{"id":76443,"date":"2018-06-08T09:37:26","date_gmt":"2018-06-08T12:37:26","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=76443"},"modified":"2018-06-08T09:37:26","modified_gmt":"2018-06-08T12:37:26","slug":"mpt-em-pelotas-procuradora-pede-a-sociedade-apoio-no-enfrentamento-do-trabalho-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/mpt-em-pelotas-procuradora-pede-a-sociedade-apoio-no-enfrentamento-do-trabalho-infantil\/","title":{"rendered":"MPT EM PELOTAS : Procuradora pede \u00e0 sociedade apoio no enfrentamento do trabalho infantil"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) em Pelotas pretende chamar a aten\u00e7\u00e3o da sociedade sobre sua import\u00e2ncia no enfrentamento ao trabalho infantil. Com esse esp\u00edrito, \u00a0procuradora\u00a0<strong>Rubia Vanessa Canabarro<\/strong>\u00a0recebeu jornalistas em entrevista coletiva realizada na sede do MPT pelotense.<\/p>\n<div id=\"attachment_76444\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-76444\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-76444\" alt=\"Rubia Vanessa Canabarro\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/rubia-vanessa-canabarro-02-300x246.jpg\" width=\"300\" height=\"246\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/rubia-vanessa-canabarro-02-300x246.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/rubia-vanessa-canabarro-02-150x123.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/rubia-vanessa-canabarro-02.jpg 729w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-76444\" class=\"wp-caption-text\">Rubia Vanessa Canabarro<\/p><\/div>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o antecede o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado anualmente em 12 de junho (pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira). &#8220;Diferentemente do que muitas pessoas acreditam, o Estado do Rio Grande do Sul registra n\u00fameros muito altos de trabalho infantil. O que ocorre \u00e9 que, aqui, as crian\u00e7as s\u00e3o exploradas em atividades que usualmente ocorrem longe dos olhos de grande parte da sociedade: na explora\u00e7\u00e3o sexual comercial, no tr\u00e1fico de drogas, no trabalho dom\u00e9stico. Al\u00e9m disso, ainda \u00e9 muito comum o trabalho infantil na \u00e1rea rural, o qual tem rela\u00e7\u00e3o com quest\u00f5es culturais que precisam ser revistas&#8221;, afirmou a procuradora.<\/p>\n<p>Conforme Rubia, &#8220;\u00e9 fundamental que as pessoas compreendam que o trabalho precoce s\u00f3 faz perpetuar o ciclo de pobreza, retirando das crian\u00e7as e adolescentes a ele submetidas as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para crescerem e se desenvolverem de maneira sadia f\u00edsica, intelectual e emocionalmente. E n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que esse quadro somente ser\u00e1 revertido com o implemento de pol\u00edticas p\u00fablicas que ofere\u00e7am alternativas \u00e0s crian\u00e7as e adolescentes em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social como, por exemplo, atividades no contraturno escolar, e com participa\u00e7\u00e3o da sociedade, n\u00e3o s\u00f3 denunciando as situa\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o como, tamb\u00e9m, por exemplo, abrindo cada vez mais espa\u00e7os de aprendizagem a esses adolescentes&#8221;.<br \/>\n\u200b<br \/>\nO MPT em Pelotas \u00e9 respons\u00e1vel por combater a explora\u00e7\u00e3o do trabalho de crian\u00e7as e adolescentes em\u00a0<strong>34<\/strong>\u00a0munic\u00edpios: Acegu\u00e1, Amaral Ferrador, Arambar\u00e9, Arroio do Padre, Arroio Grande, Bag\u00e9, Camaqu\u00e3, Candiota, Cangu\u00e7u, Cap\u00e3o do Le\u00e3o, Cerrito, Cerro Grande do Sul, Chu\u00ed, Chuvisca, Cristal, Dom Feliciano, Dom Pedrito, Herval, Hulha Negra, Jaguar\u00e3o, Lavras do Sul, Morro Redondo, Pedras Altas, Pedro Os\u00f3rio, Pelotas, Pinheiro Machado, Piratini, Rio Grande, Santa Vit\u00f3ria do Palmar, S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte, S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul, Sentinela do Sul, Tapes e Turu\u00e7u.