00e7\u00e3o na preval\u00eancia de fumantes, resultado do programa brasileiro de controle do tabagismo. Mas pulm\u00e3o continua a figurar entre os c\u00e2nceres mais incidentes e temos que intensificar a preven\u00e7\u00e3o ao tabagismo, sobretudo entre os jovens. O tabaco continua liderando o ranking de fatores de risco, est\u00e1 associado a 16 tipos de c\u00e2ncer e responde por um quinto de todas as mortes por c\u00e2ncer no mundo,\u201d complementa Liz Almeida.<\/p>\n<p>A incid\u00eancia do c\u00e2ncer de intestino est\u00e1 relacionada ao aumento no \u00edndice de brasileiros com peso corporal inadequado. De acordo com o IBGE, enquanto na d\u00e9cada de 1970 em torno de 24% da popula\u00e7\u00e3o adulta apresentava excesso de peso corporal, nos anos de 2002-2003 esses valores passaram para aproximadamente 41% da popula\u00e7\u00e3o com mais de 20 anos. Dez anos depois, os valores subiram ainda mais, alcan\u00e7ando 56,9% da popula\u00e7\u00e3o. \u201cO c\u00e2ncer de intestino j\u00e1 \u00e9 o segundo entre as mulheres, perdendo apenas para mama, e o terceiro entre os homens, ficando atr\u00e1s de pr\u00f3stata e pulm\u00e3o,\u201d ressalta Liz Almeida. \u201cA doen\u00e7a est\u00e1 associada a diversos fatores, como obesidade, consumo de carnes vermelhas e processadas, dieta pobre em fibras, inatividade f\u00edsica e uso de \u00e1lcool e tabaco, al\u00e9m da presen\u00e7a de p\u00f3lipos no c\u00f3lon e reto, hist\u00f3ria familiar de c\u00e2ncer etc.\u201d<\/p>\n<p><b>Colo do \u00fatero &#8211;<\/b> Em contraste com o padr\u00e3o p\u00f3s-transi\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica, o Brasil continua a conviver com a incid\u00eancia de c\u00e2nceres decorrentes de infec\u00e7\u00f5es, que poderiam ser prevenidos. O exemplo mais marcante \u00e9 o c\u00e2ncer do colo do \u00fatero, o mais incidente entre as mulheres na Regi\u00e3o Norte e o segundo mais incidente nas regi\u00f5es Nordeste e Centro-Oeste. A infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus do papiloma humano (HPV) \u00e9 respons\u00e1vel por praticamente todos os casos de c\u00e2ncer do colo do \u00fatero. O HPV propaga-se por contato sexual. O v\u00edrus provoca uma les\u00e3o no colo do \u00fatero, que, se n\u00e3o tratada adequadamente, pode levar ao desenvolvimento do c\u00e2ncer. A boa not\u00edcia \u00e9 que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade oferece, desde 2014, a vacina\u00e7\u00e3o para meninas contra o v\u00edrus do HPV, agora ampliada para os meninos, o que poder\u00e1 reduzir no futuro a incid\u00eancia de c\u00e2nceres associados a essa infec\u00e7\u00e3o. No curto e m\u00e9dio prazos, a medida mais efetiva para a preven\u00e7\u00e3o e detec\u00e7\u00e3o precoce do c\u00e2ncer do colo do \u00fatero \u00e9 a universaliza\u00e7\u00e3o do acesso ao exame de Papanicolaou, bi\u00f3psia e tratamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pele, pr\u00f3stata, mama, intestino e pulm\u00e3o ser\u00e3o os c\u00e2nceres mais incidentes no Brasil O Instituto Nacional de C\u00e2ncer Jos\u00e9 Alencar Gomes da Silva (INCA) e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS)<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":72226,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[150],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72225"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72225"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72225\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":72231,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72225\/revisions\/72231"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72226"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72225"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72225"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72225"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}