{"id":81731,"date":"2018-11-08T16:37:32","date_gmt":"2018-11-08T18:37:32","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=81731"},"modified":"2018-11-08T16:37:32","modified_gmt":"2018-11-08T18:37:32","slug":"refluxo-atinge-mais-da-metade-dos-brasileiros-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/refluxo-atinge-mais-da-metade-dos-brasileiros-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Refluxo atinge mais da metade dos brasileiros, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><em>Pesquisa realizado pela Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Gastroenterologia (FBG) destaca o grande impacto do refluxo na qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o<\/em><\/h2>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Gastroenterologia (FBG) realizou o maior e mais recente mapeamento sobre o impacto do refluxo gastroesof\u00e1gico na popula\u00e7\u00e3o brasileira. O resultado mostra um quadro alarmante: 51% afirmam sofrer com o refluxo semanalmente, al\u00e9m de outros sintomas como a azia e a pirose (queima\u00e7\u00e3o) que tamb\u00e9m podem ser ind\u00edcios do problema.<\/p>\n<p>O estudo foi realizado em junho de 2018, ouviu mais de 3.000 pessoas, de ambos os sexos em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. &#8220;Nosso prop\u00f3sito foi retratar os principais sintomas, causas e o impacto do refluxo na vida das pessoas, al\u00e9m de demonstrar os tipos de tratamento recorrentes. Os resultados evidenciaram um grande desconhecimento, uma vez que os principais sintomas do refluxo, como a azia e a pirose, conhecida popularmente como queima\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m podem ser ind\u00edcio de uma simples m\u00e1 digest\u00e3o. Al\u00e9m disso, 46% da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o sabe a diferen\u00e7a entre os principais tipos de tratamento.\u00a0 O refluxo quando n\u00e3o identificado e tratado corretamente, pode gerar complica\u00e7\u00f5es bastante graves&#8221;, destaca Dr. Flavio Quilici, presidente da FBG.<\/p>\n<p>O refluxo gastroesof\u00e1gico ocorre quando o alimento que ingerimos volta ao es\u00f4fago juntamente com o \u00e1cido g\u00e1strico do est\u00f4mago, causando uma sensa\u00e7\u00e3o de queima\u00e7\u00e3o e azia. Isso ocorre em raz\u00e3o de uma falha no esf\u00edncter esof\u00e1gico inferior que funciona como uma v\u00e1lvula, n\u00e3o deixando que o alimento digerido, que est\u00e1 no est\u00f4mago, retorne para o es\u00f4fago. Quando o refluxo \u00e9 muito frequente, ele pode ser ind\u00edcio de um quadro mais grave conhecido como &#8216;Doen\u00e7a do Refluxo Gastroesof\u00e1gico&#8217;, \u00e0s vezes com s\u00e9rias complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Quem sofre de refluxo?<\/i><\/b><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Segundo o estudo, o refluxo gastroesof\u00e1gico afeta 51% dos entrevistados. Entre eles, mulheres, obe-sas, sedent\u00e1rias e fumantes, entre 36 a 47 anos, repre-sentam o grupo que mais sofre dessa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Produtos industrializados, fritos e gordurosos e o refluxo est\u00e3o diretamente ligados, j\u00e1 que a frequ\u00eancia entre aqueles que s\u00e3o impactados \u00e9 maior ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es (40%). Entre os que consomem este tipo de alimento e reclamam do problema, 85% est\u00e3o obesos. A associa\u00e7\u00e3o da bebida alco\u00f3lica e fumo tamb\u00e9m \u00e9 outro fator que intensifica a sensa\u00e7\u00e3o para 54% dos fumantes.<\/p>\n<p>&#8220;A pesquisa \u00e9 um importante panorama epidemiol\u00f3gico, que traz dados bem definidos e reproduz\u00edveis no Brasil como um todo. Al\u00e9m de abordar o refluxo e os seus sintomas t\u00edpicos, tamb\u00e9m reafirma a liga\u00e7\u00e3o com obesidade, sedentarismo e o tabagismo&#8221;, pontua Dr. Quilici.<\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Refluxo X Gesta\u00e7\u00e3o: Uma realidade<\/i><\/b><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O estudo revelou que 85% das gr\u00e1vidas relataram ter sentindo o refluxo em algum momento da gesta\u00e7\u00e3o. Mas porque ele \u00e9 t\u00e3o comum entre este grupo? Entre os fatores que levam a maior ocorr\u00eancia est\u00e3o: aumento da press\u00e3o intra-abdominal pelo crescimento do \u00fatero e relaxamento do esf\u00edncter (m\u00fasculo) inferior do es\u00f4fago que fica entre o es\u00f4fago e o est\u00f4mago. Ele torna-se mais intenso e frequente a partir da 27\u00ba semana de gesta\u00e7\u00e3o, com mais