{"id":88379,"date":"2019-06-11T08:30:33","date_gmt":"2019-06-11T11:30:33","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=88379"},"modified":"2019-06-11T08:30:33","modified_gmt":"2019-06-11T11:30:33","slug":"area-para-repouso-leoes-marinhos-tem-ocupado-areas-centrais-de-rio-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/area-para-repouso-leoes-marinhos-tem-ocupado-areas-centrais-de-rio-grande\/","title":{"rendered":"\u00c1REA PARA REPOUSO : Le\u00f5es-marinhos t\u00eam ocupado \u00e1reas centrais de Rio Grande"},"content":{"rendered":"<p>Na regi\u00e3o central do Munic\u00edpio de Rio Grande &#8211; mais precisamente nas proximidades do Mercado P\u00fablico, do Porto Velho e da hidrovi\u00e1ria &#8211; tem ocorrido a presen\u00e7a de le\u00f5es-marinhos, que\u00a0utilizam a \u00e1rea para repouso. O Projeto Pin\u00edpedes do Sul,\u00a0<b>patrocinado pela Petrobras<\/b>, tem monitorado a atividade desses animais, mam\u00edferos marinhos adaptados a vida aqu\u00e1tica e terrestre e pertencentes ao grupo dos Pin\u00edpedes.<\/p>\n<p>Esses esp\u00e9cimes tamb\u00e9m s\u00e3o registrados, com mais frequ\u00eancia, na extremidade do Molhe do Leste, localizado na cidade de S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte. Com o objetivo de proteger os le\u00f5es e lobos-marinhos, foi criada em 1996 neste local uma Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o: o Ref\u00fagio de Vida Silvestre do Molhe Leste.<\/p>\n<p>Por n\u00e3o serem animais dom\u00e9sticos, orienta-se a comunidade a manter dist\u00e2ncia dos animais. Quem encontrar algum exemplar ferido ou debilitado, pode entrar em contrato com o N\u00facleo de Educa\u00e7\u00e3o e Monitoramento Ambiental (NEMA) por meio do telefone 3236-2420 ou com o Centro de Recupera\u00e7\u00e3o de Animais Marinhos (CRAM\/FURG) da Universidade Federal do Rio Grande (3231-3496), para que se possa registrar a ocorr\u00eancia.\u00a0Os profissionais destas institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o capacitados para lidar com qualquer tipo de situa\u00e7\u00e3o relacionada a animais marinhos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a comunidade n\u00e3o deve alimentar estes animais, que utilizam locais estrat\u00e9gicos para buscar seu alimento com o m\u00ednimo de gasto de energia poss\u00edvel. Tamb\u00e9m \u00e9 importante n\u00e3o colocar lixo pr\u00f3ximo aos seus locais de ocorr\u00eancia, pois o res\u00edduo pode ser confundido com alimento.\u00a0\u00a0Por fim, animais dom\u00e9sticos, como cachorros e gatos, devem ser afastados dos le\u00f5es marinhos, pois o contato entre animais dom\u00e9sticos e silvestres pode trazer consequ\u00eancias negativas para ambos.<\/p>\n<div id=\"attachment_88380\" style=\"width: 234px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-88380\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-88380\" alt=\"A comunidade n\u00e3o deve alimentar estes animais, que utilizam locais estrat\u00e9gicos para buscar seu alimento com o m\u00ednimo de gasto de energia poss\u00edvel\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/leoes-marinhos-02-224x300.jpg\" width=\"224\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/leoes-marinhos-02-224x300.jpg 224w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/leoes-marinhos-02-112x150.jpg 112w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/leoes-marinhos-02.jpg 449w\" sizes=\"(max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><p id=\"caption-attachment-88380\" class=\"wp-caption-text\">A comunidade n\u00e3o deve alimentar estes animais, que utilizam locais estrat\u00e9gicos para buscar seu alimento com o m\u00ednimo de gasto de energia poss\u00edvel<\/p><\/div>\n<p>Quem encontrar exemplares de le\u00f5es marinhos pode aproveitar a oportunidade para apreciar a sua beleza e a impon\u00eancia. O le\u00e3o marinho est\u00e1 ligado diretamente a caracter\u00edsticas do Rio Grande do Sul, como o frio (que o atrai para os dois Ref\u00fagios de Vida Silvestre presentes em nosso estado) e o pescado (seu principal alimento, relacionado \u00e0 ind\u00fastria pesqueira ga\u00facha).<\/p>\n<p><b>ENTENDA:<\/b><\/p>\n<p>O le\u00e3o-marinho-do-sul (<i>Otaria flavescens<\/i>) pode ser encontrado na regi\u00e3o costeira da Am\u00e9rica do Sul, entre o sul do Brasil e o Peru. A popula\u00e7\u00e3o desta esp\u00e9cie no Oceano Atl\u00e2ntico est\u00e1 estimada em 91.000 indiv\u00edduos, e possui 6 col\u00f4nias reprodutivas no Uruguai e 70 na Argentina. A estimativa \u00e9 que haja uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 15 mil exemplares de le\u00f5es marinhos no Uruguai e 96.000 na Argentina. No Rio Grande do Sul, a esp\u00e9cie pode ser avistada principalmente nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o dos Ref\u00fagios de Vida Silvestre (REVIS) do Molhe Leste (S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte\/RS) e Ilha dos Lobos (Torres\/RS). Estes locais s\u00e3o os \u00fanicos no Brasil, onde h\u00e1 ocorr\u00eancia de forma frequente de pin\u00edpedes, como comprovam dados apurados em tr\u00eas d\u00e9cadas de monitoramentos realizados pelo NEMA.<br \/>\nEsta esp\u00e9cie \u00e9 caracterizada por um corpo robusto, uma juba ao redor da face, e focinho curto e largo. Possuem uma camada de pelos de colora\u00e7\u00e3o marrom, variando de marrom dourado (filhotes e f\u00eameas) a marrom escuro-quase preto (machos). J\u00e1 foram registrados animais que atingiram 20 anos de idade. Os maiores exemplares observados chegaram a 2,7 m de comprimento e 350 quilos (machos) e 2 m e 140 quilos (f\u00eameas). Sua alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 composta por diversas esp\u00e9cies de peixes, e seus predadores s\u00e3o orcas e tubar\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na regi\u00e3o central do Munic\u00edpio de Rio Grande &#8211; mais precisamente nas proximidades do Mercado P\u00fablico, do Porto Velho e da hidrovi\u00e1ria &#8211; tem ocorrido a presen\u00e7a de le\u00f5es-marinhos, que\u00a0utilizam<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":88380,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,27],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88379"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88379"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88379\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88382,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88379\/revisions\/88382"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88380"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}