{"id":86030,"date":"2019-03-29T08:58:13","date_gmt":"2019-03-29T11:58:13","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=86030"},"modified":"2019-03-29T08:58:14","modified_gmt":"2019-03-29T11:58:14","slug":"homens-ganham-368-a-mais-do-que-as-mulheres-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/homens-ganham-368-a-mais-do-que-as-mulheres-no-rs\/","title":{"rendered":"Homens ganham 36,8% a mais do que as mulheres no RS"},"content":{"rendered":"<p>Apesar de serem maioria, com 51,3% do total de habitantes do Rio Grande do Sul, as mulheres n\u00e3o alcan\u00e7am representa\u00e7\u00e3o proporcional no mercado de trabalho (restrita a 45,6% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa), ganham menos e s\u00e3o mais afetadas pelo desemprego, j\u00e1 que o contingente feminino representa mais da metade do total de desocupados.<\/p>\n<p>Ainda que mais escolarizadas, em m\u00e9dia, do que os homens, as mulheres ga\u00fachas seguem em desvantagem quando se trata dos rendimentos do trabalho tanto no agregado nacional, quanto no RS. No final de 2018, os trabalhadores homens recebiam, no estado, 36,8% a mais, em m\u00e9dia, do que as mulheres. Esse diferencial era ainda mais acentuado do que no total do Brasil (28,4%).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-86032\" alt=\"For\u00e7a de trabalho\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/forca-de-trabalho.jpg\" width=\"799\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/forca-de-trabalho.jpg 799w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/forca-de-trabalho-150x65.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/forca-de-trabalho-300x130.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/p>\n<p>Este \u00e9 um dos cen\u00e1rios que integram o estudo sobre as condi\u00e7\u00f5es das mulheres ga\u00fachas em v\u00e1rios \u00e2mbitos, produzido pelo Departamento de Economia e Estat\u00edstica (DEE), que teve seu lan\u00e7amento feito pela Secretaria de Planejamento, Or\u00e7amento e Gest\u00e3o (Seplag) \u00a0ontem. O levantamento organiza dados e informa\u00e7\u00f5es sobre o contingente feminino no estado observando as caracter\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o, o mercado de trabalho, a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e os aspectos relativos \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero. \u201cO nosso desafio \u00e9 fazer com que este assunto n\u00e3o fique restrito apenas agora, quando se comemora o 8 de mar\u00e7o (Dia da Mulher). A import\u00e2ncia deste estudo est\u00e1 em apresentar um diagn\u00f3stico amplo sobre a realidade que as mulheres enfrentam\u201d, destacou a secret\u00e1ria Leany Lemos. Primeira mulher a ocupar a pasta de Planejamento no governo ga\u00facho, Leany disse que o trabalho do DEE servir\u00e1 de ponto de partida para definir as pol\u00edticas priorit\u00e1rias nos pr\u00f3ximos quatro anos.<\/p>\n<p>O levantamento compreende uma s\u00e9rie de outras quest\u00f5es al\u00e9m da inser\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o feminina no mercado de trabalho. Mesmo ostentando um maior n\u00famero de anos de estudos completos do que os homens, por exemplo, a representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 um desafio, ainda que os n\u00fameros apontem que o RS tem presen\u00e7a de mulheres no parlamento um pouco superior ao cen\u00e1rio nacional.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, a estrutura et\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o feminina ga\u00facha mostra que o processo de \u201cenvelhecimento\u201d se encontra mais adiantado no RS do que no pa\u00eds, j\u00e1 que 20% das ga\u00fachas t\u00eam 60 anos de idade ou mais, ao passo que, no total das brasileiras, esse percentual \u00e9 de 15,1%. J\u00e1 em outro aspecto, a distribui\u00e7\u00e3o na \u00e1rea urbana e rural, as ga\u00fachas que vivem no campo representam um percentual bem inferior ao do pa\u00eds.<\/p>\n<p>No mercado de trabalho, uma pluralidade de fatores sociais e culturais ainda limita o acesso das mulheres. No \u00faltimo trimestre de 2018, a desocupa\u00e7\u00e3o feminina no Rio Grande do Sul atingia 9,1% (versus 6,1%, para os homens); no Brasil, 13,5% (versus 10,1%). Ainda que mais escolarizadas, em m\u00e9dia, do que os homens, as mulheres seguem em desvantagem quando se trata dos rendimentos do trabalho tanto no agregado nacional quanto no RS.<\/p>\n<p>Outra forma de inser\u00e7\u00e3o que merece destaque quando se trata da posi\u00e7\u00e3o na ocupa\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho feminina \u00e9 o emprego dom\u00e9stico. Classicamente associado a uma inser\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria, por uma multiplicidade de fatores, ele abarca 12,9% das mulheres ocupadas (inexistindo, estatisticamente, para os homens). Assim, \u00e9 a terceira posi\u00e7\u00e3o na ocupa\u00e7\u00e3o mais expressiva para as trabalhadoras do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p><strong>FEMINIC\u00cdDIOS CRESCEM 90% EM DEZ ANOS<\/strong><\/p>\n<p>No aspecto relativo \u00e0 viol\u00eancia, uma das mais cru\u00e9is formas de manifesta\u00e7\u00e3o da desigualdade de g\u00eanero, o n\u00famero de mulheres assassinadas no Rio Grande do Sul em uma d\u00e9cada cresceu cerca de 90%, o que fez o RS ultrapassar a taxa m\u00e9dia de homic\u00eddios de mulheres do Brasil. No \u00faltimo ano, o n\u00famero de feminic\u00eddios consumados no RS passou de 83 para 117, um crescimento de 41%. O n\u00famero de tentativas de feminic\u00eddio \u00e9 ainda mais alarmante: em 2018, 355 mulheres foram v\u00edtimas desse crime no estado. O crime de estupro tamb\u00e9m cresceu nos \u00faltimos quatro anos, chegando \u00e0 marca de 1.712 estupros em 2018, o que significa uma ocorr\u00eancia a cada cinco horas.<\/p>\n<p>Para o diretor do DEE, Liderau dos Santos Marques J\u00fanior, esse primeiro estudo conclu\u00eddo por sua equipe neste ano representa a retomada dos trabalhos de pesquisas sobre \u00e1reas que impactam na sociedade. \u201c\u00c9 nossa miss\u00e3o reunir este conhecimento e auxiliar na defini\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, acrescentou. O trabalho foi coordenador por um grupo de analistas pesquisadores do departamento, liderados por Daiane Menezes, Iracema Keila Castelo Branco, Andr\u00e9 Augustin e Guilherme G. Xavier Sobrinho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de serem maioria, com 51,3% do total de habitantes do Rio Grande do Sul, as mulheres n\u00e3o alcan\u00e7am representa\u00e7\u00e3o proporcional no mercado de trabalho (restrita a 45,6% da popula\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":86033,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[31],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86030"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86030"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86030\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":86034,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86030\/revisions\/86034"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86033"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}