{"id":93944,"date":"2019-11-18T09:01:19","date_gmt":"2019-11-18T12:01:19","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=93944"},"modified":"2019-11-20T08:45:15","modified_gmt":"2019-11-20T11:45:15","slug":"credibilidade-de-vacinas-e-menor-entre-homens-e-jovens-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/credibilidade-de-vacinas-e-menor-entre-homens-e-jovens-diz-pesquisa\/","title":{"rendered":"Credibilidade de vacinas \u00e9 menor entre homens e jovens, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b><i>Camada mais pobre, com renda at\u00e9 1 sal\u00e1rio, \u00e9 a que confia mais<\/i><\/b><\/p>\n<p>Uma pesquisa feita pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Avaaz, em parceria com a Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm), mostra que a credibilidade das vacinas \u00e9 menor entre homens e jovens de 16 a 24 anos. O estudo mapeou o impacto das\u00a0<em>fake news<\/em>\u00a0em vacinas e contou com um question\u00e1rio domiciliar em que o Ibope ouviu 2.002 pessoas entre 19 e 22 de setembro deste ano, em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, 54% dos brasileiros consideram as vacinas totalmente seguras, e 31% avaliam que elas s\u00e3o parcialmente seguras. Para 8%, elas s\u00e3o parcialmente inseguras, e 6% responderam que elas s\u00e3o totalmente inseguras. A soma dos tr\u00eas \u00faltimos grupos mostra que 45% dos brasileiros t\u00eam algum grau de inseguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vacinas. Um percentual de 2% n\u00e3o respondeu ou n\u00e3o soube opinar.<\/p>\n<div id=\"attachment_81172\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-81172\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-81172\" alt=\"Camada mais pobre, com renda at\u00e9 1 sal\u00e1rio, \u00e9 a que confia mais\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/vacina-gripe-300x221.jpg\" width=\"300\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/vacina-gripe-300x221.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/vacina-gripe-150x110.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/vacina-gripe.jpg 583w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-81172\" class=\"wp-caption-text\">Camada mais pobre, com renda at\u00e9 1 sal\u00e1rio, \u00e9 a que confia mais<\/p><\/div>\n<p>Entre os homens, cai para 49% o percentual dos que consideram as vacinas totalmente seguras, e os outros tr\u00eas grupos somam 48%. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 faixa et\u00e1ria, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais preocupante entre os jovens de 16 a 24 anos, j\u00e1 que 45% veem as vacinas como totalmente seguras e 53% t\u00eam algum n\u00edvel de inseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>As pessoas com ensino m\u00e9dio se mostraram menos seguras sobre as vacinas do que aqueles com n\u00edvel fundamental completo ou incompleto, sendo este \u00faltimo grupo o que d\u00e1 maior credibilidade \u00e0s imuniza\u00e7\u00f5es (61%). Segundo a pesquisa, metade das pessoas que pararam de estudar ao concluir o ensino m\u00e9dio t\u00eam inseguran\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o, enquanto para quem tem n\u00edvel superior esse percentual cai para 43%.<\/p>\n<p>Assim como nos n\u00edveis de escolaridade, a camada mais pobre da popula\u00e7\u00e3o, com renda de at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo, \u00e9 a que confia mais nas vacinas.\u00a0O resultado se repete entre as classes D e E, que superam a A, a B e a C no percentual que avaliou as vacinas como totalmente seguras. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es, Juarez Cunha, os dados de renda, classe social e escolaridade mostram que a popula\u00e7\u00e3o mais pobre est\u00e1 menos impactada pelas\u00a0<em>fake news<\/em>\u00a0por consumir mais as informa\u00e7\u00f5es da m\u00eddia tradicional, utilizar mais os servi\u00e7os do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) e ter menos acesso \u00e0s redes sociais.