{"id":94735,"date":"2019-12-16T18:30:39","date_gmt":"2019-12-16T21:30:39","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=94735"},"modified":"2019-12-16T18:30:39","modified_gmt":"2019-12-16T21:30:39","slug":"livro-entre-nascentes-e-poentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/livro-entre-nascentes-e-poentes\/","title":{"rendered":"LIVRO : Entre Nascentes e Poentes"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\"><b>Ter\u00e7a \u00e0s 18h, Pedro Moacyr P\u00e9rez da Silveira autografa \u201cA mem\u00f3ria \u00e9 um cavalo selvagem\u201d<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif;\">O <\/span><\/b><span style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif;\">Cavalo Selvagem conta tamb\u00e9m um pouco da vida de todos n\u00f3s, e nos vemos atrav\u00e9s do espelho, como Alice, muitas vezes esmaecendo, perdendo o tom forte da juventude, cedendo espa\u00e7o \u00e0 naturalidade da vida, que a toda hora nos cobra atitudes impetuosas, contra o arb\u00edtrio, ou em favor de uma fugaz democracia. Tudo est\u00e1 (estar\u00e1?) aqui neste livro. Mas quando o autor pensa em nos ludibriar, como sendo este o seu primeiro e derradeiro livro, ele n\u00e3o sabe que apenas abriu a porta das suas\/nossas mem\u00f3rias, e ter\u00e1 muito ainda a relatar. Trecho da apresenta\u00e7\u00e3o de Luiz Carlos Vaz, para o livro \u201cA mem\u00f3ria \u00e9 um cavalo selvagem\u201d (editora Penalux), romance de estreia do cronista e professor Pedro Moacyr P\u00e9rez da Silveira. O lan\u00e7amento acontecer\u00e1 ter\u00e7a \u00e0s 18h na Bibliotheca P\u00fablica Pelotense.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <b>OBRA<\/b> \u2013 O professor Pedro Moacyr, h\u00e1 mais de trinta anos, leciona na Faculdade de Direito. Na vida acad\u00eamica, foi procurador-geral da UFPel entre 1989 e 1992, e vice-diretor da Faculdade de Direito entre 1994 e 1998. Na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o (FaE), mestrado e doutorado sob a orienta\u00e7\u00e3o de Gomercindo Ghiggi. E a ideia do romance teve in\u00edcio durante pesquisa na FaE. O autor explica: <b>\u201c<\/b>O romance, tal como est\u00e1, foi terminado recentemente. O conte\u00fado essencial, contudo, foi escrito no ano de 2013, e originalmente esteve incorporado \u00e0 minha tese doutoral na \u00e1rea de filosofia e hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o. Era o segundo tomo. No primeiro, eu formulei uma s\u00e9rie de considera\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas sobre a ideia de extravio do indiv\u00edduo humano de um tempo hist\u00f3rico fartamente identificado como \u2018modernidade\u2019 para outro, que \u00e9 d\u00e9bil e perigosamente identificado como \u2018p\u00f3s-modernidade\u2019. Contudo, esse texto foi simultaneamente concebido por mim como uma possibilidade exclusivamente liter\u00e1ria e aut\u00f4noma, e nos \u00faltimos tempos eu trabalhei para torn\u00e1-lo completamente independente do seu prop\u00f3sito original, que era a confirma\u00e7\u00e3o. O texto \u2018A Mem\u00f3ria \u00e9 um Cavalo Selvagem\u2019 pretendeu ser um dia a confirma\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da literatura, de elabora\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas que escrevi sobre o tr\u00e2nsito, veloz e ag\u00f4nico, de um sujeito entre dois tempos onde a forma de vivermos n\u00e3o pode, sob v\u00e1rios aspectos, ser considerada a mesma\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <b><span style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif;\">LITERATURA<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif;\"> \u2013 A sugest\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o pela editora Penalux, diz o escritor, foi dica do poeta Alvaro Barcellos. Sobre a conota\u00e7\u00e3o autobiogr\u00e1fica, Pedro Moacyr menciona: \u201cSim, h\u00e1 um forte componente autobiogr\u00e1fico, mas h\u00e1 v\u00e1rias passagens inteiramente inventadas. Mesmo quando tudo parece ser fruto exclusivo do engenho criativo, dou-me conta de que estou a escrever de uma maneira que apenas me faz sair de cena mais concretamente, embora eu continue ali, quase invis\u00edvel. Mas em outros momentos, o contr\u00e1rio tamb\u00e9m ocorre, pois quando releio algumas passagens em que estive certo de que era claramente sobre mim que escrevia, me apercebo que deixei