{"id":87770,"date":"2019-05-24T09:26:31","date_gmt":"2019-05-24T12:26:31","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=87770"},"modified":"2019-05-27T08:51:26","modified_gmt":"2019-05-27T11:51:26","slug":"ranking-estadual-violencia-contra-a-mulher-em-pelotas-tem-sinal-de-alerta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/ranking-estadual-violencia-contra-a-mulher-em-pelotas-tem-sinal-de-alerta\/","title":{"rendered":"RANKING ESTADUAL  : Viol\u00eancia contra a mulher em Pelotas tem sinal de alerta"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Boletim t\u00e9cnico do Grupo Interdisciplinar de Estudos Criminais Penitenci\u00e1rios da UCPel, informa que o munic\u00edpio ocupa a 5\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking das cidades mais violentas para mulheres no Rio Grande do Sul. Em quatro meses, foram registrados 8 estupros e 230 casos de les\u00f5es corporais<\/strong><\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, Pelotas ocupa a quinta posi\u00e7\u00e3o no ranking das cidades mais violentas para mulheres, no per\u00edodo de janeiro a abril de 2019.<\/p>\n<p>Segundo boletim t\u00e9cnico, coordenado pelo Grupo Interdisciplinar de Estudos Criminais-Penitenci\u00e1rios da Universidade Cat\u00f3lica de Pelotas (GITEP\/UCPel), o funcionamento 24 horas da Delegacia Especializada no Atendimento \u00e0 Mulher (DEAM)e a qualifica\u00e7\u00e3o das equipes e do atendimento policial s\u00e3o atitudes indispens\u00e1veis para o enfrentamento da quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dados divulgados pela Secretaria Estadual de Seguran\u00e7a P\u00fablica mostram que, nos primeiros quatro meses do ano, Pelotas registrou 8 estupros e 230 casos de les\u00e3o corporal contra mulheres, ficando entre as cinco mais violentas do Estado. J\u00e1 amea\u00e7as, 336 foram registradas e Pelotas consta no s\u00e9timo lugar do ranking.<\/p>\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o do feminic\u00eddio, os dados sugerem uma tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o na viol\u00eancia contra a mulher na cidade em 2018. Mas, conforme alerta o coordenador do GITEP, professor Luiz Ant\u00f4nio Bogo Chies, a gravidade da situa\u00e7\u00e3o \u00e9 constatada quando as taxas s\u00e3o analisadas na propor\u00e7\u00e3o de 100 mil mulheres. \u201cIsso exige que se mantenha uma posi\u00e7\u00e3o de urgente aten\u00e7\u00e3o\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Em 2018, a taxa brasileira de mulheres mortas foi de quatro para cada 100 mil, conforme dados divulgados pelo F\u00f3rum Brasileiro da Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP). Pelotas, no mesmo ano, registrou um n\u00famero significativo, 3,8. Em rela\u00e7\u00e3o aos estupros, o dado divulgado pelo FBSP para o ano de 2016 \u00e9 de 24 para cada 100 mil mulheres. Em Pelotas, as taxas referentes a esta modalidade de viol\u00eancia demonstram tend\u00eancia de aumento acima da m\u00e9dia nacional. De 23 em 2016, para 28, em 2018.<\/p>\n<p>De acordo com o GITEP, uma das medidas imediatas para o enfrentamento da quest\u00e3o \u00e9 a disponibilidade de 24 horas da DEAM. Inclusive, essa tem sido uma pauta recorrente dos movimentos sociais e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM). Qualificar as equipes que lidam diretamente com os casos tamb\u00e9m \u00e9 apontado como uma a\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessas, outras iniciativas s\u00e3o debatidas pelo Observat\u00f3rio da Mulher contra a Viol\u00eancia, trabalho realizado em parceria com o Instituto de Pesquisa DataSenado, a fim de tornar as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento mais efetivas. De acordo com o boletim t\u00e9cnico, \u00e9 poss\u00edvel verificar a import\u00e2ncia de uma atua\u00e7\u00e3o multisetorial e integrada entre institui\u00e7\u00f5es e os poderes executivo, judici\u00e1rio e legislativo.<\/p>\n<p>Assegurar a agilidade na concess\u00e3o de medidas protetivas e monitorar a efic\u00e1cia do cumprimento das mesmas est\u00e3o entre as iniciativas apontadas no estudo. Al\u00e9m disso, oferecer atendimento psicossocial para a mulher, filhos e autor da viol\u00eancia; buscar modelos de interven\u00e7\u00e3o alternativos, cuja aplica\u00e7\u00e3o seja mais vi\u00e1vel em pequenas municipalidades; e encaminhar o processo civil em conjunto com o processo criminal constam nas diretrizes.<\/p>\n<div id=\"attachment_87772\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-87772\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-87772\" alt=\"O munic\u00edpio ocupa a 5\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking das cidades mais violentas para mulheres no Rio Grande do Sul. 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Conforme o GITEP, a quest\u00e3o da viol\u00eancia contra as mulheres foi pauta principal de reuni\u00e3o realizada pelo Gabinete de Gest\u00e3o Integrada (GGI), em parceria com o COMDIM. Estudos mais detalhados est\u00e3o sendo encaminhados pelo Observat\u00f3rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica de Pelotas, a fim de subsidiar a\u00e7\u00f5es de enfrentamento e preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boletim t\u00e9cnico do Grupo Interdisciplinar de Estudos Criminais Penitenci\u00e1rios da UCPel, informa que o munic\u00edpio ocupa a 5\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking das cidades mais violentas para mulheres no Rio Grande<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":87771,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[149],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87770"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=87770"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87770\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":87773,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87770\/revisions\/87773"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/87771"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=87770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=87770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=87770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}