{"id":98056,"date":"2020-04-23T09:26:51","date_gmt":"2020-04-23T12:26:51","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=98056"},"modified":"2020-04-23T09:26:51","modified_gmt":"2020-04-23T12:26:51","slug":"pesquisa-da-ufpel-principais-rotas-de-dispersao-do-coronavirus-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/pesquisa-da-ufpel-principais-rotas-de-dispersao-do-coronavirus-no-rs\/","title":{"rendered":"PESQUISA DA UFPEL : Principais rotas de dispers\u00e3o do Coronav\u00edrus no RS"},"content":{"rendered":"<p>O Grupo de pesquisa \u201cCovid-19 \u2013 Estudos Geogr\u00e1ficos\u201d, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), desenvolveu um mapeamento que demonstra as principais rotas de dispers\u00e3o do v\u00edrus no estado ga\u00facho.<\/p>\n<p>O estudo tem como base tr\u00eas par\u00e2metros. O primeiro refere-se \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o di\u00e1ria dos casos, com base em informa\u00e7\u00f5es disponibilizadas pela Secretaria da Sa\u00fade do Rio Grande do Sul referente aos casos de Covid-19, o que demonstrou a forma\u00e7\u00e3o dos eixos de dispers\u00e3o do v\u00edrus desde o primeiro caso no munic\u00edpio de Campo Bom e sua evolu\u00e7\u00e3o at\u00e9 a presente data. O segundo par\u00e2metro centra-se na hierarquia urbana do estado, tendo em vista a exist\u00eancia de munic\u00edpios que polarizam atividades econ\u00f4micas diversas e, por conseguinte, possibilitam o processo de dispers\u00e3o do v\u00edrus. O terceiro s\u00e3o as principais rodovias do estado que possibilitam a liga\u00e7\u00e3o entre esses munic\u00edpios e a metr\u00f3pole regional Porto Alegre.<\/p>\n<p>Com base nesses tr\u00eas elementos, ficou claro para o grupo que o Rio Grande do Sul desenvolveu um eixo primeiro de dispers\u00e3o do v\u00edrus que segue a BR-116, ligando a regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre (RMPA) \u00e0 Regi\u00e3o Metropolitana da Serra ga\u00facha (RMSG). Neste sentido, os casos de Covid-19 concentram-se diretamente nesta \u00e1rea e, como j\u00e1 mencionado em an\u00e1lises anteriores desenvolvidas pelo grupo de pesquisa, nesse eixo encontram-se as principais centralidades econ\u00f4micas do estado, criando uma rota r\u00e1pida de dispers\u00e3o do Covid-19 n\u00e3o somente circunscrito \u00e0s regi\u00f5es metropolitanas mas tamb\u00e9m \u00e0 munic\u00edpios pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o da principal \u00e1rea de concentra\u00e7\u00e3o do estado, os pesquisadores identificaram rotas secund\u00e1rias atrav\u00e9s de rodovias que interligam o eixo prim\u00e1rio de contamina\u00e7\u00e3o do Coronav\u00edrus \u00e0 munic\u00edpios do interior que concentram maiores atividades econ\u00f4micas e aglomera\u00e7\u00f5es populacionais.<\/p>\n<p><strong>AS VIAS DE INTEGRA\u00c7\u00c3O ELENCADAS S\u00c3O:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u2013 BR-386: Liga\u00e7\u00e3o do centro subregional Lajeado e ao norte (atrav\u00e9s da BR-153) \u00e0 capital regional Passo Fundo e Erechim ao eixo prim\u00e1rio de dispers\u00e3o do v\u00edrus;<\/li>\n<li>\u2013 BR-287: integra\u00e7\u00e3o de munic\u00edpios como Santa Cruz do Sul e Santa Maria \u00e0 RMPA;<\/li>\n<li>\u2013 A continuidade da BR-116 ao sul da RMPA, desenvolvendo a liga\u00e7\u00e3o com a capital regional Pelotas e munic\u00edpios importantes da por\u00e7\u00e3o sul como Rio Grande;<\/li>\n<li>\u2013 BR-290, que interioriza no sentido Leste-Oeste o Rio Grande do Sul, possibilitando liga\u00e7\u00f5es da RMPA com munic\u00edpios como Uruguaiana e, atrav\u00e9s de rodovias secund\u00e1rias, outras localidades, como Bag\u00e9;<\/li>\n<li>\u2013 BR-290 no sentido litoral e integra\u00e7\u00e3o da mesma \u00e0 BR-101, a qual propicia uma liga\u00e7\u00e3o do eixo prim\u00e1rio de dispers\u00e3o com o litoral norte do estado, tendo como centralidades Subregionais os munic\u00edpios de Cap\u00e3o da Canoa e Torres.