{"id":77085,"date":"2018-06-28T08:59:55","date_gmt":"2018-06-28T11:59:55","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=77085"},"modified":"2018-06-29T08:33:24","modified_gmt":"2018-06-29T11:33:24","slug":"pacto-pelotas-pela-paz-a-arte-na-prevencao-a-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/pacto-pelotas-pela-paz-a-arte-na-prevencao-a-violencia\/","title":{"rendered":"PACTO PELOTAS PELA PAZ :  A arte na preven\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Eles s\u00e3o menores de idade e cumprem pena no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Pelotas por terem cometido infra\u00e7\u00f5es graves. N\u00e3o s\u00e3o um \u201ccaso perdido\u201d, muito pelo contr\u00e1rio. Merecem a oportunidade de se refazer e construir um futuro diferente.<\/p>\n<p>Merecem uma segunda chance. Foi acreditando nessa recupera\u00e7\u00e3o \u2014 que beneficiar\u00e1 toda a sociedade se o \u00edndice de viol\u00eancia cair, a m\u00e9dio prazo \u2014, que o programa Segunda Chance Jovem, do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pelotas.com.br\/pacto\" target=\"_blank\"><b>Pacto Pelotas pela Paz<\/b><\/a>, passou a oferecer, desde junho de 2017, aulas de arte aos internos do Case Pelotas por meio do projeto Oficinas FASE (acr\u00f3stico de For\u00e7a, A\u00e7\u00e3o, Sentido, Educa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<div id=\"attachment_77086\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-77086\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-77086\" alt=\"PREFEITURA e Associa\u00e7\u00e3o de Hip Hop realizam oficinas de m\u00fasica aos menores infratores do Case \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/centro-de-atendimento-socioeducativo.jpg\" width=\"800\" height=\"518\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/centro-de-atendimento-socioeducativo.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/centro-de-atendimento-socioeducativo-150x97.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/centro-de-atendimento-socioeducativo-300x194.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-77086\" class=\"wp-caption-text\">PREFEITURA e Associa\u00e7\u00e3o de Hip Hop realizam oficinas de m\u00fasica aos menores infratores do Case<\/p><\/div>\n<p>Em uma parceria da Prefeitura com a Associa\u00e7\u00e3o de Hip Hop de Pelotas, o projeto passou a oferecer, no ano passado, aulas para MC (mestre de cerim\u00f4nias), com composi\u00e7\u00e3o de rimas (rap) e de disc jockey (DJ) e, a partir desse ano, tamb\u00e9m de grava\u00e7\u00e3o de \u00e1udio (dos raps compostos por eles mesmos) e de percuss\u00e3o.<\/p>\n<p>As oficinas podem parecer uma mera distra\u00e7\u00e3o, um jeito divertido de passar o tempo. Na pr\u00e1tica, os encontros semanais desenvolvem o sentido de equipe, de que um depende do outro, e tamb\u00e9m fazem com que os meninos reflitam sobre o que os levou at\u00e9 ali\u00a0e percebam que podem ter outra vida ao deixarem a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 tivemos diversas oficinas antes, mas de m\u00fasica \u00e9 a primeira vez. \u00c9 maravilhoso porque a m\u00fasica \u00e9 muito envolvente, mexe com tudo e ajuda a resgatar a autoestima. A arte tem dado uma nova perspectiva a esses meninos e est\u00e1 sendo importante para a casa tamb\u00e9m. A gente respira um outro ar&#8221;, disse a diretora do Case Pelotas, Maria Teresa Galv\u00e3o.<\/p>\n<p>Na dire\u00e7\u00e3o do Centro h\u00e1 quatro anos, Maria Teresa destaca que o grande diferencial dessa parceria com a Prefeitura \u00e9 que as oficinas t\u00eam uma continuidade e um foco profissionalizante. Desde 2017, cerca de 40 meninos participam das oficinas. A cada quatro meses, recebem um certificado, que deve ajudar na sua reinser\u00e7\u00e3o na sociedade.