{"id":99083,"date":"2020-05-29T09:50:28","date_gmt":"2020-05-29T12:50:28","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=99083"},"modified":"2020-05-29T09:50:28","modified_gmt":"2020-05-29T12:50:28","slug":"rs-registra-reducao-da-mortalidade-materna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/rs-registra-reducao-da-mortalidade-materna\/","title":{"rendered":"RS registra redu\u00e7\u00e3o da mortalidade materna"},"content":{"rendered":"<p>O Rio Grande do Sul apresentou redu\u00e7\u00e3o do indicador de mortalidade materna ao longo dos \u00faltimos cinco anos, conforme o Boletim Epidemiol\u00f3gico Mortalidade Materna e Infantil do RS lan\u00e7ado nesta quinta-feira (28) pelo Departamento de A\u00e7\u00f5es em Sa\u00fade da Secretaria da Sa\u00fade (SES).<\/p>\n<p>Com a publica\u00e7\u00e3o do documento, elaborado pelas equipes da Sa\u00fade da Mulher e da Sa\u00fade da Crian\u00e7a, a SES demarca a passagem deste 28 de maio, Dia Internacional de Luta pela Sa\u00fade da Mulher e Dia Nacional de Redu\u00e7\u00e3o da Mortalidade Materna.<\/p>\n<p>A coordenadora da Divis\u00e3o de Pol\u00edticas dos Ciclos de Vida da SES, Gisleine Lima da Silva, diz que esta data foi institu\u00edda com o objetivo de chamar a aten\u00e7\u00e3o e conscientizar a sociedade sobre os diversos problemas de sa\u00fade e de condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o feminina, principalmente no \u00e2mbito dos direitos sexuais e reprodutivos. Segundo ela, a morte materna \u00e9 um indicador que caracteriza a qualidade de vida de uma popula\u00e7\u00e3o, mostrando o contexto social, econ\u00f4mico, pol\u00edtico e cultural em que as mulheres est\u00e3o inseridas.<\/p>\n<p>O boletim epidemiol\u00f3gico Da Mortalidade materna e Infantil ter\u00e1 divulga\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica a fim de disponibilizar dados e an\u00e1lises que contribuam para o enfrentamento da mortalidade materna e infantil e a qualifica\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia integral \u00e0 sa\u00fade das mulheres e crian\u00e7as no RS.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-99084\" alt=\"tabela 1- obito materno\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/tabela-1-obito-materno.jpg\" width=\"464\" height=\"271\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/tabela-1-obito-materno.jpg 464w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/tabela-1-obito-materno-150x87.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/tabela-1-obito-materno-300x175.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 464px) 100vw, 464px\" \/><\/p>\n<p>No ano de 2018, o Rio Grande do Sul apresentou a raz\u00e3o de 36,5 \u00f3bitos maternos por 100 mil nascimentos. No mesmo ano, o Brasil apresentou raz\u00e3o de mortalidade materna de 56,3.<\/p>\n<p>Comparado a outros estados, o RS apresentou a quarta menor raz\u00e3o de mortalidade materna nacional (36,4), ficando atr\u00e1s de Tocantins (31,4), Santa Catarina (35,1) e Rond\u00f4nia (35,6).<\/p>\n<p>Os dados de 2019 ainda s\u00e3o parciais, pois para finalizar o banco nacional de mortalidade materna \u00e9 realizada uma investiga\u00e7\u00e3o minuciosa dos casos. At\u00e9 a data da publica\u00e7\u00e3o, o sistema de informa\u00e7\u00e3o de mortalidade havia identificado 42 \u00f3bitos maternos em 2019 no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Confira, anexa, a s\u00e9rie hist\u00f3rica da mortalidade materna no Estado<\/p>\n<p>Os maiores \u00edndices de mortalidade encontram-se nas mulheres com 35 anos ou mais, negras ou ind\u00edgenas, e com menos de 7 anos de escolaridade (SIM, 2017). J\u00e1 as principais causas de morte, em 2018, foram: hemorragias (26,9%), problemas circulat\u00f3rios (23,1%), pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia (9,6%), doen\u00e7as metab\u00f3licas (7,7%), causas n\u00e3o especificadas (7,7%), embolias obst\u00e9tricas (5,8%), aborto (5,8%), HIV (5,8%) e outros (7,6%).