{"id":85560,"date":"2019-03-15T08:40:37","date_gmt":"2019-03-15T11:40:37","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=85560"},"modified":"2019-03-18T08:43:00","modified_gmt":"2019-03-18T11:43:00","slug":"fim-do-veraneio-marca-retorno-dos-pinipedes-na-costa-do-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/fim-do-veraneio-marca-retorno-dos-pinipedes-na-costa-do-rio-grande-do-sul\/","title":{"rendered":"Fim do veraneio marca retorno dos pin\u00edpedes na costa do Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<p>O Projeto Pin\u00edpedes do Sul,\u00a0patrocinado pela Petrobras, monitora mensalmente os pin\u00edpedes no litoral do Rio Grande do Sul (RS). Com esse trabalho, foi poss\u00edvel constatar que todos os anos repete-se a mesma rotina: os animais passam o per\u00edodo de dezembro a fevereiro nas col\u00f4nias reprodutivas do Uruguai e retornam ao Brasil em mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Esse deslocamento \u00e9 um padr\u00e3o observado h\u00e1 anos por pesquisadores do N\u00facleo de Educa\u00e7\u00e3o e Monitoramento Ambiental (NEMA). Este ano, mais uma vez observou-se o mesmo comportamento, com o registro de 76 le\u00f5es-marinhos que ocuparam o Ref\u00fagio de Vida Silvestre do Molhe Leste (em S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte) em mar\u00e7o, para alimenta\u00e7\u00e3o e descanso.<\/p>\n<div id=\"attachment_85561\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-85561\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-85561\" alt=\"Esse deslocamento \u00e9 um padr\u00e3o observado h\u00e1 anos por pesquisadores do N\u00facleo de Educa\u00e7\u00e3o e Monitoramento Ambiental\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/retorno-dos-pinipedes-02-300x199.jpg\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/retorno-dos-pinipedes-02-300x199.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/retorno-dos-pinipedes-02-150x99.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/retorno-dos-pinipedes-02.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-85561\" class=\"wp-caption-text\">Esse deslocamento \u00e9 um padr\u00e3o observado h\u00e1 anos por pesquisadores do N\u00facleo de Educa\u00e7\u00e3o e Monitoramento Ambiental<\/p><\/div>\n<p>Em fevereiro foram realizadas duas sa\u00eddas de monitoramento: uma no in\u00edcio do m\u00eas, com o registro de 17 le\u00f5es-marinhos, e outra na segunda quinzena, com o registro de 43 le\u00f5es-marinhos. Os dados apontam para o n\u00famero crescente dos pin\u00edpedes na costa ga\u00facha. Estes animais s\u00e3o abundantes no litoral do estado durante o inverno e a primavera, principalmente nos Ref\u00fagios de Vida Silvestre (REVIS) do Molhe Leste e da Ilha dos Lobos (Torres).<\/p>\n<p>Esse per\u00edodo de maior ocorr\u00eancia acontece com o retorno dos pin\u00edpedes das col\u00f4nias reprodutivas da costa do Uruguai, como o Parque Nacional de Cabo Polonio e a Ilha dos Lobos (Punta del Este).\u00a0\u00c9 nesta ilha que se encontra praticamente 50% da popula\u00e7\u00e3o de lobos-marinhos, que se distribui do Peru, no Oceano Pac\u00edfico, at\u00e9 o sul do Brasil, no Oceano Atl\u00e2ntico. A popula\u00e7\u00e3o mundial de lobos marinhos \u00e9 de 400 mil esp\u00e9cimes, enquanto a de le\u00f5es marinhos conta com 275 mil indiv\u00edduos. O Uruguai e a Argentina concentram as col\u00f4nias reprodutivas desses animais, com 6 e 70 col\u00f4nias, respectivamente.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o de le\u00f5es e lobos marinhos no Uruguai e no Rio Grande do Sul foi apresentada pelo colaborador do Projeto Pin\u00edpedes do Sul, Kleber Gr\u00fcbel da Silva, em sua tese de doutorado na Universidade Federal do Rio Grande (FURG). O trabalho resultou nos totais de 18 mil le\u00f5es-marinhos e 300 mil lobos marinhos no Uruguai, enquanto no estado do RS temos a estimativa de 455 le\u00f5es marinhos e 277 lobos marinhos.