{"id":93492,"date":"2019-11-01T17:03:45","date_gmt":"2019-11-01T20:03:45","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=93492"},"modified":"2019-11-01T17:03:45","modified_gmt":"2019-11-01T20:03:45","slug":"feira-do-livro-o-suspense-ficcional-na-realidade-da-escravidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/feira-do-livro-o-suspense-ficcional-na-realidade-da-escravidao\/","title":{"rendered":"FEIRA DO LIVRO: O suspense ficcional na realidade da escravid\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><em><b>S\u00e1bado \u00e0s 19h, Eliana Alves Cruz autografar\u00e1 \u201cO crime do Cais do Valongo\u201d.\u00a0\u00a0<\/b><b>Jornalista e escritora mistura fic\u00e7\u00e3o e realidade<\/b><\/em><\/h2>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/em><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<div id=\"attachment_93494\" style=\"width: 239px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/feira-do-livro-eliana-cais-do-valongo-2.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"FEIRA DO LIVRO: O suspense ficcional na realidade da escravid\u00e3o\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-93494\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-93494 \" alt=\"Romance hist\u00f3rico-policial lan\u00e7ado ano passado \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/feira-do-livro-eliana-cais-do-valongo-2.jpg\" width=\"229\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/feira-do-livro-eliana-cais-do-valongo-2.jpg 381w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/feira-do-livro-eliana-cais-do-valongo-2-95x150.jpg 95w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/feira-do-livro-eliana-cais-do-valongo-2-190x300.jpg 190w\" sizes=\"(max-width: 229px) 100vw, 229px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-93494\" class=\"wp-caption-text\">Romance hist\u00f3rico-policial lan\u00e7ado ano passado<\/p><\/div>\n<p><b>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b>Entre 1811 e 1831, em torno de um milh\u00e3o de africanos desembarcaram no cais do Valongo no Rio de Janeiro. O espa\u00e7o era separado do cotidiano da corte, e foi a porta de entrada para milh\u00f5es de escravizados. No local estavam os armaz\u00e9ns, nos quais os comerciantes negociavam as vidas negras. E o Valongo tamb\u00e9m ficou marcado como espa\u00e7o de torturas, e morte daqueles que n\u00e3o resistiam \u00e0s prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es da travessia no oceano. Redescoberto durante obras na regi\u00e3o portu\u00e1ria do Rio de Janeiro, Valongo em 2017 foi reconhecido como Patrim\u00f4nio da Humanidade. Al\u00e9m do intenso apelo simb\u00f3lico que representa, tamb\u00e9m agu\u00e7ou a imagina\u00e7\u00e3o de uma carioca. A jornalista e escritora Eliana Alves Cruz, ambientou seu segundo romance no cais do Valongo. A obra, lan\u00e7ada ano passado, \u00e9 uma mistura de fic\u00e7\u00e3o e realidade, pois ela parte de not\u00edcias na imprensa do s\u00e9culo 19, para criar ficcionalmente acerca de um crime. Trata-se do assassinato do comerciante Bernardo Louren\u00e7o Viana, que foi encontrado morto. O epis\u00f3dio, que \u00e9 narrado pelo mesti\u00e7o Nuno e a negra Muana, perpassa o romance que inicia em Mo\u00e7ambique e chega ao Rio de Janeiro. E o livro \u201cO crime do Cais do Valongo\u201d ser\u00e1 lan\u00e7ado amanh\u00e3 na 47\u00aa Feira do Livro de Pelotas. \u00c0s 19h, Eliana Alves Cruz estar\u00e1 autografando na Pra\u00e7a Cel. Pedro Os\u00f3rio.