{"id":87509,"date":"2019-05-17T16:12:19","date_gmt":"2019-05-17T19:12:19","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=87509"},"modified":"2019-05-17T16:12:19","modified_gmt":"2019-05-17T19:12:19","slug":"escolas-ajudam-a-identificar-sinais-de-depressao-nas-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/escolas-ajudam-a-identificar-sinais-de-depressao-nas-criancas\/","title":{"rendered":"Escolas ajudam a identificar sinais de depress\u00e3o nas crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><em>Falta de concentra\u00e7\u00e3o, sonol\u00eancia, irritabilidade e isolamento podem ser mais facilmente identificados por educadores e indicam alerta aos pais<\/em><\/h2>\n<p>Altera\u00e7\u00f5es no humor, tristeza, des\u00e2nimo, choro f\u00e1cil, mudan\u00e7as no apetite, perda ou excesso de sono, falta de prazer em atividades que antes eram consideradas gostosas. Reconheceu o quadro? Trata-se de algumas caracter\u00edsticas do transtorno psiqui\u00e1trico chamado de depress\u00e3o. Geralmente associada aos adultos, a doen\u00e7a tamb\u00e9m pode acometer as crian\u00e7as. Segundo a psiquiatra infantil e pesquisadora Ana Kleinman, cerca de 2% das crian\u00e7as em idade pr\u00e9-escolar e escolar sofrem de depress\u00e3o. Esse n\u00famero sobe para 11,7% quando elas passam para a puberdade.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as costumam ter mais dificuldades para perceber e nomear o que sentem. Contudo, tanto em crian\u00e7as, como em adolescentes, os sinais s\u00e3o semelhantes aos dos adultos, com pequenas varia\u00e7\u00f5es na forma com que se apresentam. &#8220;Normalmente, as crian\u00e7as tendem a ter mais irritabilidade e podem, com frequ\u00eancia maior, apresentar conflitos no conv\u00edvio familiar e social\u201d, explica a psiquiatra da inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, Maria Aparecida Nunes Fontana.<\/p>\n<p>Saber se uma crian\u00e7a ou adolescente est\u00e1 com depress\u00e3o ou somente triste n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil, visto que n\u00e3o h\u00e1 um exame que possa ser feito para diagnosticar a doen\u00e7a. Assim, observar as crian\u00e7as para saber quando procurar ajuda \u00e9 essencial e, neste momento, contar com a ajuda da escola pode fazer toda diferen\u00e7a.\u00a0 \u201cA escola \u00e9 certamente a maior parceira da fam\u00edlia neste processo. Dentro de sua rotina, ela oferece in\u00fameras possibilidades de viv\u00eancias que acabam oportunizando esta percep\u00e7\u00e3o, nem sempre clara, para as fam\u00edlias&#8221;, explica Maria Aparecida.<\/p>\n<p>&#8220;A escola \u00e9 o local onde o aluno exercita a socializa\u00e7\u00e3o de forma mais intensa, principalmente com crian\u00e7as da mesma idade, pois muitas vezes convive apenas com adultos em sua vida familiar. A escola exerce, ent\u00e3o, um papel muito importante de observa\u00e7\u00e3o, e precisa trazer esse tema para as fam\u00edlias de forma a orientar e alertar para sinais que muitas vezes passam despercebidos\u201d, esclarece Miriam Lourdes Zanatta, diretora do Col\u00e9gio Positivo Joinville, em Santa Catarina. Em abril, o Col\u00e9gio convidou a psiquiatra Maria Aparecida Nunes Fontana para debater o tema durante a primeira edi\u00e7\u00e3o do Papo em Fam\u00edlia &#8211; encontro que ser\u00e1 realizado mensalmente com pais e especialistas para discutir temas relevantes ao universo escolar e social.<\/p>\n<p>Se o diagn\u00f3stico da depress\u00e3o nem sempre \u00e9 f\u00e1cil, os gatilhos, por sua vez, costumam se repetir. Segundo Maria Aparecida, ter hist\u00f3ria familiar de depress\u00e3o, usar excessivamente a internet, sofrer bullying, uso de drogas, bem como conflitos familiares e div\u00f3rcio dos pais s\u00e3o fatores que aumentam o risco do desenvolvimento de uma depress\u00e3o na inf\u00e2ncia. Crian\u00e7as e adolescentes diagnosticadas com a doen\u00e7a podem ter graves complica\u00e7\u00f5es ao se tornarem adultos depressivos. &#8220;Eles correm mais risco de desenvolver problemas como alcoolismo, uso abusivo de outras drogas e ansiedade&#8221;, alerta a psiquiatra.