{"id":83784,"date":"2019-01-18T10:31:33","date_gmt":"2019-01-18T12:31:33","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=83784"},"modified":"2019-01-18T10:31:33","modified_gmt":"2019-01-18T12:31:33","slug":"6-em-cada-10-brasileiros-ja-receberam-um-diagnostico-de-transtorno-mental-revela-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/6-em-cada-10-brasileiros-ja-receberam-um-diagnostico-de-transtorno-mental-revela-pesquisa\/","title":{"rendered":"6 em cada 10 brasileiros j\u00e1 receberam um diagn\u00f3stico de transtorno mental, revela pesquisa"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><em>77% dos entrevistados receberam diagn\u00f3stico de ansiedade e 50% de depress\u00e3o. Principal entrave para cuidar da sa\u00fade mental \u00e9 a falta de acesso e valor dos tratamentos<\/em><\/h2>\n<p>O m\u00eas de janeiro foi escolhido para falar sobre a import\u00e2ncia de cuidar da sa\u00fade mental. O movimento Janeiro Branco, criado h\u00e1 seis anos, acontece em todo o pa\u00eds e chama a aten\u00e7\u00e3o para a tem\u00e1tica. Segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), em 2020, ou seja, no pr\u00f3ximo ano, a depress\u00e3o ser\u00e1 a primeira causa de afastamento do trabalho, ultrapassando as doen\u00e7as musculoesquel\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Apesar da enorme quantidade de informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis sobre a import\u00e2ncia de adotar estrat\u00e9gias de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental, o fato \u00e9 que no Brasil as dificuldades de acesso aos especialistas e aos medicamentos s\u00e3o os principais entraves para que as pessoas busquem ajuda.<\/p>\n<p>Isso foi o que revelou a pesquisa \u201cComo anda a sa\u00fade mental dos brasileiros\u201d, realizada pela psic\u00f3loga e neuropsic\u00f3loga Tha\u00eds Quaranta, entre os meses de dezembro de 2018 e in\u00edcio de janeiro de 2019.<\/p>\n<p><b>Quebra de paradigma &#8211;<\/b> A pesquisa foi relevante, pois mostrou que a maior parte dos entrevistados, 66%, j\u00e1 recebeu um diagn\u00f3stico de um transtorno mental. Por\u00e9m, 36% dos participantes consideram os valores da psicoterapia incompat\u00edveis com a renda da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Cerca de 30% da amostra n\u00e3o tem plano de sa\u00fade e considera dif\u00edcil pagar por estes servi\u00e7os.<\/p>\n<p>\u201cQuem usa o SUS, relata a mesma dificuldade no acesso. Esses dados da nossa pesquisa derrubam as hip\u00f3teses do estigma e do preconceito em rela\u00e7\u00e3o aos cuidados com a sa\u00fade mental. Ficou claro que a quest\u00e3o \u00e9 a dificuldade de acesso e n\u00e3o estes outros motivos\u201d, reflete Tha\u00eds.<\/p>\n<p><b>Isolamento, compuls\u00e3o alimentar e sono em excesso &#8211;<\/b> Outra revela\u00e7\u00e3o importante da pesquisa foi o levantamento das estrat\u00e9gias usadas para lidar com as emo\u00e7\u00f5es fora de controle. \u201cFoi impressionante perceber que 60% dos entrevistados preferem se isolar quando est\u00e3o com problemas ou dificuldades. Sabemos que o isolamento pode n\u00e3o ser a melhor solu\u00e7\u00e3o para quem est\u00e1 em sofrimento. Ao contr\u00e1rio, nestes momentos \u00e9 fundamental procurar ajuda\u201d, afirma Tha\u00eds.<\/p>\n<p>Comer e dormir demais, usar a internet e as redes sociais ocuparam as primeiras cinco posi\u00e7\u00f5es no ranking das v\u00e1lvulas de escape, logo depois do isolamento. Para Thais, sem perceber, quem faz isso pode piorar a situa\u00e7\u00e3o e criar outros problemas.<\/p>\n<p>\u201cComer demais pode levar ao aumento do peso. Isolar-se impede que pessoa fale e procure um conselho ou algo que possa ajud\u00e1-la a solucionar a quest\u00e3o. Sobre a internet e as redes sociais h\u00e1 in\u00fameros estudos que mostram que o uso demasiado da tecnologia aumenta os n\u00edveis de estresse, depress\u00e3o, ansiedade e solid\u00e3o\u201d, comenta a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p><b>Apenas 18% dos brasileiros se consideram felizes &#8211;<\/b> Quando o assunto \u00e9 felicidade e satisfa\u00e7\u00e3o com a vida, aspectos fundamentais para a sa\u00fade mental, os resultados chocaram novamente. Claro que \u00e9 normal e saud\u00e1vel desejar melhorar alguns aspectos da vida. Mas, isso n\u00e3o deveria ser motivo de infelicidade.