{"id":81899,"date":"2018-11-14T09:17:26","date_gmt":"2018-11-14T11:17:26","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=81899"},"modified":"2018-11-14T09:17:26","modified_gmt":"2018-11-14T11:17:26","slug":"feira-do-livro-humanizar-as-relacoes-num-contexto-de-incertezas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/feira-do-livro-humanizar-as-relacoes-num-contexto-de-incertezas\/","title":{"rendered":"FEIRA DO LIVRO : Humanizar as rela\u00e7\u00f5es num contexto de incertezas"},"content":{"rendered":"<p><b>Sexta-feira \u00e0s 19h na Feira do Livro, a pesquisadora e escritora Olga Pereira estar\u00e1 autografando dois livros<\/b><\/p>\n<p><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/p>\n<p><b><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-81900\" alt=\"Livro OLGA Pereira 3\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/livro-olga-pereira-3-106x150.jpg\" width=\"106\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/livro-olga-pereira-3-106x150.jpg 106w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/livro-olga-pereira-3-213x300.jpg 213w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/livro-olga-pereira-3.jpg 427w\" sizes=\"(max-width: 106px) 100vw, 106px\" \/>A <\/b>cultura do medo como diagn\u00f3stico de um tempo de incertezas. Em especial na realidade brasileira, o tema ganha outra dimens\u00e3o, considerando-se as perspectivas para o Pa\u00eds a partir de 2019. Mas, bem antes da elei\u00e7\u00e3o \u00e0 Presid\u00eancia, a pesquisadora pelotense Olga Pereira, debru\u00e7ou-se sobre a quest\u00e3o no seu trabalho de \u201cp\u00f3s-doutoramento\u201d. O resultado est\u00e1 sendo compartilhado atrav\u00e9s da publica\u00e7\u00e3o de livro. E \u201cDesHumanidade \u2013 a cultura do medo\u201d, ter\u00e1 lan\u00e7amento na programa\u00e7\u00e3o da 46\u00aa Feira do Livro. Al\u00e9m da pesquisa, a autora, que integra a Academia Pelotense Letras, tamb\u00e9m estar\u00e1 lan\u00e7ando \u201cRacismo no barbante da pipa\u201d. Al\u00e9m dos livros, p\u00fablico tamb\u00e9m poder\u00e1 adquirir os seis livros j\u00e1 publicados por Olga Pereira. A participa\u00e7\u00e3o da autora ser\u00e1 na sexta-feira \u00e0s 19h.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-thumbnail wp-image-81901\" alt=\"Livro Olga Pereira 4\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/livro-olga-pereira-4-108x150.jpg\" width=\"108\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/livro-olga-pereira-4-108x150.jpg 108w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/livro-olga-pereira-4-216x300.jpg 216w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/livro-olga-pereira-4.jpg 323w\" sizes=\"(max-width: 108px) 100vw, 108px\" \/><b>OBRAS<\/b> \u2013 Olga menciona sobre os livros: \u201c\u2019O racismo no barbante da pipa\u2019, retrata o cotidiano de negros e negras, diante das mais diversas formas de manifesta\u00e7\u00f5es do racismo e da discrimina\u00e7\u00e3o racial. J\u00e1 o outro volume, \u2018DesHumanidade a cultura do medo\u2019, refere-se aos rumos da humanidade e seus dilemas t\u00e3o recorrentes. Enfatizo que n\u00e3o \u00e9 objetivo do livro enaltecer a desesperan\u00e7a como regra, tampouco lan\u00e7ar sobre o futuro todos os fardos da desumanidade, que tanto t\u00eam fragilizado as rela\u00e7\u00f5es entre o eu e o outro. Seria ato irrespons\u00e1vel ignorar que somos frutos de uma caminhada hist\u00f3rica na qual conflitos an\u00e1logos, marcaram esse estar no mundo carregado de medos e de tantas incertezas. \u2018DesHumanidade: a cultura do medo\u2019 transita entre o olhar mais atento e aquela parada no cais, em que as dores do mundo buscam incansavelmente uma vers\u00e3o menos hostilizada sobre o destino dos homens e da sociedade\u201d.<\/p>\n<p><b>MEDO<\/b> \u2013 A autora acrescenta: \u201cVivemos permanentemente numa cultura do medo, onde valores humanit\u00e1rios est\u00e3o se perdendo em cada esquina. Gostaria de ter sobre o destino da humanidade, um olhar mais otimista. Procuro, atrav\u00e9s do livro, fazer esses chamamentos, uma esp\u00e9cie de acordar como forma de resgate de valores como empatia e alteridade\u201d.