{"id":92932,"date":"2019-10-17T08:36:23","date_gmt":"2019-10-17T11:36:23","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=92932"},"modified":"2019-10-17T08:36:23","modified_gmt":"2019-10-17T11:36:23","slug":"pesquisa-da-ucpel-revela-que-lei-do-acompanhante-de-parto-nao-e-respeitada-integralmente-em-pelotas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/pesquisa-da-ucpel-revela-que-lei-do-acompanhante-de-parto-nao-e-respeitada-integralmente-em-pelotas\/","title":{"rendered":"Pesquisa da UCPel revela que lei do acompanhante de parto n\u00e3o \u00e9 respeitada integralmente em Pelotas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Em Pelotas, mulheres com menor escolaridade e submetidas a uma ces\u00e1rea est\u00e3o mais propensas a n\u00e3o contar com a presen\u00e7a de um acompanhante durante o parto. A pesquisa desenvolvida no Mestrado Profissional em Sa\u00fade da Mulher, Crian\u00e7a e Adolescente da Universidade Cat\u00f3lica de Pelotas (MPSMCA\/UCPel) ainda apontou para o n\u00e3o cumprimento, em 21,3% dos casos, da lei que garante esse direito.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A disserta\u00e7\u00e3o de mestrado da terapeuta ocupacional, Caroline Bender de Quadros, analisou os dados obtidos junto a 253 parturientes da regi\u00e3o de Pelotas. Por meio de um question\u00e1rio, foram abordadas quest\u00f5es referentes ao acompanhamento no parto, fatores socioecon\u00f4micos (idade, classe socioecon\u00f4micas, escolaridade e viver ou n\u00e3o com o companheiro) e caracter\u00edsticas do parto.<\/p>\n<div id=\"attachment_92933\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-92933\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-92933\" alt=\"A disserta\u00e7\u00e3o da terapeuta ocupacional, Caroline Quadros, mostrou que 21,3% das mulheres n\u00e3o tiveram o direito garantido. \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/parto-300x183.jpg\" width=\"300\" height=\"183\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/parto-300x183.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/parto-150x91.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/parto.jpg 774w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-92933\" class=\"wp-caption-text\">A disserta\u00e7\u00e3o da terapeuta ocupacional, Caroline Quadros, mostrou que 21,3% das mulheres n\u00e3o tiveram o direito garantido.<\/p><\/div>\n<p>Das vari\u00e1veis analisadas, o tipo de parto e a escolaridade apresentaram dados significativos. Entre as mulheres submetidas a ces\u00e1reas, 26,9% n\u00e3o contaram com acompanhantes de parto. J\u00e1 o percentual entre as m\u00e3es com menos de sete anos de estudo, foi de 37,5%. Para as demais vari\u00e1veis, as participantes que realizaram pr\u00e9-natal no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) (25,4%) e frequentam as classes D e E (39,4%) foram as mais suscet\u00edveis a aus\u00eancia do acompanhante.<\/p>\n<p>De acordo com Caroline, esses dados demonstram que as pessoas com menores \u00edndices educativos e de classes econ\u00f4micas mais baixas obt\u00eam menos informa\u00e7\u00f5es durante o pr\u00e9-natal. Al\u00e9m disso, elas podem ser mais vulner\u00e1veis quanto \u00e0 exig\u00eancia do acompanhante. \u201c\u00c9 imprescind\u00edvel que desde o in\u00edcio da gesta\u00e7\u00e3o sejam realizadas a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o em sa\u00fade, para que as mulheres conhe\u00e7am seus direitos e usufruam dos benef\u00edcios dessa pr\u00e1tica\u201d, enfatiza a autora do trabalho.<\/p>\n<p>Apesar da lei j\u00e1 existir desde 2005, ainda existem exce\u00e7\u00f5es, conforme revelou a disserta\u00e7\u00e3o. Em 21,3% dos casos esse direito n\u00e3o foi respeitado, sendo que 83% dessas mulheres relataram a vontade de ter tido acompanhamento. J\u00e1 entre as parturientes que contaram com a companhia de um familiar ou conhecido (79%), a maioria afirmou que o fato contribuiu para um parto melhor e mais calmo.<\/p>\n<p>Tais benef\u00edcios j\u00e1 s\u00e3o reconhecidos em alguns pa\u00edses desenvolvidos, que veem a presen\u00e7a do acompanhante como algo natural. Segundo Caroline, estudos mostram que esse apoio fornece \u00e0 mulher seguran\u00e7a, motiva\u00e7\u00e3o e suporte emocional, reduzindo o uso de medica\u00e7\u00f5es para aliviar a dor e o \u00edndice de cesarianas e episiotomias. A indica\u00e7\u00e3o consta, inclusive, na lista de recomenda\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) para uma experi\u00eancia positiva de parto.<\/p>\n<p>Segundo o orientador do trabalho, professor Ricardo Pinheiro, tanto o acompanhamento quanto a sequencia do parto refletem tamb\u00e9m no desenvolvimento da crian\u00e7a e na rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e\/beb\u00ea. \u201dIsso possibilita a forma\u00e7\u00e3o precoce de v\u00ednculo entre o casal e o rec\u00e9m-nascido, caso o acompanhante seja o pai\u201d, complementa o professor.<\/p>\n<p><b>DADOS ESTADUAIS E NACIONAIS<\/b><\/p>\n<p>A pesquisa Nascer no Brasil revelou que, no territ\u00f3rio brasileiro, a presen\u00e7a do acompanhante ainda n\u00e3o \u00e9 integral. Das 23.879 mulheres entrevistadas, apenas 18,6% contaram com a companhia cont\u00ednua de um familiar ou conhecido escolhido por elas. J\u00e1 na capital do Rio Grande do Sul, essa estat\u00edstica \u00e9 menor. A aus\u00eancia do acompanhante foi observada em apenas 9,4% dos casos.<\/p>\n<p>Segundo a terapeuta ocupacional, \u00e9 necess\u00e1ria fiscaliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis nas institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, vinculadas ao SUS ou da rede privada. Com isso, Caroline acredita que esse direito da mulher possa ser respeitado, possibilitando que a m\u00e3e e o rec\u00e9m-nascido usufruam dos benef\u00edcios dessa pr\u00e1tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Pelotas, mulheres com menor escolaridade e submetidas a uma ces\u00e1rea est\u00e3o mais propensas a n\u00e3o contar com a presen\u00e7a de um acompanhante durante o parto. 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