{"id":79816,"date":"2018-09-12T15:20:26","date_gmt":"2018-09-12T18:20:26","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=79816"},"modified":"2018-09-12T15:20:26","modified_gmt":"2018-09-12T18:20:26","slug":"adaptar-receita-de-medicamentos-as-necessidades-dos-pacientes-aumenta-a-adesao-ao-tratamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/adaptar-receita-de-medicamentos-as-necessidades-dos-pacientes-aumenta-a-adesao-ao-tratamento\/","title":{"rendered":"Adaptar receita de medicamentos \u00e0s necessidades dos pacientes aumenta a ades\u00e3o ao tratamento"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><em>O cuidado centrado no paciente e n\u00e3o na doen\u00e7a envolve potencializa o tratamento<\/em><\/h2>\n<p>Recentemente, uma estudante de medicina adaptou, junto com sua professora, a receita de um paciente analfabeto para que ele pudesse entender o hor\u00e1rio em que deveria usar os medicamentos, de acordo com adesivos coloridos inseridos na prescri\u00e7\u00e3o. Manuela Lemos, aluna da UFPA em Bel\u00e9m, capital do Par\u00e1, teve a foto viralizada nas redes sociais por ter dado um exemplo de atendimento personalizado e sens\u00edvel \u00e0s necessidades de seu paciente.<\/p>\n<p>Essa adapta\u00e7\u00e3o da receita m\u00e9dica \u00e9 praticada por v\u00e1rios profissionais no pa\u00eds, especialmente na Estrat\u00e9gia Sa\u00fade da Fam\u00edlia, onde as desigualdades sociais est\u00e3o mais presentes e os profissionais costumam lidar com pessoas que apresentam dificuldades na leitura das receitas.<\/p>\n<p>A professora de Manuela, Rayssa Miranda, \u00e9 m\u00e9dica de fam\u00edlia e comunidade e orientou a confec\u00e7\u00e3o da receita. &#8220;A iniciativa de adaptar a receita aumenta a ades\u00e3o do tratamento pelo paciente, pois ele compreende melhor o que est\u00e1 sendo prescrito e assim se sente mais acolhido em suas especificidades. Em um cen\u00e1rio de exclus\u00e3o social como o que costumamos atuar, compreender bem a pessoa que est\u00e1 em atendimento e a sua realidade \u00e9 imprescind\u00edvel para o sucesso de qualquer tratamento. Essa caracter\u00edstica de atender de forma personalizada \u00e9 um dos aspectos mais importantes da nossa especialidade\u201d, explica Rodrigo Lima, m\u00e9dico de fam\u00edlia e comunidade, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina de Fam\u00edlia e Comunidade (SBMFC).<\/p>\n<p>O cuidado centrado no paciente e n\u00e3o na doen\u00e7a envolve, por parte do profissional, a habilidade de promover uma comunica\u00e7\u00e3o entre iguais, e n\u00e3o se apresentando como algu\u00e9m superior apenas por deter o conhecimento t\u00e9cnico. As pessoas que s\u00e3o atendidas em consult\u00f3rios j\u00e1 chegam fragilizadas por sua doen\u00e7a, e muitas vezes tem vergonha do seu n\u00edvel de escolaridade.<\/p>\n<p>Esse cuidado horizontal potencializa a confian\u00e7a e faz at\u00e9 com que a pessoa se abra mais e desabafe sobre determinados aspectos que possam afetar a sa\u00fade no dia a dia. \u201cOlhar o paciente como um todo \u00e9 um dos principais conceitos da medicina de fam\u00edlia e comunidade, especialidade m\u00e9dica que atende pacientes em todos os estados do Brasil, no SUS e nos planos de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Essa aten\u00e7\u00e3o auxilia o m\u00e9dico a decifrar alguns motivos de determinadas doen\u00e7as, principalmente as cr\u00f4nicas, que precisam de acompanhamento e tratamento cont\u00ednuo dependendo da gravidade. Muitas delas t\u00eam fundo emocional, ent\u00e3o se inserir no universo da pessoa atendida, \u00e9 essencial para oferecer uma boa consulta e ter uma boa resolutividade, que promova de fato a melhoria da qualidade de vida das pessoas\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cuidado centrado no paciente e n\u00e3o na doen\u00e7a envolve potencializa o tratamento Recentemente, uma estudante de medicina adaptou, junto com sua professora, a receita de um paciente analfabeto para<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":79817,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[150],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79816"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79816"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79816\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":79818,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79816\/revisions\/79818"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/79817"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}