{"id":72728,"date":"2018-03-01T08:44:07","date_gmt":"2018-03-01T11:44:07","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=72728"},"modified":"2018-03-01T15:27:12","modified_gmt":"2018-03-01T18:27:12","slug":"por-direitos-mulheres-vao-as-ruas-no-dia-8-de-marco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/por-direitos-mulheres-vao-as-ruas-no-dia-8-de-marco\/","title":{"rendered":"Por direitos, mulheres v\u00e3o \u00e0s ruas no dia 8 de mar\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>Assim como no ano anterior, em 2017, o dia 8 de mar\u00e7o ser\u00e1 marcado como um dia de luta pela liberta\u00e7\u00e3o das mulheres de todas as formas de opress\u00e3o. Paralisa\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es ocorrer\u00e3o pelo mundo em rep\u00fadio \u00e0 viol\u00eancia, \u00e0 opress\u00e3o de g\u00eanero e \u00e0s contrarreformas da Previd\u00eancia e Trabalhista. Em Pelotas, movimentos sindicais e sociais e coletivos ir\u00e3o reunir-se, novamente, em duas atividades.<\/p>\n<p>No dia 8, \u00e0s 15h30, em frente \u00e0 Prefeitura, haver\u00e1 concentra\u00e7\u00e3o para panfletagem pelas paradas de \u00f4nibus e regi\u00e3o central. \u00c0s 17h, um ato ocorrer\u00e1 no largo do Mercado P\u00fablico e, logo ap\u00f3s, mulheres sair\u00e3o em marcha pelas ruas da cidade.<\/p>\n<p><b>Atividade antecede 8M<\/b><\/p>\n<p>No dia 2 de mar\u00e7o, um ato de prepara\u00e7\u00e3o para o Dia da Mulher acontecer\u00e1\u00a0no audit\u00f3rio da Faculdade de Direito da UFPel. Ser\u00e1 realizado um debate com mulheres militantes que abordar\u00e3o os aspectos hist\u00f3ricos do 8M e ataques aos direitos da mulher &#8211; como as Contrarreformas Trabalhista e Previdenci\u00e1ria &#8211; e seus impactos. Tamb\u00e9m ser\u00e3o apresentados dados sobre a viol\u00eancia contra a mulher (locais e nacionais), pautado o feminismo negro e debatido o descaso do governo municipal em rela\u00e7\u00e3o a pol\u00edticas p\u00fablicas para as mulheres.<\/p>\n<p><b>Resist\u00eancia contra a retirada de direitos<\/b><\/p>\n<p>Em um contexto de severos ataques aos direitos das e dos brasileiras\/os, as mulheres v\u00e3o \u00e0s ruas tamb\u00e9m para chamar a aten\u00e7\u00e3o para as pol\u00edticas que os governos tentam impor. Assim como no ano passado, ressaltam a perversidade da Contrarreforma da Previd\u00eancia, cuja vota\u00e7\u00e3o foi adiada devido \u00e0 press\u00e3o popular, bem como da Contrarreforma Trabalhista, j\u00e1 aprovada no Congresso Nacional e em curso no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A Contrarreforma Trabalhista torna as condi\u00e7\u00f5es das trabalhadoras ainda pior. Gestantes e lactantes podem, a partir da nova legisla\u00e7\u00e3o, trabalhar em locais insalubres. Al\u00e9m disso, as mudan\u00e7as na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho instituem o trabalho intermitente, com jornadas n\u00e3o definidas, o que afeta as mulheres, setor que \u00e9 mais precarizado e possui maior rotatividade no trabalho.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da suscetibilidade maior em rela\u00e7\u00e3o a v\u00ednculos trabalhistas, as mulheres ainda recebem menores sal\u00e1rios e ocupam menos cargos de poder. A baixa representatividade se reflete em pol\u00edticas mis\u00f3ginas e discriminat\u00f3rias, como a criminaliza\u00e7\u00e3o do aborto e as tentativas de mudan\u00e7as previdenci\u00e1rias que, usurpando o conceito de \u2018igualdade de g\u00eanero\u2019, pretendem nivelar a idade m\u00ednima de aposentadoria da mulher \u00e0 do homem, desconsiderando a divis\u00e3o sexual do trabalho, que faz com as mulheres realizem duplas jornadas, recebam menos que os homens e sejam as mais rejeitadas pelo mercado.<\/p>\n<p>Os dados sobre o emprego formal na cidade de Pelotas tamb\u00e9m demonstram o quanto a hierarquiza\u00e7\u00e3o social incide sobre a situa\u00e7\u00e3o da mulher no mundo do trabalho. Do total de 614 demiss\u00f5es em empregos formais em 2017, 599 foram de mulheres, totalizando 97% das\/os trabalhadoras\/os que perderem sua ocupa\u00e7\u00e3o. Ou seja, os patr\u00f5es preferem demitir as mulheres.<\/p>\n<p><b>Viol\u00eancia contra a mulher<\/b><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os \u00edndices de viol\u00eancia f\u00edsica e dom\u00e9stica ainda s\u00e3o alarmantes. O Dossi\u00ea Viol\u00eancia contra as Mulheres, publicado pelo Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o apontou n\u00fameros alarmantes do Brasil: um estupro ocorre a cada 11 minutos, uma mulher \u00e9 assassinada a cada duas horas, 503 mulheres s\u00e3o v\u00edtimas de agress\u00e3o a cada hora e ocorrem cinco espancamentos a cada dois minutos.<\/p>\n<p>Em Pelotas, em 2017, conforme mostram os indicadores da viol\u00eancia contra a mulher, elaborado pela Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Estado, ocorreram 54 estupros, 811 casos de les\u00e3o corporal e 1.131 amea\u00e7as a mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>(Assessoria ADUFPel-SSind)<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assim como no ano anterior, em 2017, o dia 8 de mar\u00e7o ser\u00e1 marcado como um dia de luta pela liberta\u00e7\u00e3o das mulheres de todas as formas de opress\u00e3o. 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