<\/p>\n<p>&#8220;Agrade\u00e7o \u00e0 prefeita Paula Mascarenhas e ao secret\u00e1rio de Cultura, Giorgio Ronna, que t\u00eam uma vis\u00e3o de futuro. Esse \u00e9 um trabalho preventivo, um investimento para que n\u00e3o haja reincid\u00eancia. Oportuniza uma forma\u00e7\u00e3o para que esses jovens encontrem um caminho diferente e n\u00e3o retornem ao crime&#8221;, destaca a diretora.<\/p>\n<p>Ela conta que a mudan\u00e7a de comportamento dos participantes \u00e9 impressionante. Eles se comportam melhor para n\u00e3o perderem o direito de frequentar as oficinas e os outros meninos, ao verem sua motiva\u00e7\u00e3o, entram em fila de espera para ingressar nas pr\u00f3ximas turmas.<\/p>\n<p>Professor de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica com mais de 20 anos de Case, In\u00e1cio Azevedo Machado\u00a0lembra que:<\/p>\n<p>&#8220;A hist\u00f3ria de vida desses jovens \u00e9 repleta de viol\u00eancia, de agress\u00e3o, mas eles acabam sendo arrebatados por algo positivo quando percebem que s\u00e3o capazes de realizar algo bonito, algo bom. Algo que antes era impens\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p>Machado tamb\u00e9m percebe mudan\u00e7a neles.<\/p>\n<p>&#8220;Ficam mais calmos, desenvolvem melhor suas atividades e tamb\u00e9m ficam mais motivados. A oficina potencializa neles alguma coisa que est\u00e1 dentro e desabrocha, que pode ajudar a vida deles a dar uma guinada positiva&#8221;.<\/p>\n<h3>OFICINAS<\/h3>\n<p>Nas tardes de sextas-feiras, um grupo de meninos participa da oficina de Grava\u00e7\u00e3o de \u00c1udio, ministrada por Luan Cunha, o DJ Primo. Trata-se de uma sequ\u00eancia das oficinas de composi\u00e7\u00e3o de rimas, que ocorreram no ano passado, com Mano Rick. Os jovens escrevem as letras, escolhem os beats e gravam, com suas vozes. Primo explica que a ideia \u00e9 fazer um apanhado das rimas, mais adiante, e produzir algo com esse material. As letras t\u00eam muito em comum. Falam de inf\u00e2ncias dif\u00edceis, do mundo do crime, de viol\u00eancia, inseguran\u00e7a&#8230; De sangue. Falam da saudade de casa, \u201co pior \u00e9 o Natal longe da fam\u00edlia\u201d&#8230; Mas tamb\u00e9m falam de valoriza\u00e7\u00e3o, de dignidade e oportunidade. Trazem reflex\u00f5es que indicam a consci\u00eancia de terem agido errado e a vontade de ter um futuro diferente. Falam de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Nas noites de ter\u00e7a-feira, duas turmas de cerca de oito meninos se encontram com o percussionista Renato Pop\u00f3. Com mais de 20 anos de experi\u00eancia, ele procura fazer uma aula bem pr\u00e1tica, para que os garotos sintam e toquem os instrumentos, experienciem diferentes sons e ritmos. Os tambores de sopapo dominam a cena, mas de vez em quando entra um caxixi, umas baquetas, um tri\u00e2ngulo, um tarol e at\u00e9 um djemb\u00ea \u2014 um tambor origin\u00e1rio de Guin\u00e9, na \u00c1frica ocidental.<\/p>\n<p>&#8220;Os instrumentos de percuss\u00e3o s\u00e3o agregadores. Eles juntam as pessoas e estimulam o sentido de equipe&#8221;, diz Pop\u00f3, que acredita no potencial transformador da arte.<\/p>\n<p>\u00c9 uma via de m\u00e3o dupla: os meninos tocam o tambor, a m\u00fasica toca os meninos. Faz aflorar a sensibilidade e abrir portas que, at\u00e9 ent\u00e3o, estavam bem fechadas.<\/p>\n<h3>OUTRAS OFICINAS<\/h3>\n<p>Nas tardes de segunda-feira, h\u00e1 oficinas de disc jockey, com o DJ Vagner. Em breve o projeto vai oferecer tamb\u00e9m oficinas de dan\u00e7a (hip hop) e grafitti. O Case Pelotas atende meninos de 12 a 21 anos incompletos \u2014 a maioria com 16 e 17 anos \u2014, que cumprem pena de 6 meses a 3 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eles s\u00e3o menores de idade e cumprem pena no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Pelotas por terem cometido infra\u00e7\u00f5es graves. N\u00e3o s\u00e3o um \u201ccaso perdido\u201d, muito pelo contr\u00e1rio. 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