<\/p>\n<p>\u201cComo j\u00e1 esper\u00e1vamos, 60% dos entrevistados citaram a vida financeira e 50% o trabalho como as principais causas para insatisfa\u00e7\u00e3o ou infelicidade. Em seguida, os motivos da infelicidade citados foram a apar\u00eancia f\u00edsica, a vida amorosa e a sa\u00fade mental. Este \u00faltimo dado nos surpreendeu positivamente, pois mostra que as pessoas querem melhorar ou cuidar da sa\u00fade mental ou das emo\u00e7\u00f5es\u201d, afirma Tha\u00eds.<\/p>\n<p><b>9 em cada 10 brasileiros faria psicoterapia &#8211;<\/b> Cerca de 43% dos brasileiros se sentem infelizes ou insatisfeitos com a sa\u00fade mental e 91% deles iriam espontaneamente a um psic\u00f3logo para resolver suas quest\u00f5es emocionais. Este dado \u00e9 muito importante.<\/p>\n<p>\u201cIsso porque ele revela que ao contr\u00e1rio do que se pensa, os entraves para buscar ajuda n\u00e3o s\u00e3o mais o estigma ou os tabus que envolviam a sa\u00fade mental at\u00e9 alguns anos atr\u00e1s. A pesquisa deixou claro que para a popula\u00e7\u00e3o brasileira o acesso, seja pelo SUS, plano de sa\u00fade ou particular, \u00e9 o que realmente impede de buscar ajuda e tratamento para os problemas emocionais\u201d, refor\u00e7a Tha\u00eds.<\/p>\n<p><b>55% dos brasileiros admitem que n\u00e3o cuidam da sa\u00fade mental &#8211;<\/b> A maioria dos entrevistados reconheceu que n\u00e3o cuida da sa\u00fade mental como deveria. Como o acesso \u00e9 um impedimento para frequentar uma psicoterapia e outros servi\u00e7os, pode ser dif\u00edcil a pessoa encontrar ou at\u00e9 saber o que ela poderia fazer para cuidar preventivamente da sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>\u201cPor outro lado, foi surpreendente perceber que as estrat\u00e9gias usadas por aqueles que cuidam da sa\u00fade mental s\u00e3o positivas, na maioria dos casos. Entre as mais citadas est\u00e3o dedicar um tempo para si, ter uma vida social ativa e praticar o autoconhecimento, aspectos fundamentais para ter um bom equil\u00edbrio emocional\u201d, comenta a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p><b>Apenas 15% dos entrevistados fazem psicoterapia &#8211; <\/b>Na lista dos recursos dispon\u00edveis, apenas 16% dos entrevistados fazem psicoterapia de forma preventiva e 15% fazem terapia porque receberam um diagn\u00f3stico. \u201cPortanto, podemos concluir que se 66% desta amostra recebeu um diagn\u00f3stico de um transtorno mental, apenas uma pequena parte tem acesso \u00e0 psicoterapia\u201d, cita Tha\u00eds.<\/p>\n<p><b>Melhorar o acesso \u00e9 fundamental &#8211;<\/b> Infelizmente, a minoria da popula\u00e7\u00e3o brasileira pode pagar por servi\u00e7os como psicoterapia, consultas particulares e medicamentos psiqui\u00e1tricos. Por\u00e9m, h\u00e1 alguns recursos desconhecidos que podem ajudar quem precisa ou quer cuidar da sa\u00fade mental. Veja alguns deles.<\/p>\n<p><b>\u00b7 Cl\u00ednicas gratuitas:<\/b> Muitas faculdades que oferecem cursos de Psicologia promovem atendimentos gratuitos. H\u00e1 tamb\u00e9m algumas organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGS) que possuem esses servi\u00e7os ou que podem facilitar o acesso<\/p>\n<p><b>\u00b7 Farm\u00e1cia do SUS:<\/b> Alguns medicamentos podem ser retirados nas farm\u00e1cias do SUS, desde que estejam na lista de medicamentos que s\u00e3o distribu\u00eddos pela Secretaria de Sa\u00fade de cada estado ou munic\u00edpio.<\/p>\n<p><b>\u00b7 CAPS:<\/b> Existem em algumas cidades, como S\u00e3o Paulo, os CAPS \u2013 Centros de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial. S\u00e3o especializados no tratamento e acompanhamento de pacientes com transtornos mentais, com psiquiatras, psic\u00f3logos, oficinas, entre outros tratamentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>77% dos entrevistados receberam diagn\u00f3stico de ansiedade e 50% de depress\u00e3o. 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