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Todos esses eixos de integra\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o do Covid-19 elencados possuem Capitais Regionais e Centros Subregionais integrados diretamente pelas rodovias citadas ou indiretamente atrav\u00e9s de vias secund\u00e1rias que possuem casos de Covid-19.<\/p>\n<p>De acordo com o grupo, tamb\u00e9m foi poss\u00edvel compreender atrav\u00e9s do mapeamento que ocorrem maneiras distintas de transmiss\u00e3o comunit\u00e1ria do Covid-19 no estado, tendo em vista a exist\u00eancia de estruturas territoriais d\u00edspares entre o sul e o norte do Rio Grande do Sul no que se refere \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Na por\u00e7\u00e3o sul, avaliam os pesquisadores, devido \u00e0 exist\u00eancia de munic\u00edpios com extens\u00f5es territoriais maiores, a transmiss\u00e3o comunit\u00e1ria fica significativamente circunscrita (mas n\u00e3o exclusiva) a uma dispers\u00e3o intra-municipal. Diferentemente, a por\u00e7\u00e3o central e principalmente norte do Rio Grande do Sul al\u00e9m da transmiss\u00e3o intra-municipal, visualiza-se uma significativa estrutura de propaga\u00e7\u00e3o para munic\u00edpios pr\u00f3ximos tendo em vista a proximidade e integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica entre essas localidades. No caso dos munic\u00edpios de maior extens\u00e3o territorial, processo verificado principalmente no sul do estado, as concentra\u00e7\u00f5es populacionais maiores correspondem \u00e0s cidades, propriamente ditas, sendo verific\u00e1vel que esses munic\u00edpios possuem grande \u00e1rea rural com baixo \u00edndice de povoamento. O contr\u00e1rio se observa no norte do estado, onde a proximidade entre as cidades \u00e9 maior, em face \u00e0 estrutura da divis\u00e3o territorial que, nesse caso, apresenta mais n\u00facleos de aglomera\u00e7\u00f5es urbanas.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00f3ximos passos do Grupo de Pesquisa<\/strong><br \/>\nComo pr\u00f3ximo passo, o grupo est\u00e1 debru\u00e7ado sobre a estrutura da sa\u00fade no Rio Grande do Sul e a densidade demogr\u00e1fica total e de idosos, buscando demonstrar quais ser\u00e3o as \u00e1reas com maior press\u00e3o sobre o sistema de sa\u00fade caso a doen\u00e7a evolua.<\/p>\n<p>Essa e outras an\u00e1lises do grupo podem ser acessadas\u00a0<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cidadeecidadania\/\" target=\"_blank\">nesta p\u00e1gina<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Equipe do projeto<\/strong><br \/>\nO grupo de pesquisa \u201cCovid-19 \u2013 Estudos Geogr\u00e1ficos\u201d \u00e9 vinculado ao Laborat\u00f3rio de Estudos Urbanos e Regionais (LEUR\/UFPel). Integram a equipe os professores Tiaraju Salini Duarte e Sidney Gon\u00e7alves Vieira, mestre Mateus Marzullo, mestrandos Adriel Costa da Silva e Antonio Lourence Kila de Queiroz e graduando Eduardo Schumann.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Grupo de pesquisa \u201cCovid-19 \u2013 Estudos Geogr\u00e1ficos\u201d, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), desenvolveu um mapeamento que demonstra as principais rotas de dispers\u00e3o do v\u00edrus no estado ga\u00facho. 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