<\/p>\n<p>Dessa forma, cuidar para que os pequenos vivam em ambientes saud\u00e1veis pode ajudar a depress\u00e3o a passar bem longe das crian\u00e7as. Contudo, se mesmo assim, a crian\u00e7a vir a sofrer deste mal, saiba que depress\u00e3o tem tratamento e, com paci\u00eancia e acompanhamento adequado, \u00e9 poss\u00edvel recuperar a alegria e a qualidade de vida. \u201cNa presen\u00e7a de depress\u00e3o deve ser avaliado o grau: (leve, moderado, grave) e os fatores (se houveram) que funcionaram como gatilho. Num quadro mais leve, pode-se optar por atendimento psicol\u00f3gico ou, dependendo da gravidade, al\u00e9m da terapia, associar uso de antidepressivos\u201d, diz a psiquiatra.<\/p>\n<p>Vale lembrar que o n\u00e3o tratamento da depress\u00e3o pode agravar os sintomas e, em alguns casos, fazer com que crian\u00e7as e adolescentes adquiram at\u00e9 ideias suicidas. Portanto, \u00e9 importante ficar atento aos sintomas abaixo:<\/p>\n<p>\u00b7 humor deprimido; \u00b7 irritabilidade; \u00b7 medos; \u00b7 queda no rendimento escolar; \u00b7 perda do interesse na maioria das atividades ou incapacidade de sentir prazer nelas; \u00b7 dificuldade de racioc\u00ednio ou de concentra\u00e7\u00e3o; \u00b7 falta ou excesso de apetite; \u00b7 diminui\u00e7\u00e3o ou aumento das necessidades de sono; \u00b7 ideias de culpa ou excessiva desvaloriza\u00e7\u00e3o de si mesmo; \u00b7 diminui\u00e7\u00e3o da atividade psicomotora; \u00b7 sensa\u00e7\u00e3o de falta de energia; \u00b7 aumento da sensibilidade; \u00b7 ansiedade; \u00b7 baixa autoestima; \u00b7 sentimentos de culpa; \u00b7 sentimento de rejei\u00e7\u00e3o; \u00b7 isolamento; \u00b7 abandono de atividades que lhe agradavam at\u00e9 ent\u00e3o; \u00b7 comportamentos de extrema obedi\u00eancia ou submiss\u00e3o; \u00b7 descuido pessoal e corporal; \u00b7 olhar muito tempo para o ch\u00e3o ou permanecer com postura arqueada; \u00b7 fala mon\u00f3tona ou devagar, com aus\u00eancia de express\u00e3o e respostas monossil\u00e1bicas; \u00b7 hipocondria; \u00b7 ideias de morte ou suic\u00eddio ou tentativas de suic\u00eddio.<\/p>\n<p>Se a crian\u00e7a apresentar pelo menos cinco dos sintomas citados em um per\u00edodo de pelo menos duas semanas, os respons\u00e1veis devem procurar um psiquiatra infantil, que poder\u00e1 definir o diagn\u00f3stico com precis\u00e3o ap\u00f3s descartar outras condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas capazes de provocar sinais semelhantes. Mas \u00e9 importante ressaltar que os sintomas nem sempre s\u00e3o aparentes, pois crian\u00e7as tendem a ter mais dificuldade de falar sobre o que sentem, o que torna mais dif\u00edcil o diagn\u00f3stico precoce. &#8220;Por isso, \u00e9 sempre bom procurar a escola e ver o que os educadores t\u00eam a dizer&#8221;, ressalta Maria Aparecida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falta de concentra\u00e7\u00e3o, sonol\u00eancia, irritabilidade e isolamento podem ser mais facilmente identificados por educadores e indicam alerta aos pais Altera\u00e7\u00f5es no humor, tristeza, des\u00e2nimo, choro f\u00e1cil, mudan\u00e7as no apetite, perda<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":87512,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[150],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87509"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=87509"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87509\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":87513,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87509\/revisions\/87513"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/87512"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=87509"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=87509"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=87509"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}