<\/p>\n<p><b> <strong>12 DE JUNHO<\/strong><\/b><\/p>\n<p>O principal objetivo da data \u00e9 alertar a comunidade em geral e os diferentes n\u00facleos do governo sobre a realidade do trabalho infantil, uma pr\u00e1tica que se mant\u00e9m corriqueira em diversas regi\u00f5es do Brasil e do mundo. A data foi criada, em 2002, por iniciativa da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), ag\u00eancia vinculada \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Centenas de milh\u00f5es de crian\u00e7as est\u00e3o, neste exato momento, trabalhando e n\u00e3o est\u00e3o usufruindo de seus direitos \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e lazer. No Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil se relembra que esses direitos est\u00e3o sendo negligenciados em muitos pa\u00edses.<\/p>\n<p>A principal arma contra o trabalho infantil \u00e9 a intensa sensibiliza\u00e7\u00e3o civil contra a explora\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e adolescentes, que constitui grave viola\u00e7\u00e3o aos direitos humanos fundamentais. De acordo com dados da UNICEF, estima-se que aproximadamente\u00a0<strong>168 milh\u00f5es<\/strong>\u00a0de crian\u00e7as sejam v\u00edtimas de trabalho infantil em todo o mundo. Segundo a OIT, cerca de\u00a0<strong>20<\/strong>\u00a0em cada\u00a0<strong>100<\/strong>\u00a0crian\u00e7as come\u00e7am a trabalhar a partir dos 15 anos. No Brasil, por exemplo, calcula-se que\u00a0<strong>3 milh\u00f5es<\/strong>\u00a0de crian\u00e7as trabalhem nas mais diversas atividades como venda de produto em sem\u00e1foros, servi\u00e7os dom\u00e9sticos e no campo. Dados do IBGE de 2015 revelam que\u00a0<strong>80 mil<\/strong>\u00a0crian\u00e7as de 5 a 9 anos trabalhavam no pa\u00eds, um dado alarmante. O trabalho infantil \u00e9 um problema global.<\/p>\n<p>O mundo ter\u00e1 de redobrar a\u00e7\u00f5es para acabar com a pr\u00e1tica at\u00e9 2025, segundo a OIT. O compromisso foi assumido na Agenda 2030 da ONU. O trabalho infantil compromete o desenvolvimento f\u00edsico, intelectual e social das crian\u00e7as. Desde 1\u00ba de junho, o MPT divulga em seu Facebook (<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/mptnors\" target=\"_blank\">www.facebook.com\/mptnors<\/a>) s\u00e9rie de postagens sobre essa triste realidade:\u00a0<strong>152 milh\u00f5es<\/strong>\u00a0de crian\u00e7as trabalham no mundo (<strong>88 milh\u00f5es<\/strong>\u00a0de meninos e\u00a0<strong>64 milh\u00f5es<\/strong>\u00a0de meninas); o trabalho infantil est\u00e1 concentrado principalmente na agricultura (<strong>70,9%<\/strong>), um em cada cinco trabalhadores infantis est\u00e1 no setor de servi\u00e7os (<strong>17,1%<\/strong>) e\u00a0<strong>11,9%<\/strong>\u00a0das crian\u00e7as trabalham na ind\u00fastria;\u00a0<strong>38%<\/strong>\u00a0das crian\u00e7as (5 a 14 anos de idade) que realizam atividades perigosas trabalham mais de\u00a0<strong>43 horas<\/strong>\u00a0por semana;\u00a0<strong>95%<\/strong>\u00a0dos trabalhadores resgatados em condi\u00e7\u00e3o an\u00e1loga a de escravo tamb\u00e9m foram v\u00edtimas de trabalho infantil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) em Pelotas pretende chamar a aten\u00e7\u00e3o da sociedade sobre sua import\u00e2ncia no enfrentamento ao trabalho infantil. 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