{"id":86624,"date":"2019-04-17T08:42:45","date_gmt":"2019-04-17T11:42:45","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=86624"},"modified":"2019-04-17T08:42:45","modified_gmt":"2019-04-17T11:42:45","slug":"projeto-do-ifsul-viabiliza-rede-de-agua-potavel-para-aldeia-indigena-no-acre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/projeto-do-ifsul-viabiliza-rede-de-agua-potavel-para-aldeia-indigena-no-acre\/","title":{"rendered":"Projeto do IFSul viabiliza rede de \u00e1gua pot\u00e1vel para aldeia ind\u00edgena no Acre"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><i>Iniciativa, nascida no c\u00e2mpus Pelotas, envolveu a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental e estudos da cultura ind\u00edgena. Resultados da primeira etapa do projeto podem ser conferidos nesta semana em exposi\u00e7\u00e3o alusiva \u00e0 Semana dos Povos Ind\u00edgenas<\/i><\/strong><\/p>\n<p>Ver a \u00e1gua saindo da torneira dentro de casa pode ser uma cena banal para boa parte da popula\u00e7\u00e3o. Para outras pessoas, no entanto, isso est\u00e1 longe de ser corriqueiro. A falta de acesso \u00e0 \u00e1gua encanada e o consumo de \u00e1gua sem qualidade verificada eram uma realidade na aldeia Altamira Nii Yuxibu, na regi\u00e3o amaz\u00f4nica do Acre. Eram.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o in\u00edcio de um projeto do IFSul na comunidade ind\u00edgena, a aldeia passou a viver uma nova realidade. A a\u00e7\u00e3o extensionista \u201c\u00c1gua de beber para a aldeia Altamira Nii Yuxibu Huni Kui\u201d, que come\u00e7ou a ser desenvolvida ainda na metade de 2018, chegou em 2019 com sua principal meta atingida: projetar e construir a primeira rede de distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pot\u00e1vel da comunidade ind\u00edgena.<\/p>\n<div id=\"attachment_86625\" style=\"width: 235px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-86625\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-86625\" alt=\"EXPOSI\u00c7\u00c3O fotogr\u00e1fica pode ser vista no campus do IFSul\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/aldeia-indigena-e1555501194826-225x300.jpg\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/aldeia-indigena-e1555501194826-225x300.jpg 225w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/aldeia-indigena-e1555501194826-112x150.jpg 112w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/aldeia-indigena-e1555501194826.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><p id=\"caption-attachment-86625\" class=\"wp-caption-text\">EXPOSI\u00c7\u00c3O fotogr\u00e1fica pode ser vista no campus do IFSul<\/p><\/div>\n<p>\u201cEra comum na aldeia ver as mulheres carregando baldes de \u00e1gua na cabe\u00e7a durante o dia inteiro. E a falta de uma infraestrutura b\u00e1sica, como \u00e1gua encanada, \u00e9 um dos motivos que levam habitantes da aldeia a deixarem a sua comunidade\u201d, comenta o coordenador do projeto e professor do curso de Tecnologia em Gest\u00e3o Ambiental do c\u00e2mpus Pelotas, Charles Huber.<\/p>\n<p>A viabiliza\u00e7\u00e3o da rede de \u00e1gua, portanto, mais que suprir as necessidades b\u00e1sicas dos moradores da aldeia, constitui uma importante a\u00e7\u00e3o pela preserva\u00e7\u00e3o dessa cultura. A tribo dos Huni Kui representa o maior grupo ind\u00edgena dos 18 povos que vivem no Acre. Parte dessa comunidade, que se distribui em 12 terras ind\u00edgenas, vive na aldeia de Altamira, localizada \u00e0s margens do rio Tarauac\u00e1. Atualmente com 150 habitantes, a aldeia atendida pelo projeto agora conta com \u00e1gua de qualidade em todas as 24 casas da tribo.<\/p>\n<p>A obra envolveu a constru\u00e7\u00e3o de\u00a0uma rede de \u00e1gua de quase 2,4 Km. De acordo com Charles, como entre os po\u00e7os e a aldeia existe um morro de 40 metros de altura, tamb\u00e9m foi necess\u00e1rio instalar motobombas para o recalque da \u00e1gua. Para isso, foi constru\u00edda uma rede de 1.130 metros de fio para levar energia at\u00e9 as bombas. Al\u00e9m disso, a rede conta com tr\u00eas caixas de \u00e1gua de 1.500 litros cada, registros, interliga\u00e7\u00f5es com o sistema de coleta de chuva \u2013 que est\u00e3o sendo usadas como reserva (mais 3.000 L) \u2013 e, o mais importante, um ponto de sa\u00edda de \u00e1gua em cada casa da aldeia.<\/p>\n<p><b>Projeto precisou driblar dificuldade de acesso e pouca infraestrutura<\/b><\/p>\n<p>Mas levar uma infraestrutura como essa para a aldeia n\u00e3o foi tarefa f\u00e1cil. De dif\u00edcil acesso, a tribo conta com recursos viabilizados por meio de retiros realizados todo ano, em janeiro, quando turistas de diferentes partes do pa\u00eds podem passar um per\u00edodo de viv\u00eancias junto a tribo. \u00c9 com o dinheiro angariado nesses per\u00edodos que as principais obras de infraestrutura da aldeia foram se concretizando nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Charles conta que a pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o da rede hidr\u00e1ulica s\u00f3 foi poss\u00edvel porque, nos \u00faltimos anos, outras importantes obras foram realizadas no local, como constru\u00e7\u00e3o de po\u00e7os para capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, instala\u00e7\u00e3o de placas solares para gera\u00e7\u00e3o de energia e compra de pequenos barcos para transporte de pessoas e equipamentos.