<\/p>\n<p>&#8220;Elas s\u00e3o bastante impactadas pelas m\u00eddias tradicionais, mesmo sendo popula\u00e7\u00f5es mais carentes. E tem a a\u00e7\u00e3o do SUS. S\u00e3o pessoas que s\u00e3o usu\u00e1rias do SUS. E quando elas conseguem acessar o sistema, os profissionais de sa\u00fade se tornam muito importantes na informa\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Outro dado trazido pela pesquisa \u00e9 que os evang\u00e9licos d\u00e3o menor credibilidade \u00e0s vacinas que os cat\u00f3licos e as pessoas que se declararam de outras religi\u00f5es. Enquanto 60% dos cat\u00f3licos e 49% do terceiro grupo consideram as vacinas totalmente seguras, esse percentual cai para 44% no caso dos evang\u00e9licos, o menor percentual entre todos os recortes populacionais.<\/p>\n<h2><b>Fake News<\/b><\/h2>\n<p>O question\u00e1rio mostra que 61% dos entrevistados j\u00e1 receberam mensagens negativas sobre vacinas nas redes sociais, sendo que 9% disseram que essas mensagens chegam todos os dias ou quase todos os dias.<\/p>\n<p>Entre as pessoas que declararam considerar as vacinas parcialmente inseguras, 72% disseram ter recebido not\u00edcias negativas por redes sociais. E, entre os que disseram que elas s\u00e3o totalmente inseguras, esse percentual \u00e9 de 59%.<\/p>\n<p>A pesquisa revela que a m\u00eddia tradicional ainda \u00e9 a principal fonte de informa\u00e7\u00e3o sobre vacinas para a popula\u00e7\u00e3o, sendo citada por 68% dos entrevistados, que podiam apontar as tr\u00eas fontes principais de informa\u00e7\u00f5es sobre o assunto. As redes sociais ficaram em segundo lugar, com 48%, \u00e0 frente do governo (42%) e dos profissionais de sa\u00fade (41%). O presidente da SBIm acredita que a disponibilidade das redes sociais contribui para que elas tenham ultrapassado fontes oficiais.<\/p>\n<p>&#8220;A gente tem que estar dispon\u00edvel para ensinar e esclarecer da mesma forma que as pessoas que disseminam essas inverdades est\u00e3o. A gente tem que encontrar tempo, disponibilidade e uma linguagem pra isso&#8221;, diz ele, que reconhece que redes sociais como o Whatsapp favorecem a cria\u00e7\u00e3o de &#8220;guetos&#8221;, onde informa\u00e7\u00f5es que desmintam\u00a0<em>fake news<\/em>\u00a0dificilmente conseguem penetrar. &#8220;\u00c9 importante a gente ter a parceria com as plataformas [de redes sociais]&#8221;.<\/p>\n<p>Para a coordenadora de campanhas do Avaaz no Brasil, Nana Queiroz, o pa\u00eds vive uma epidemia de desinforma\u00e7\u00e3o que precisa ser combatida por diferentes esferas de governo, sociedades m\u00e9dicas e tamb\u00e9m pelas plataformas de redes sociais, como o Facebook, o YouTube, o Instagram e o Whatsapp. &#8220;Nesse caso, o rem\u00e9dio \u00e9 que as plataformas mostrem corre\u00e7\u00f5es (vindas de checadores de fatos independentes) a todos que foram expostos a not\u00edcias falsas. Essa estrat\u00e9gia ficou conhecida mundialmente como\u00a0<em>correct the record<\/em>\u00a0[corrigir o erro]. Ela \u00e9 pr\u00e1tica, justa e nos protege contra a censura, pois nada \u00e9 tirado do ar: apenas corrigido&#8221;.<\/p>\n<p>O Avaaz analisou ainda 30 hist\u00f3rias falsas sobre vacinas desmentidas pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e por servi\u00e7os jornal\u00edsticos de checagem de informa\u00e7\u00f5es. Esses conte\u00fados tiveram \u00a023,5 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es e 578 mil compartilhamentos no Facebook. Al\u00e9m disso, foram 2,4 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es no YouTube. Quase metade desses artigos ou v\u00eddeos foi traduzida de\u00a0<em>sites<\/em>\u00a0antivacina dos Estados Unidos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Camada mais pobre, com renda at\u00e9 1 sal\u00e1rio, \u00e9 a que confia mais Uma pesquisa feita pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Avaaz, em parceria com a Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm),<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":91578,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[150],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93944"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93944"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93944\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93946,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93944\/revisions\/93946"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91578"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}