{"id":84691,"date":"2019-02-15T16:37:38","date_gmt":"2019-02-15T18:37:38","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=84691"},"modified":"2019-02-15T16:37:38","modified_gmt":"2019-02-15T18:37:38","slug":"somente-19-das-brasileiras-utilizam-o-diu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/somente-19-das-brasileiras-utilizam-o-diu\/","title":{"rendered":"Somente 1,9% das brasileiras utilizam o DIU"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><em>Falta de informa\u00e7\u00e3o e mitos s\u00e3o fatores que levam \u00e0 baixa ades\u00e3o<\/em><\/h2>\n<p>Embora muito tenha se ouvido falar sobre a efic\u00e1cia e as vantagens do uso do dispositivo intrauterino (DIU), nos \u00faltimos anos, o n\u00famero de mulheres brasileiras que aderiram ao m\u00e9todo contraceptivo ainda \u00e9 considerado pequeno. Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, at\u00e9 2018, apenas 1,9% das mulheres faziam uso do dispositivo como forma de evitar uma gravidez indesejada, mesmo com o incentivo dos ginecologistas e a amplia\u00e7\u00e3o do acesso pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Desde o final de 2017, o governo passou a disponibiliz\u00e1-lo gratuitamente nas Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade do Pa\u00eds. Para a ginecologista e especialista em medicina reprodutiva Lilian Serio, diretora da Cl\u00ednica Fertibaby Cear\u00e1, a baixa ades\u00e3o est\u00e1 associada \u00e0 falta de informa\u00e7\u00e3o e aos mitos com rela\u00e7\u00e3o ao dispositivo. Um dos principais seria o de que o DIU contribui para a infertilidade feminina.<\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>O que \u00e9 o DIU?<\/i><\/b><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 o principal m\u00e9todo contraceptivo de longa dura\u00e7\u00e3o oferecido pelo SUS. Trata-se de uma pequena haste de pl\u00e1stico, em formato de \u201cT\u201d, que \u00e9 introduzida no interior da musculatura uterina, para impedir a fecunda\u00e7\u00e3o dos \u00f3vulos. Apresenta taxas de falhas extremamente baixas e pode ficar dentro do \u00f3rg\u00e3o por um per\u00edodo de 3 a 10 anos.<\/p>\n<p>Existem dois tipos: o DIU de cobre e o hormonal, ou de levonorgestrel. \u201cO primeiro, como o pr\u00f3prio nome sugere, \u00e9 revestido de cobre e promove uma oxida\u00e7\u00e3o dentro do \u00fatero. Ele libera pequenas quantidades da subst\u00e2ncia, o que impossibilita a fecunda\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que causa algumas altera\u00e7\u00f5es no endom\u00e9trio, que \u00e9 o tecido que recobre a parte interna do \u00f3rg\u00e3o; no muco e nas trompas, tornando a regi\u00e3o hostil ao espermatozoide. Ou seja, ele age n\u00e3o apenas na cavidade uterina, mas tamb\u00e9m fora dela, interferindo em v\u00e1rias etapas do processo reprodutivo\u201d, explica.<\/p>\n<p>J\u00e1 o DIU de horm\u00f4nios dura de tr\u00eas a seis anos. Ap\u00f3s o seu prazo, assim como o DIU de cobre, ele deve ser removido e trocado. Ele libera, aos poucos, no \u00fatero, o horm\u00f4nio levonorgestrel, muito parecido com a progesterona e impede que os espermatozoides entrem no \u00fatero. \u201c\u00c9 um dispositivo medicado. Ele libera cerca de 20 mcg, do horm\u00f4nio por dia, dentro da cavidade do \u00fatero, causando atrofia do endom\u00e9trio e altera\u00e7\u00f5es no muco cervical, efeitos que aumentam muito sua efic\u00e1cia contraceptiva.<\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Vantagens e Contraindica\u00e7\u00f5es<\/i><\/b><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A principal vantagem do uso do DIU \u00e9 o fato de que, por ser um dispositivo e funcionar sozinho, n\u00e3o h\u00e1 risco de mau uso. \u201cCom o anticoncepcional oral, o m\u00e9todo contraceptivo mais usado pelas mulheres, pode acontecer muitas vezes delas esquecerem, n\u00e3o tomarem no hor\u00e1rio correto e isso pode acarretar numa gravidez\u201d, alerta. Al\u00e9m disso, o DIU \u00e9 indicado para qualquer mulher maior com mais de 14 anos, vida sexual ativa e que n\u00e3o tenha anormalidades anat\u00f4micas no \u00fatero nem fatores de riscos para doen\u00e7as inflamat\u00f3rias p\u00e9lvicas.<\/p>\n<p>O DIU de cobre, especificamente, tamb\u00e9m \u00e9 contraindicado para mulheres com alergia ao cobre. J\u00e1 o DIU de horm\u00f4nios n\u00e3o deve ser utilizado por mulheres que tiveram c\u00e2ncer de mama nos \u00faltimos 5 anos ou doen\u00e7as hep\u00e1ticas.<\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>DIU e Fertilidade<\/i><\/b><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Uma das preocupa\u00e7\u00f5escom rela\u00e7\u00e3o ao DIU mais recorrentes das mulheres, principalmente daquelas que n\u00e3o possuem filhos, mas t\u00eam o desejo de ser m\u00e3es, \u00e9 o medo de n\u00e3o poderem engravidar no futuro devido ao uso. Segundo Lilian Serio, o dispositivo s\u00f3 impede a gravidez enquanto est\u00e1 sendo utilizado. Ao retir\u00e1-lo, a paciente poder\u00e1 engravidar normalmente no pr\u00f3ximo ciclo menstrual. O que pode ocorrer \u00e9, caso a mulher sofra alguma infec\u00e7\u00e3o genital e n\u00e3o trat\u00e1-la, a presen\u00e7a do DIU pode facilitar a entrada de bact\u00e9rias para o \u00fatero e as trompas e, a partir disso, levar \u00e0 infertilidade.<\/p>\n<p>\u201cO m\u00e9todo \u00e9 totalmente revers\u00edvel. Ele pode ser removido em qualquer momento que a mulher quiser. Mesmo se a paciente tiver feito o uso do DIU durante muito tempo, a fertilidade retorna num curto per\u00edodo. O DIU em si n\u00e3o causa infec\u00e7\u00e3o, mas, se houver contamina\u00e7\u00e3o, a mulher ter\u00e1 mais dificuldades para engravidar. Se as trompas forem obstru\u00eddas, a op\u00e7\u00e3o para a mulher ser m\u00e3e \u00e9 iniciar um tratamento para engravidar\u201d, esclarece a especialista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falta de informa\u00e7\u00e3o e mitos s\u00e3o fatores que levam \u00e0 baixa ades\u00e3o Embora muito tenha se ouvido falar sobre a efic\u00e1cia e as vantagens do uso do dispositivo intrauterino (DIU),<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":84692,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[150],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84691"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84691"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84691\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":84693,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84691\/revisions\/84693"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84692"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}