{"id":74662,"date":"2018-04-20T08:51:28","date_gmt":"2018-04-20T11:51:28","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=74662"},"modified":"2018-04-20T08:51:28","modified_gmt":"2018-04-20T11:51:28","slug":"literatura-solidao-como-itinerario-poetico-da-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/literatura-solidao-como-itinerario-poetico-da-memoria\/","title":{"rendered":"LITERATURA : Solid\u00e3o como itiner\u00e1rio po\u00e9tico da mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><b>Quarta-feira p\u00f3s 19h no Sarau Art\u00edstico PoeticaMente, escritora Fab\u00edola Weykamp estar\u00e1 autografando \u201cEnsaio sobre a solid\u00e3o\u201d<\/b><\/p>\n<p><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/p>\n<p><b>A<\/b>mor desfeito, resta a mem\u00f3ria. No itiner\u00e1rio do afeto que se quebrou, a dor da partida machuca e lanha. No percurso solit\u00e1rio, fragmentos do que j\u00e1 foi. Na madrugada, o sil\u00eancio que grita, transforma reminisc\u00eancia em inven\u00e7\u00e3o po\u00e9tica. Esse reencontro, misturando real e fic\u00e7\u00e3o, est\u00e1 em livro. Trata-se de \u201cEnsaio sobre a solid\u00e3o\u201d, autoria da jovem escritora Fab\u00edola Weykamp, cujo lan\u00e7amento acontecer\u00e1 dia 25 em mais uma edi\u00e7\u00e3o do \u201cSarau Art\u00edstico PoeticaMente\u201d. A programa\u00e7\u00e3o, sob a coordena\u00e7\u00e3o do professor e poeta F\u00e1bio Amaro da Silveira Duval, tamb\u00e9m contar\u00e1 com a m\u00fasica de Celso Krause e convidados. O sarau, que acontece na \u00faltima quarta-feira do m\u00eas, ainda proporciona microfone aberto ao p\u00fablico. Como local, Diabluras \u00e0 rua F\u00e9lix da Cunha 954.<\/p>\n<div id=\"attachment_74665\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-74665\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-74665\" alt=\"AUTORA Fab\u00edola Weykamp lan\u00e7ar\u00e1 o segundo livro no espa\u00e7o \u201cDiabluras\u201d\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/literatura-fabiola-weykamp-5-300x190.jpg\" width=\"300\" height=\"190\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/literatura-fabiola-weykamp-5-300x190.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/literatura-fabiola-weykamp-5-150x95.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/literatura-fabiola-weykamp-5.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-74665\" class=\"wp-caption-text\">AUTORA Fab\u00edola Weykamp lan\u00e7ar\u00e1 o segundo livro no espa\u00e7o \u201cDiabluras\u201d<\/p><\/div>\n<p><b>ITINER\u00c1RIO<\/b> \u2013 Fab\u00edola Weykamp nasceu em Bras\u00edlia, mas est\u00e1 radicada em Pelotas desde a inf\u00e2ncia. A ent\u00e3o menina introspectiva, que a tudo observava atentamente, teve o est\u00edmulo da leitura em fam\u00edlia. Ela e uma das irm\u00e3s, mantinham a escrita de di\u00e1rios, tamb\u00e9m pr\u00e1tica da m\u00e3e quando adolescente. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao pai Paulo Weykamp, recorda do interesse por livros, discos e CDs. Al\u00e9m disso, juntos ouviam bossa nova, m\u00fasica erudita, tangos e trilhas cl\u00e1ssicas do cinema. \u201cMinha escrita vem muito da m\u00fasica, minha refer\u00eancia mais norteadora, para ser mais precisa\u201d, diz Fab\u00edola. Adolescente, ela lia autores como Augusto dos Anjos e Cec\u00edlia Meireles, em volumes do pai que tinha a cole\u00e7\u00e3o Mestres da Literatura Contempor\u00e2nea. Fab\u00edola menciona: \u201cEu tentava ler um e outro, mas assim que come\u00e7ava a ler uma narrativa, tinha de interromper a leitura para escrever, n\u00e3o conseguindo manter a aten\u00e7\u00e3o simplesmente na leitura e muitas vezes n\u00e3o conseguindo voltar para elas\u201d. J\u00e1 no ensino m\u00e9dio, a descoberta de Clarice Lispector, em especial a obra \u201cA hora da estrela\u201d. Sobre o per\u00edodo, Fab\u00edola observa acerca dos primeiros textos: \u201cMeu interesse pela escrita po\u00e9tica e totalmente intimista aconteceu nessa \u00e9poca, em que eu come\u00e7ava narrativas, n\u00e3o as terminava e as desmembrava at\u00e9 ser poss\u00edvel formar estrofes, que era o que me deixavam, de todo, satisfeita\u201d. Com uma colega de escola, motivou-se pela leitura de narrativas, escritas de si, como diz, cujo contexto eram extremamente opressores. A exemplo, Alemanha nazista e a ditadura civil-militar no Brasil. Conforme Fab\u00edola, livros com \u201ctem\u00e1tica intimista, por\u00e9m de dor coletiva\u201d.