{"id":74685,"date":"2018-04-20T11:07:34","date_gmt":"2018-04-20T14:07:34","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=74685"},"modified":"2018-04-20T11:07:34","modified_gmt":"2018-04-20T14:07:34","slug":"brasil-registra-aumento-dos-casos-de-diabetes-em-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/brasil-registra-aumento-dos-casos-de-diabetes-em-mulheres\/","title":{"rendered":"Brasil registra aumento dos casos de diabetes em mulheres"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><em>O n\u00famero de diagn\u00f3sticos saltou de 6,3% para 9,9% em uma d\u00e9cada. O dado \u00e9 preocupante, pois a doen\u00e7a aumenta substancialmente os riscos de morte por doen\u00e7a cardiovascular<\/em><\/h2>\n<p>Apesar de n\u00e3o distinguir sexo e acometer homens e mulheres, levantamento recente do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade apontou um dado alarmante: o n\u00famero de casos de diabetes em mulheres saltou de 6,3% para 9,9%, entre 2006 e 2016, contra \u00edndices de 4,6% e 7,8% registrados entre os homens no mesmo per\u00edodo. Como at\u00e9 80% dos pacientes com diabetes morrem em decorr\u00eancia de problemas cardiovasculares (como por exemplo, infarto e derrame), a not\u00edcia preocupa por se tratar de um s\u00e9rio problema de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>&#8220;A doen\u00e7a de origem metab\u00f3lica ainda \u00e9 um pouco mais incidente nos homens, mas, no Brasil, o cen\u00e1rio \u00e9 diferente, remetendo a um questionamento inevit\u00e1vel: por que as brasileiras t\u00eam dominado os diagn\u00f3sticos do diabetes?&#8221;, indaga o cardiologista Rodrigo Noronha. Existe uma s\u00e9rie de causas para essa preval\u00eancia: a maioria est\u00e1 relacionada ao modo de vida de cada indiv\u00edduo. Para o m\u00e9dico, o fato de as mulheres acumularem fun\u00e7\u00f5es e estarem sobrecarregadas interfere negativamente neste cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de cuidar da fam\u00edlia e das tarefas dom\u00e9sticas, mesmo que as coordenando \u00e0 dist\u00e2ncia, a mulher concentra cada dia mais tarefas e ainda est\u00e1 inserida no mercado de trabalho. &#8220;Com essa agenda atribulada, o estresse \u00e9 inevit\u00e1vel e vem acompanhado do aumento do consumo de comidas industrializadas, devido \u00e0 pr\u00f3pria correria do dia a dia, o que pode levar \u00e0 obesidade. A falta de atividade f\u00edsica regular tamb\u00e9m piora a situa\u00e7\u00e3o&#8221;, informa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, relata o especialista, quando as mulheres descobrem o diabetes, em geral, j\u00e1 est\u00e3o com os demais fatores de risco da patologia em est\u00e1gios avan\u00e7ados. &#8220;Al\u00e9m dos quilos extras e da vida sedent\u00e1ria, elas, em geral, j\u00e1 apresentam n\u00edveis alterados do colesterol e de triglic\u00e9rides, quadro de hipertens\u00e3o arterial e acumulam a temida gordura visceral&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>Para ter uma ideia: pesquisa do Ibope Intelig\u00eancia indicou que menos da metade dos entrevistados, apenas 42% das pessoas citaram as doen\u00e7as card\u00edacas como as consequ\u00eancias mais relevantes do diabetes, e, mesmo entre as pessoas j\u00e1 diagnosticadas com a doen\u00e7a, somente 56% delas fizeram essa associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio envelhecimento, por outro lado, tamb\u00e9m pode explicar esse crescimento do diabetes entre as mulheres, afinal a expectativa de vida aumentou nos \u00faltimos anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o aumento da expectativa m\u00e9dia de vida para o brasileiro foi de 74,9 anos para 75,2 anos, entre 2013 e 2014. E o que nem todo mundo sabe \u00e9 que as altera\u00e7\u00f5es hormonais comuns na menopausa n\u00e3o s\u00f3 multiplicam os riscos para o diabetes tipo 2, como consequentemente tornam as mulheres mais suscet\u00edveis ao desenvolvimento das doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Isso ocorre porque o estr\u00f3geno, horm\u00f4nio feminino que sofre uma queda progressiva durante o climat\u00e9rio, tem efeito protetor tanto para o diabetes como para as doen\u00e7as cardiovasculares. Al\u00e9m de fun\u00e7\u00e3o vasodilatadora, o estr\u00f3geno evita o ac\u00famulo do LDL (colesterol ruim) e aumenta o HDL (colesterol bom)&#8221;, esclarece o Dr. Noronha.