chance de se desenvolver em mulheres que j\u00e1 tinham este problema antes ou j\u00e1 estiveram gr\u00e1vidas. Medicamentos que cont\u00e9m alginato podem ser utilizados para os sintomas mais comuns provocados pelo refluxo (azia e queima\u00e7\u00e3o) no segundo e terceiro trimestres da gravidez, dado que n\u00e3o possuem a\u00e7\u00e3o sist\u00eamica e podem ser indicados \u00e0s gr\u00e1vidas, sempre sob orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p><b>Refluxo e rotina &#8211;<\/b> O quadro que caracteriza o refluxo pode ser acompanhado de outros sintomas, como azia e queima\u00e7\u00e3o, que muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o associados ao problema pela popula\u00e7\u00e3o, mas s\u00e3o frequentes e aparecem em muitas situa\u00e7\u00f5es.\u00a0\u00a0 Segundo o estudo, a azia e a queima\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais recorrentes nas pessoas, 51% e 47% respectivamente, ap\u00f3s a ingest\u00e3o de alimentos espec\u00edficos. Como exemplo, o especialista cita pratos e petiscos com grande quantidade de condimentos ou refrigerantes, estes \u00faltimos devido ao g\u00e1s e acidez concentrados.<\/p>\n<p>A azia \u00e9 a que causa o desconforto mais intenso entre 33% da popula\u00e7\u00e3o. Para 74%, a qualidade do sono \u00e9 o aspecto mais prejudicado. Ainda de acordo com o estudo, 70% afirmam j\u00e1 ter sentido algum deles durante o hor\u00e1rio de trabalho e 68% reclamam que tem a rotina social prejudicada, impedindo-os de realizar atividades rotineiras.<\/p>\n<p><b>Tratamentos &#8211;<\/b> O tratamento do refluxo depender\u00e1 da gravidade do caso. Em algumas situa\u00e7\u00f5es, mudan\u00e7as nos h\u00e1bitos comportamentais s\u00e3o suficientes para que haja uma melhora. Em outros casos, o tratamento \u00e9 feito atrav\u00e9s de medicamentos que diminuem a quantidade de \u00e1cido produzido pelo est\u00f4mago, em conjunto com uma reorienta\u00e7\u00e3o alimentar, perda de peso e atividades f\u00edsicas. De acordo com a pesquisa, quase metade dos entrevistados n\u00e3o sabem a diferen\u00e7a entre sal de frutas, anti\u00e1cido, leite de magn\u00e9sia, protetor g\u00e1strico e alginato, sendo que a utiliza\u00e7\u00e3o incorreta deles pode causar preju\u00edzos para os seus usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>O sal de fruta \u00e9 um dos tratamentos mais recorrentes entre a popula\u00e7\u00e3o: 5 em cada 10 o fazem quando sentem algum dos sintomas. &#8220;Dependendo da frequ\u00eancia e da gravidade dos sintomas, ele pode n\u00e3o ser eficiente porque possui apenas a\u00e7\u00e3o imediata e passageira. Depois de um tempo de uso, o medicamento aumenta o pH do est\u00f4mago estimulando efeito rebote com a produ\u00e7\u00e3o de mais acidez podendo agravar os sintomas do refluxo&#8221;, explica Dr. Fl\u00e1vio.<\/p>\n<p>J\u00e1 o alginato, ainda pouco conhecido pela popula\u00e7\u00e3o pois, segundo o estudo, apenas 6% recorrem ao medicamento com este princ\u00edpio ativo, \u00e9 muito eficaz no combate ao refluxo al\u00e9m de possuir a\u00e7\u00e3o de longo prazo, por at\u00e9 4 horas. Ele age formando uma barreira mec\u00e2nica que impede as sensa\u00e7\u00f5es de queima\u00e7\u00e3o e azia comuns nos quadros de refluxo. &#8220;O tratamento depender\u00e1 do est\u00e1gio da doen\u00e7a.\u00a0 Perder peso, evitar alimentos e bebidas que pioram o refluxo, comer por\u00e7\u00f5es menores, n\u00e3o se deitar logo ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es, al\u00e9m da pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos e acompanhamento cl\u00ednico tamb\u00e9m contribuem para uma melhor qualidade de vida&#8221;, finaliza Dr. Fl\u00e1vio Quilici.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa realizado pela Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Gastroenterologia (FBG) destaca o grande impacto do refluxo na qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o A Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Gastroenterologia (FBG) realizou o maior e<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":81732,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[150],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81731"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81731"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81731\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81733,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81731\/revisions\/81733"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81732"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}