<\/p>\n<p><b>OBRAS<\/b> \u2013 Olga salienta que os seus livros podem ser encontrados na Livraria Vanguarda. Na trajet\u00f3ria, publicou: \u201cReinterpretando sil\u00eancios: reflex\u00f5es sobre a doc\u00eancia negra na cidade de Pelotas&#8221;; &#8220;Cicatrizes da Escravid\u00e3o, da hist\u00f3ria ao silenciamento&#8221;; \u201cDias em que o ego precisou dormir mais cedo\u201d; &#8220;O negro no espelho: legado e oralidade&#8221;; \u201cRoza Gonzales: a mulher que driblou a loucura\u201d; \u201cVozes&amp;Versos: o dito e o que ficou por dizer\u201d. De acordo com a escritora, houve acolhida, interesse e repercuss\u00e3o. Com isso, restam poucos exemplares dos livros. E Olga destaca \u201cReinterpretando sil\u00eancios&#8230;\u201d que, al\u00e9m de circular em diferentes Estados, tamb\u00e9m j\u00e1 chegou a pa\u00edses como Alemanha, Estados Unidos, Angola e Chile.<\/p>\n<div id=\"attachment_81902\" style=\"width: 289px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-81902\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-81902\" alt=\"Escritora Olga Pereira \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/livro-olga-pereira-2-279x300.jpg\" width=\"279\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/livro-olga-pereira-2-279x300.jpg 279w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/livro-olga-pereira-2-139x150.jpg 139w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/livro-olga-pereira-2.jpg 383w\" sizes=\"(max-width: 279px) 100vw, 279px\" \/><p id=\"caption-attachment-81902\" class=\"wp-caption-text\">Escritora Olga Pereira<\/p><\/div>\n<p><b>SIL\u00caNCIOS<\/b> &#8211; A obra \u201cReinterpretando sil\u00eancios&#8230;\u201d, resulta da tese de doutorado, e est\u00e1 na segunda edi\u00e7\u00e3o. Ela explica: \u201cMeu olhar foi sobre os docentes negros e negras da cidade de Pelotas, ou seja, como esses docentes, pertencentes a institui\u00e7\u00f5es de ensino das redes particular, municipal, estadual e federal, percebem o racismo institucional. Em especial na sociedade pelotense que, herdeira de uma hist\u00f3ria marcada pelo per\u00edodo charqueador permanece, salvo algumas exce\u00e7\u00f5es, discriminando o negro nesses espa\u00e7os. Lamentalvemente o que pude perceber atrav\u00e9s das vozes desses docentes, \u00e9 que a cidade de Pelotas, mesmo que insista em enaltecer o mito da fr\u00e1gil democracia racial, continua depreciando o negro e sua intelectualidade a partir do pigmento da pele. \u00c9 recorrente a discrimina\u00e7\u00e3o sentida e, n\u00e3o raras as vezes que a presen\u00e7a, seja como docente ou num cargo de gest\u00e3o, seja duramente estranhada por alguns n\u00e3o negros. \u00c9 lament\u00e1vel perceber o quanto negros e negras continuam sendo destratados nas reparti\u00e7\u00f5es de ensino, bancos e na pr\u00f3pria sociedade pelotense\u201d.<\/p>\n<p><b>LITERATURA NA ESCOLA DOM JO\u00c3O BRAGA<\/b> \u2013 Nesta quarta \u00e0s 19h, escritora pelotense Claudia Priscila Hackbart (ao centro na foto), estar\u00e1 palestrando na Escola Estadual Dom Jo\u00e3o Braga. Conforme o diretor Marcelo Denis, o evento reunir\u00e1 alunos dos ensinos fundamental e m\u00e9dio, bem como do EJA. Cl\u00e1udia j\u00e1 lan\u00e7ou os livros \u201cE se o destino soprar?\u201d, \u201cA liga escolar\u201d e \u201cQuando o destino sorri pra voc\u00ea\u201d. O conto \u201cAsteria, a estrelinha aventureira\u201d integra a antologia \u201cA vida no fundo do mar\u201d, que, em outubro, teve lan\u00e7amento em Paris. No s\u00e1bado \u00e0s 19h na Feira do Livro de Pelotas, ela autografar\u00e1 seu novo romance \u201cO \u00faltimo Einstein\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sexta-feira \u00e0s 19h na Feira do Livro, a pesquisadora e escritora Olga Pereira estar\u00e1 autografando dois livros Por Carlos Cogoy A cultura do medo como diagn\u00f3stico de um tempo de<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":81900,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81899"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81899"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81899\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81903,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81899\/revisions\/81903"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81900"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81899"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81899"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81899"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}