<\/p>\n<p>Portanto, al\u00e9m de incluir atividade f\u00edsica regular no cotidiano, e optar por uma dieta equilibrada, rica em vegetais, gr\u00e3os, pouca gordura e carboidratos, as mulheres devem se informar mais sobre a patologia, procurando um m\u00e9dico para que possam entender a rela\u00e7\u00e3o entre o diabetes e o cora\u00e7\u00e3o. &#8220;Assim fica mais f\u00e1cil identificar o diabetes tipo 2 o quanto antes, evitando os malef\u00edcios mais graves trazidos pela patologia, como as doen\u00e7as card\u00edacas&#8221;, recomenda o Dr. Noronha.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento do diabetes tipo 2, al\u00e9m do controle das taxas de glicemia, mudan\u00e7a de h\u00e1bitos alimentares e dist\u00e2ncia do sedentarismo, hoje os pacientes t\u00eam op\u00e7\u00f5es medicamentosas modernas, com a\u00e7\u00f5es eficazes e at\u00e9 protetoras, como o caso da empagliflozina, por exemplo. O resultado do estudo EMPA-REG OUTCOME com 7.020 pacientes, publicado em 2015 no Jornal de Medicina New England, mostrou que a empagliflozina reduziu o risco de mortes cardiovasculares em at\u00e9 38% em pacientes com diabetes tipo 2 e alto risco cardiovascular quando comparado com o placebo.<\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Conhe\u00e7a os sintomas do diabetes<\/i><\/b><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O diabetes \u00e9 uma epidemia que acomete 422 milh\u00f5es de pessoas no mundo, sendo 14 milh\u00f5es de brasileiros. Cerca de 90% dos casos do mundo s\u00e3o do tipo 2, adquirido com o tempo em decorr\u00eancia de uma s\u00e9rie de maus h\u00e1bitos de vida, como a obesidade, o sedentarismo, n\u00edveis alterados de colesterol e triglic\u00e9rides, al\u00e9m da hipertens\u00e3o arterial.<\/p>\n<p>Segundo a endocrinologista Ros\u00e2ngela Roginski R\u00e9a, Professora Adjunta do Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica da Universidade Federal do Paran\u00e1, &#8220;o diabetes tipo 2 ocorre quando o organismo n\u00e3o consegue usar adequadamente a insulina, o horm\u00f4nio respons\u00e1vel pelo controle das taxas de glicose (a\u00e7\u00facar) no sangue, acompanhado de uma queda na produ\u00e7\u00e3o deste horm\u00f4nio. A resist\u00eancia \u00e0 insulina, que dificulta a utiliza\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio, ocorre em raz\u00e3o da obesidade e do envelhecimento&#8221;.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica ainda destaca: &#8220;O paciente com diabetes tipo 2 costuma ser assintom\u00e1tico no in\u00edcio do quadro, e o diagn\u00f3stico precisa ser pesquisado em paciente com fatores de risco, como hist\u00f3rico familiar de diabetes, obesidade, idade igual ou acima de 45 anos e hist\u00f3ria de diabetes gestacional. Desta forma, a constata\u00e7\u00e3o de sintomas cl\u00e1ssicos de diabetes, como fome e sede em excesso, ganho ou perda de peso, vontade de urinar com frequ\u00eancia, fadiga, m\u00e1 cicatriza\u00e7\u00e3o, entre outros sintomas, costuma indicar que o diagn\u00f3stico est\u00e1 sendo feito muito tarde, quando o paciente j\u00e1 pode, inclusive, apresentar complica\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a&#8221;. Outra dificuldade: as doen\u00e7as cardiovasculares n\u00e3o costumam ser suspeitadas em mulheres, tornando a situa\u00e7\u00e3o mais preocupante com o aumento do n\u00famero de casos de diabetes tipo 2 em mulheres&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de diagn\u00f3sticos saltou de 6,3% para 9,9% em uma d\u00e9cada. O dado \u00e9 preocupante, pois a doen\u00e7a aumenta substancialmente os riscos de morte por doen\u00e7a cardiovascular Apesar de<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":74686,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[150],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74685"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74685"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74685\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":74687,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74685\/revisions\/74687"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74686"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74685"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74685"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}