<br \/>\nBaseada no boletim epidemiol\u00f3gico, a coordenadora explica que as causas de mortalidade materna, em sua maioria, s\u00e3o evit\u00e1veis se detectadas precocemente e tratadas de forma adequada. \u201cPor isso \u00e9 t\u00e3o importante assegurar o acesso das gestantes e pu\u00e9rperas aos servi\u00e7os e garantir que os profissionais estejam preparados para atender essas mulheres\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m se refere \u00e0 parte do conte\u00fado que faz a an\u00e1lise sobre a import\u00e2ncia da abordagem correta para preven\u00e7\u00e3o dos casos. \u201cPara redu\u00e7\u00e3o da morte materna, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a Secretaria Estadual de Sa\u00fade trabalham na implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas para fortalecer o atendimento das gestantes, a melhoria da aten\u00e7\u00e3o pr\u00e9-natal, nascimento e p\u00f3s-parto, assim como instituir medidas de orienta\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade, tanto no \u00e2mbito da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica quanto naquele de urg\u00eancia e emerg\u00eancia\u201d, assinala um trecho do documento.<\/p>\n<p><b>Mortalidade Infantil<\/b><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Mortalidade Infantil, a Gisleine afirma que redu\u00e7\u00e3o das taxas ainda \u00e9 um desafio para os servi\u00e7os de sa\u00fade e a sociedade como um todo. Essas mortes precoces podem ser consideradas evit\u00e1veis, em sua maioria, desde que garantido o acesso em tempo oportuno a servi\u00e7os qualificados de sa\u00fade. Decorrem de uma combina\u00e7\u00e3o de fatores biol\u00f3gicos, sociais, culturais e de falhas do sistema de sa\u00fade.<\/p>\n<p>No ano de 2018, a taxa de Mortalidade Infantil foi de 9,72 por mil nascidos vivos, sendo 1.360 \u00f3bitos em crian\u00e7as menores de um ano e 139.849 nascimentos. Atingiu-se, portanto, a meta estadual pactuada de 9,75\/mil nascidos vivos. Em torno de 72,64% do total foram \u00f3bitos neonatais (0 a 28 dias) e aproximadamente 67% do total de \u00f3bitos ocorreu entre rec\u00e9m-nascidos com menos de 2.500g ao nascer.<\/p>\n<p>Em 2019, o Estado registrou 1.414 \u00f3bitos infantis e 134.303 nascimentos, resultando em uma taxa preliminar de 10,53 \u00f3bitos\/1.000 nascimentos. A meta ajustada para o ano foi de 9,75. Dentre as causas, 56,08% s\u00e3o relacionados \u00e0s causas perinatais, ou seja, agravos ocorridos desde a 22\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o at\u00e9 a primeira semana de vida da crian\u00e7a, vinculados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es maternas, do feto, da dura\u00e7\u00e3o da gesta\u00e7\u00e3o ou intercorr\u00eancias no trabalho de parto, parto e p\u00f3s parto; Malforma\u00e7\u00f5es Cong\u00eanitas e anomalias cromoss\u00f4micas 377 (26,66%); Doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio 51 (3,61%) e Causas externas de morbidade e mortalidade 47 (3,32%).<\/p>\n<p>A coordenadora diz que &#8220;apesar dos imensos desafios na redu\u00e7\u00e3o dos \u00f3bitos maternos e infantis, uma das estrat\u00e9gias \u00e9 a unifica\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Estadual da Mortalidade Materna e Infantil do RS que objetivar\u00e1 uma an\u00e1lise ampliada e profunda das investiga\u00e7\u00f5es de \u00f3bito, para a busca de solu\u00e7\u00f5es conjuntas e a evitabilidade dos \u00f3bitos&#8221;. E conclui: &#8220;\u00c9 necess\u00e1rio o investimento na estrutura\u00e7\u00e3o f\u00edsica e organizacional da rede de aten\u00e7\u00e3o, na forma\u00e7\u00e3o apropriada e atualiza\u00e7\u00e3o dos profissionais da sa\u00fade que trabalham na \u00e1rea materno-infantil, al\u00e9m de priorizar os processos de monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o constante dos servi\u00e7os do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS)&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Rio Grande do Sul apresentou redu\u00e7\u00e3o do indicador de mortalidade materna ao longo dos \u00faltimos cinco anos, conforme o Boletim Epidemiol\u00f3gico Mortalidade Materna e Infantil do RS lan\u00e7ado nesta<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":82070,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,150],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99083"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99083"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99083\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":99085,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99083\/revisions\/99085"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82070"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99083"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99083"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99083"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}