{"id":80736,"date":"2018-10-09T09:24:09","date_gmt":"2018-10-09T12:24:09","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=80736"},"modified":"2018-10-09T09:24:09","modified_gmt":"2018-10-09T12:24:09","slug":"raiva-o-que-e-e-como-prevenir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/raiva-o-que-e-e-como-prevenir\/","title":{"rendered":"Raiva: o que \u00e9 e como prevenir"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><em>Especialistas explicam como evitar a doen\u00e7a que pode comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC)<\/em><\/h2>\n<p>Muito se fala sobre a raiva, uma doen\u00e7a grave que pode comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC), mas dificilmente encontramos pessoas que realmente sabem como ela \u00e9 transmitida, quais s\u00e3o seus sintomas e como prevenir. Transmitida por meio da saliva de animais infectados, que pode entrar em nosso corpo por meio de uma mordida ou at\u00e9 mesmo ap\u00f3s lambedura de uma les\u00e3o j\u00e1 existente na pele, o v\u00edrus pode viajar at\u00e9 o c\u00e9rebro humano, causando incha\u00e7o ou inflama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO tempo entre a transmiss\u00e3o e o aparecimento da infec\u00e7\u00e3o pela raiva \u00e9 de, em m\u00e9dia, 45 dias. Os principais sintomas s\u00e3o febre, babar em excesso, dor ou sensibilidade exagerada no local da mordida, excitabilidade, perda de sensibilidade ou for\u00e7a em uma \u00e1rea do corpo, espasmos musculares, agita\u00e7\u00e3o, ansiedade, dificuldade de engolir e at\u00e9 mesmo convuls\u00f5es\u201d, explica a Dra. Marianna Lago, infectologista do Docway.<\/p>\n<p>Segundo a especialista, caso uma pessoa seja mordida por um animal desconhecido \u00e9 importante manter a calma e obter o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00f5es sobre ele. Isso vai facilitar muito o tratamento. A ferida deve ser limpa com sab\u00e3o e \u00e1gua e um m\u00e9dico deve ser procurado para que sejam realizadas as medidas necess\u00e1rias. \u201cSe houver risco de raiva, o paciente receber\u00e1 uma s\u00e9rie de vacinas preventivas\u201d, explica a especialista.<\/p>\n<p>As vacinas s\u00e3o aplicadas, geralmente, em cinco doses durante 28 dias. A maioria dos pacientes tamb\u00e9m recebe um tratamento chamado imunoglobulina humana para raiva (HRIG). \u201cEle \u00e9 administrado no dia do acidente, se a probabilidade do animal apresentar raiva for muito alta\u201d, detalha Marianna Lago. Mesmo n\u00e3o existindo um tratamento efetivo conhecido para raiva, a vacina antirr\u00e1bica ainda \u00e9 a melhor maneira de se prevenir o cont\u00e1gio. \u201cE mesmo nessa situa\u00e7\u00e3o delicada, se poss\u00edvel, entre em contato com o controle de animais para que aquele animal seja capturado de forma segura e caso haja suspeita de raiva, ele possa ficar em observa\u00e7\u00e3o e receber o tratamento adequado\u201d, aconselha.<\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Os animais e a raiva<\/i><\/b><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quanto aos animais que transmitem a doen\u00e7a, a Dra. Jueli Berger, veterin\u00e1ria da EsalPet, explica que qualquer mam\u00edfero pode ser infectado pela raiva, que afeta o sistema nervoso central e pode levar o animal a \u00f3bito em apenas alguns dias ap\u00f3s a contamina\u00e7\u00e3o. Mas os principais transmissores s\u00e3o animais silvestres como morcegos, gamb\u00e1s e macacos, al\u00e9m de c\u00e3es, gatos, bovinos, su\u00ednos, caprinos, ovinos e equ\u00eddeos.<\/p>\n<p>Segundo Jueli Berger, nos animais a doen\u00e7a tem um per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o que pode variar de 15 dias a 2 meses e pode se manifestar de duas formar: a furiosa e a muda. \u201cA furiosa que \u00e9 a mais comum apresenta tr\u00eas fases de sintomas\u201d, detalha a especialista. Na primeira, que costuma durar cerca de 3 dias, o animal contaminado apresenta mudan\u00e7a de comportamento, esconde-se em locais escuros, n\u00e3o obedece e tem momentos de agita\u00e7\u00e3o. J\u00e1 na segunda fase, o pet come\u00e7a a se mostrar extremamente agressivo, mordendo e atacando, e sendo comum inclusive a automutila\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de apresentar saliva\u00e7\u00e3o intensa e latido rouco devido \u00e0 paralisia dos m\u00fasculos de degluti\u00e7\u00e3o e das cordas vocais causados pela doen\u00e7a. Na fase final, o animal tem convuls\u00f5es generalizadas, falta de coordena\u00e7\u00e3o motora e paralisia do tronco e membros que geralmente ap\u00f3s 48 horas evolui para \u00f3bito.<\/p>\n<p>J\u00e1 na forma muda, o animal se torna melanc\u00f3lico e calmo demais, esconde-se em locais escuros, n\u00e3o come, n\u00e3o late, n\u00e3o responde aos chamados do dono e, tamb\u00e9m, apresenta paralisia gradativa dos m\u00fasculos. \u201cA melhor maneira de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a imuniza\u00e7\u00e3o adequada. Animais dom\u00e9sticos devem receber uma dose anual da vacina, para que n\u00e3o corram riscos\u201d, completa a veterin\u00e1ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas explicam como evitar a doen\u00e7a que pode comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC) Muito se fala sobre a raiva, uma doen\u00e7a grave que pode comprometer o Sistema Nervoso Central<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":80737,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[150],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80736"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80736"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80736\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":80738,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80736\/revisions\/80738"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80737"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80736"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80736"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80736"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}