nas p\u00e1ginas uma pessoa que n\u00e3o reconhe\u00e7o como eu sendo eu. A literatura \u00e9 um pouco assim, um enlear de rastros figurativos que, distraindo o autor, o faz mentir autorizadamente. Na arte liter\u00e1ria, a desfigura\u00e7\u00e3o do real \u00e9 a grande possibilidade revolucion\u00e1ria; o que n\u00e3o deve acontecer \u00e9 o abandono do pacto com a hip\u00f3tese de encanto narrativo. Ali\u00e1s, esse \u00e9 tamb\u00e9m o grande teste que todo literato acaba realizando, pois se vai muito mal e o p\u00fablico o recusa em nome da feiura expressional, ter\u00e1 fracassado como artista. Fa\u00e7o agora meu teste, o resultado verei depois, mas em nenhum momento me desprovi da consci\u00eancia de que o sublime, mesmo n\u00e3o sendo alcan\u00e7ado por falta dos expedientes pr\u00f3prios do talento, n\u00e3o pode ser desconsiderado pelo escritor\u201d. <b><\/b><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_94736\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-94736\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-94736\" alt=\"Autor Pedro Moacyr \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/pedro-moacyr-escritor-200x300.jpg\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/pedro-moacyr-escritor-200x300.jpg 200w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/pedro-moacyr-escritor-100x150.jpg 100w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/pedro-moacyr-escritor.jpg 340w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><p id=\"caption-attachment-94736\" class=\"wp-caption-text\">Autor Pedro Moacyr<\/p><\/div>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif;\">MEM\u00d3RIA <\/span><\/b><span style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif;\">cavalga num tempo<b> <\/b>\u00edntimo. \u201cA mem\u00f3ria \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o humana cruel e salvadora, e dela fazemos uso de maneira n\u00e3o obviamente volunt\u00e1ria. Nos exerc\u00edcios de rememora\u00e7\u00f5es \u00e9 que cultivamos a possibilidade de n\u00e3o sermos fieis ao que se sucedeu, e realizamos uma esp\u00e9cie de hermen\u00eautica retroativa para revelar pessoas, coisas e fatos, quando pensamos que estamos ingenuamente apenas a lembrar do que inequivocamente se passou da forma como contamos. Lembrar \u00e9 interpretar distraidamente, penso. Por isso a vincula\u00e7\u00e3o da \u2018mem\u00f3ria\u2019 a um \u2018cavalo selvagem\u2019, que leva em conta essencialmente o ef\u00eamero, o fugidio, o que vai e volta ou que vai e pode nunca voltar, o que \u00e9 passadi\u00e7o, morredouro, passageiro, breve, mas que, apesar dessas caracter\u00edsticas, impressiona nossa sensibilidade e se aloja nalgum lugar nosso para uso futuro\u201d, diz. <b><\/b><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 NASCENTES E POENTES \u2013 <\/span><\/b><span style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif;\">O tempo e o lugar, conforme Pedro Moacyr: \u201cO romance n\u00e3o se passa entre um tempo muito evidente, mas leva em conta a d\u00e9cada de sessenta e o que veio ap\u00f3s, levando em conta um per\u00edodo de aproximadamente cinquenta anos. Passa-se em duas cidades de nomes imagin\u00e1rios, Nascentes e Poentes, que s\u00e3o met\u00e1foras a serem compreendidas com a leitura do texto, e onde o personagem vive sua inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia e maturidade\u201d.\u00a0<b><\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">LIVRO <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">Entre Nascentes e Poentes<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ter\u00e7a \u00e0s 18h, Pedro Moacyr P\u00e9rez da Silveira autografa \u201cA mem\u00f3ria \u00e9 um cavalo selvagem\u201d Por Carlos Cogoy O Cavalo Selvagem conta tamb\u00e9m um pouco da vida de todos n\u00f3s,<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":94737,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94735"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94735"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94735\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94738,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94735\/revisions\/94738"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94737"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94735"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}