<\/p>\n<p><b>Reprodu\u00e7\u00e3o dos pin\u00edpedes<\/b><\/p>\n<p>Estes animais de corpo fusiforme, coberto por pelos e com cauda reduzida realizam a c\u00f3pula em terra e geram um filhote por ano em regi\u00f5es frias. Nessas regi\u00f5es, gra\u00e7as \u00e0s suas densas camadas de gordura, os pin\u00edpedes conseguem manter sua temperatura entre 36 e 37 graus, o que \u00e9 ideal para sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p><b>Primeiros registros e pesquisas<\/b><\/p>\n<p>Com diversos fatos hist\u00f3ricos marcando a ocorr\u00eancia dos pin\u00edpedes, a comunidade cient\u00edfica ga\u00facha despertou seu interesse pela pauta e come\u00e7ou em 1977 a desenvolver pesquisas a respeito da ecologia e a din\u00e2mica da ocorr\u00eancia do grupo. Os primeiros autores a publicar sobre o assunto\u00a0foram os pesquisadores Hugo Castello e Cristina Pinedo.<\/p>\n<p><b>As sete esp\u00e9cies de pin\u00edpedes que ocorrem no RS<\/b><\/p>\n<p>Nas \u00e1reas onde ocorrem os pin\u00edpedes no Rio Grande do Sul, Ref\u00fagios de Vida Silvestre do Molhe Leste e da Ilha dos Lobos e praias, existe o registro de sete esp\u00e9cies de pin\u00edpedes, pertencentes a duas fam\u00edlias:\u00a0foc\u00eddeos<em>\u00a0(focas e elefante-marinho) e otari\u00eddeos (lobos e le\u00f5es marinhos).<\/em><\/p>\n<p>As esp\u00e9cies mais frequentemente observadas aqui no estado s\u00e3o o le\u00e3o-marinho-sul\u00a0(<em>Otaria flavescens<\/em>)\u00a0e o lobo-marinho-do-sul\u00a0(<em>Arctocephalus australis<\/em>).\u00a0\u00a0J\u00e1\u00a0o elefante-marinho-do-sul\u00a0(<em>Mirounga leonina<\/em>), a foca-caranguejeira\u00a0(<em>Lobodon carcinophaga<\/em>), a foca-leopardo\u00a0(<em>Hydrurga leptonyx<\/em>), o lobo-marinho-ant\u00e1rtico\u00a0(<em>Arctocephalus gazella<\/em>)\u00a0e o lobo-marinho-subant\u00e1rtico\u00a0(<em>Arctocephalus tropicalis<\/em>) s\u00e3o de ocorr\u00eancia ocasional.<\/p>\n<p><b><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-79642\" alt=\"Pin\u00edpedes do Sul 02\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/pinipedes-do-sul-02-300x179.jpg\" width=\"300\" height=\"179\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/pinipedes-do-sul-02-300x179.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/pinipedes-do-sul-02-150x89.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/pinipedes-do-sul-02.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Sobre o Projeto:<\/b><\/p>\n<p>O Projeto Pin\u00edpedes do Sul<b>,\u00a0<\/b>que tem o patroc\u00ednio da\u00a0Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental,\u00a0tem o objetivo de reduzir as amea\u00e7as \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies de Pin\u00edpedes, que constitui o grupo de mam\u00edferos marinhos que inclui as focas, le\u00f5es e lobos-marinhos.\u00a0O projeto, que tamb\u00e9m atua na conserva\u00e7\u00e3o das tartarugas marinhas no sul do Brasil, visa aumentar o n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o de duas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o onde h\u00e1 grande concentra\u00e7\u00e3o desses animais (Ref\u00fagio de Vida Silvestre do Molhe Leste, em S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte e Ref\u00fagio de Vida Silvestre da Ilha dos Lobos, em Torres) e desenvolver atividades de educa\u00e7\u00e3o ambiental junto \u00e0s comunidades pesqueiras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Projeto Pin\u00edpedes do Sul,\u00a0patrocinado pela Petrobras, monitora mensalmente os pin\u00edpedes no litoral do Rio Grande do Sul (RS). 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