<\/p>\n<p>\u201cO local mais pr\u00f3ximo, e \u00fanico, da Aldeia Altamira Ni Yuxibu \u00e9 o munic\u00edpio de Jord\u00e3o, que fica a duas horas de voadeira (embarca\u00e7\u00e3o). O acesso ao Jord\u00e3o \u00e9 s\u00f3 por t\u00e1xi a\u00e9reo (teco-teco) ou 5 dias de barco a partir do munic\u00edpio de Tarauac\u00e1\u201d, explica o docente. Al\u00e9m da dist\u00e2ncia entre as localidades, a falta de infraestrutura ao redor da aldeia tamb\u00e9m foi um empecilho, j\u00e1 que Jord\u00e3o \u00e9 uma cidade de aproximadamente 6 mil habitantes que n\u00e3o possui ag\u00eancia banc\u00e1ria, internet por rede telef\u00f4nica e nem por TV a cabo, somente por uma limitada rede de celular.<\/p>\n<div id=\"attachment_86626\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-86626\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-86626\" alt=\"PROF. Charles Huber\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/charles-huber-300x199.jpg\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/charles-huber-300x199.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/charles-huber-150x99.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/charles-huber.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-86626\" class=\"wp-caption-text\">PROF. Charles Huber<\/p><\/div>\n<p><b>De Altamira para Pelotas: educa\u00e7\u00e3o ambiental e estudos da cultura ind\u00edgena s\u00e3o desdobramentos do projeto<\/b><\/p>\n<p>Com a viabiliza\u00e7\u00e3o da rede de \u00e1gua, uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es paralelas foi desenvolvida tanto na aldeia quanto no c\u00e2mpus Pelotas, onde nasceu o projeto. Al\u00e9m do planejamento e da constru\u00e7\u00e3o da rede, a iniciativa, que deve ser renovada para ter continuidade tamb\u00e9m em 2019, divide-se em a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental e valoriza\u00e7\u00e3o da cultura ind\u00edgena, bem como em pesquisas em laborat\u00f3rio com as amostras de \u00e1gua trazidas do local.<\/p>\n<p><b>Exposi\u00e7\u00e3o alusiva ao Dia do \u00cdndio<\/b>\u00a0\u2013 Uma das a\u00e7\u00f5es culminantes do projeto, inclusive, ser\u00e1 realizada nesta semana no c\u00e2mpus Pelotas. Em alus\u00e3o ao Dia do \u00cdndio, a unidade receber\u00e1 ao longo de toda a semana, at\u00e9 o dia 18 de abril, uma exposi\u00e7\u00e3o com fotografias, v\u00eddeos, artesanatos e outros registros relacionados ao projeto desenvolvido na aldeia.<\/p>\n<p>De acordo com Charles, a pr\u00f3pria concep\u00e7\u00e3o do projeto foi pensada para atender a Lei Federal n\u00ba 11.645\/2008, que determina a inclus\u00e3o da hist\u00f3ria e cultura afro-brasileira e ind\u00edgena no curr\u00edculo escolar oficial das redes de ensino p\u00fablica e privada do pa\u00eds. \u201cNa maioria das vezes, esses assuntos n\u00e3o s\u00e3o abordados em virtude da falta de trabalhos que sirvam como base ao desenvolvimento do tema em sala de aula\u201d, destaca o docente. Segundo ele, o projeto tamb\u00e9m contribuir\u00e1 com a retomada dos trabalhos desenvolvidos pelo N\u00facleo de Estudos Afro-brasileiros e Ind\u00edgenas (Neabi) do c\u00e2mpus Pelotas.<\/p>\n<p><b>Meio ambiente<\/b>\u00a0\u2013 Al\u00e9m dos estudos relacionados \u00e0 cultura ind\u00edgena, o projeto tamb\u00e9m levou discuss\u00f5es ambientais para a aldeia e para o pr\u00f3prio c\u00e2mpus. A partir de jogos, palestras e outros recursos did\u00e1ticos desenvolvidos junto a professores e bolsistas envolvidos na iniciativa, as crian\u00e7as e adultos da aldeia tiveram momentos voltados \u00e0 troca de saberes \u2013 a partir de rodas de conversa e atividades de express\u00e3o art\u00edstica \u2013 sobre as quest\u00f5es ambientais relacionadas \u00e0s formas de conserva\u00e7\u00e3o e manejo da \u00e1gua, bem como os diferentes usos do solo.<\/p>\n<p><b>Regionaliza\u00e7\u00e3o do projeto<\/b>\u00a0\u2013 Como continuidade ao projeto iniciado em 2018, Charles conta que os pr\u00f3ximos passos da iniciativa ser\u00e3o ainda mais amplos, focando na educa\u00e7\u00e3o ambiental como um todo e na regionaliza\u00e7\u00e3o do trabalho desenvolvido. O docente destaca que a ideia agora \u00e9 iniciar contato com um assentamento Guarani na cidade de Rio Grande e fazer um diagn\u00f3stico das necessidades da aldeia para o desenvolvimento do projeto. \u201cPosteriormente tamb\u00e9m pretendemos contatar outros assentamentos da regi\u00e3o. Al\u00e9m de trabalharmos com a tem\u00e1tica ambiental de forma ampla, \u00e9 uma oportunidade de incentivar a participa\u00e7\u00e3o deles nos processos seletivos do instituto, buscando a inclus\u00e3o e mais uma oportunidade de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma forma de ir ao encontro do papel da institui\u00e7\u00e3o de regionalizar as suas a\u00e7\u00f5es dentro da quest\u00e3o ind\u00edgena\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativa, nascida no c\u00e2mpus Pelotas, envolveu a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental e estudos da cultura ind\u00edgena. 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