<\/p>\n<p><b>ESCREVER<\/b> \u2013 Em 2013, Fab\u00edola concluiu a forma\u00e7\u00e3o em letras na UFPel. Estimulada pela professora Beatriz Vi\u00e9gas Faria, participou do concurso nacional \u201cLiteraCidade\u201d, conquistando o primeiro lugar. Assim, como premia\u00e7\u00e3o, teve a publica\u00e7\u00e3o do primeiro livro &#8220;Resenhas da solid\u00e3o &#8211; um livro de poesia e dor cotidiana&#8221;. A autora ressalta: \u201cMinha escrita aconteceu sempre a partir da observa\u00e7\u00e3o, e qual n\u00e3o \u00e9?!. Eu sempre fui muito quieta, observadora, e tamb\u00e9m contestadora de tudo e todos. Escrevia alguns poemas e depois os jogava fora, porque eu tinha a sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o serem meus. Sou muito cr\u00edtica e demorei um pouco para aceitar minha pr\u00f3pria escrita\u201d.<\/p>\n<p><b>LAN\u00c7AMENTO <\/b>\u2013 \u201cEnsaio sobre a solid\u00e3o\u201d conta sobre o fim do primeiro amor. Numa madrugada em 2015, Fab\u00edola parou e escreveu, concluindo ao amanhecer. \u201cEsse \u00e9 o livro mais pessoal que j\u00e1 escrevi, e ainda estou me acostumando a falar sobre ele em p\u00fablico ou em voz alta. O ensaio precisou acontecer ap\u00f3s o t\u00e9rmino de um relacionamento muito longo que tive. Eu j\u00e1 havia acumulado algumas perdas at\u00e9 aquele momento, e o t\u00e9rmino veio acompanhado de depress\u00e3o. Obviamente que tem muita fic\u00e7\u00e3o nele. Nada \u00edpsis-litteris, tem um tanto de autofic\u00e7\u00e3o, se posso dizer assim, com pano de fundo real\u201d.<\/p>\n<p><b><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-74663\" alt=\"literatura Fab\u00edola Weykamp\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/literatura-fabiola-weykamp-200x300.jpg\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/literatura-fabiola-weykamp-200x300.jpg 200w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/literatura-fabiola-weykamp-100x150.jpg 100w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/literatura-fabiola-weykamp.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/>LIVRO <\/b><\/p>\n<p><b>C<\/b>om 125 p\u00e1ginas, \u201cEnsaio sobre a Solid\u00e3o\u201d re\u00fane poemas e alguns textos breves. A publica\u00e7\u00e3o, diz a autora Fab\u00edola Weykamp, surgiu numa conversa com Morgana Rech, editora da revista \u201cSubVersa\u201d. Colaboradora da revista eletr\u00f4nica, onde assina a coluna \u201cAstronauta de Pul\u00f4ver Azul Ne\u00f3n\u201d, Fab\u00edola comentou que tinha um texto guardado, por\u00e9m n\u00e3o seria para publica\u00e7\u00e3o. Mas, Morgana leu, gostou, e sugeriu a publica\u00e7\u00e3o. Houve contato com Tonho Fran\u00e7a e Wilson Gorj, e a editora Penalux viabilizou a obra. O exemplar custa R$35,00, pode ser encomendado junto \u00e0 editora, ou diretamente com a escritora.<\/p>\n<p><b>APRESENTA\u00c7\u00c3O<\/b> \u2013 Num pequeno texto, Fab\u00edola divulga sobre a obra: \u201censaio sobre a solid\u00e3o\u00a0\u00e9 para todo mundo que foi e que veio; que vir\u00e1 e igualmente partir\u00e1. eu tenho a ci\u00eancia de contar o que ficou, o que meus olhos agarraram enquanto voc\u00eas estiveram na import\u00e2ncia de cada um que foi e souberam ser no momento em que deveriam ser e puderam ser. porque o inexplic\u00e1vel dessa vida \u00e9 que, \u00e0s vezes, simplesmente n\u00e3o se pode ser, mas num momento futuro em que a gente nem espera: se pode voltar para terminar de ser aquilo que faltou ser\u201d.<\/p>\n<p><b>ESCREVER<\/b> para Fab\u00edola \u00e9 \u201cuma necessidade. Comunicar \u00e9 uma necessidade. Que s\u00e3o frutos de minha inquieta\u00e7\u00e3o. Sinto-me terrivelmente desconfort\u00e1vel nesse mundo, estrangeira, agoniada com o ser humano\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quarta-feira p\u00f3s 19h no Sarau Art\u00edstico PoeticaMente, escritora Fab\u00edola Weykamp estar\u00e1 autografando \u201cEnsaio sobre a solid\u00e3o\u201d Por Carlos Cogoy Amor desfeito, resta a mem\u00f3ria. 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