<\/p>\n<p><b>ESCRAVID\u00c3O<\/b> \u2013 Conselheira de cultura do Rio de Janeiro, na modalidade literatura, Eliana Cruz \u00e9 formada em jornalismo na Universidade da Cidade, e tem especializa\u00e7\u00e3o em comunica\u00e7\u00e3o empresarial na C\u00e2ndido Mendes. Profissionalmente, teve oportunidade de visitar diferentes pa\u00edses. Recentemente, no entanto, permitiu-se a um antigo projeto, a cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. No romance hist\u00f3rico-policial, conforme explica, tanto est\u00e1 o sofrimento da escravid\u00e3o, em especial num local que marcou a chegada de milhares de africanos, quanto evoca o protagonismo negro, e procura demarcar mais uma contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 reflex\u00e3o e anseio por dignidade. Com nuances de realismo fant\u00e1stico, a escrita baseou-se em fatos divulgados nas publica\u00e7\u00f5es Gazeta de Not\u00edcias e Jornal do Commercio. A partir de epis\u00f3dio real, a autora criou uma trama na qual o suspense \u00e9 a t\u00f4nica. Uma forma de falar sobre uma mem\u00f3ria que n\u00e3o pode ser esquecida, e deve ser refletida para instigar conviv\u00eancia igualit\u00e1ria.<\/p>\n<div id=\"attachment_93495\" style=\"width: 254px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/feira-do-livro-eliana-agua-de-barrela.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"FEIRA DO LIVRO: O suspense ficcional na realidade da escravid\u00e3o\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-93495\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-93495 \" alt=\"Obra recebeu o Pr\u00eamio Oliveira Silveira da Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/feira-do-livro-eliana-agua-de-barrela.jpg\" width=\"244\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/feira-do-livro-eliana-agua-de-barrela.jpg 407w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/feira-do-livro-eliana-agua-de-barrela-101x150.jpg 101w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/feira-do-livro-eliana-agua-de-barrela-203x300.jpg 203w\" sizes=\"(max-width: 244px) 100vw, 244px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-93495\" class=\"wp-caption-text\">Obra recebeu o Pr\u00eamio Oliveira Silveira da Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares<\/p><\/div>\n<p><b>BARRELA<\/b> \u00e9 alvejante usado pelas lavadeiras, mulheres negras que, durante gera\u00e7\u00f5es, sustentaram suas fam\u00edlias limpando as roupas dos brancos. Em 2015, o romance \u201c\u00c1gua de Barrela\u201d recebeu o Pr\u00eamio Oliveira Silveira da Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares. Para o livro, Eliana tinha como desafio a trajet\u00f3ria de sua fam\u00edlia. Por\u00e9m, como acontece com muitas das fam\u00edlias negras, devido \u00e0 di\u00e1spora africana, alguns elos s\u00e3o interrompidos. Ela, no entanto, ressalta que teve o depoimento de uma tia av\u00f3, quase centen\u00e1ria, que n\u00e3o se intimidou e contou diversos epis\u00f3dios. Assim, mesclando oralidade e base historiogr\u00e1fica, a escritora criou seu romance de estreia. Ela acrescenta: \u201cO romance se passa na cidade baiana de Cachoeira e os personagens s\u00e3o um menino e uma menina negra, embarcados como escravos no S\u00e9culo 19, da \u00c1frica para o Brasil. A hist\u00f3ria vai atravessando as d\u00e9cadas at\u00e9 os dias de hoje, tendo como pano de fundo momentos hist\u00f3ricos ocorridos no Pa\u00eds. O processo para o livro iniciou quando decidi registrar as hist\u00f3rias de uma tia av\u00f3, cujos relatos demonstravam a exist\u00eancia de uma forte conviv\u00eancia entre uma fam\u00edlia de abastados, a Princesa Isabel e Dom Pedro II, e a nossa fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e1bado \u00e0s 19h, Eliana Alves Cruz autografar\u00e1 \u201cO crime do Cais do Valongo\u201d.\u00a0\u00a0Jornalista e escritora mistura fic\u00e7\u00e3o e realidade Por Carlos Cogoy \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Entre 1811 e 1831, em torno<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":93493,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93492"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93492"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93492\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93496,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93492\/revisions\/93496"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93493"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93492"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93492"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93492"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}