A decisão ocorre após a avaliação dos danos provocados pelo evento climático extremo que atingiu Pelotas e região na madrugada de 21 de setembro


A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) manterá suspensas as atividades acadêmicas presenciais em todos os seus campi até terça-feira (29). No Campus Capão do Leão, onde os impactos sobre a infraestrutura foram mais significativos, a suspensão seguirá até 3 de outubro.

A decisão ocorre após a avaliação dos danos provocados pelo evento climático extremo que atingiu Pelotas e região na madrugada de 21 de setembro. O levantamento realizado pela Universidade ao longo da semana identificou danos significativos nas coberturas de praticamente todos os prédios da UFPel, além de outras ocorrências que ainda demandam avaliação, reparos e acompanhamento técnico.

Reitora Ursula Rosa da Silva falou sobre suspensão das atividades.

No Campus Capão do Leão, a situação é agravada pelos problemas na rede elétrica, ainda sem previsão de restabelecimento integral.

Vista externa do Prédio 57, com perda expressiva da cobertura e exposição da estrutura – Campus Capão do Leão



A manutenção da suspensão das atividades presenciais também leva em consideração a previsão de novas chuvas entre domingo e terça-feira. Diante das atuais condições das edificações, a ocorrência de novos episódios de chuva poderá ampliar os danos já existentes, afetar espaços que ainda passam por avaliação e representar riscos à segurança de estudantes, servidores, trabalhadores terceirizados e demais integrantes da comunidade universitária.

Durante o período de suspensão, as equipes da Universidade permanecerão mobilizadas para identificar as situações mais urgentes e encaminhar as medidas necessárias a cada situação.

Unidades devem avaliar espaços e proteger patrimônio

A Administração Central solicita que as unidades acadêmicas e administrativas realizem uma avaliação dos espaços afetados, identificando materiais, equipamentos, documentos e demais bens que necessitem de proteção, especialmente em locais que apresentem danos nas coberturas ou risco de infiltração.

A Superintendência de Infraestrutura (Suinfra) já realizou a distribuição de lonas em alguns pontos da Universidade. Para as demais situações, o material está disponível para retirada nas Seções de Manutenção de Pelotas e do Capão do Leão.

A orientação é para que a verificação dos espaços e a adoção das medidas de proteção sejam realizadas com a maior brevidade possível, considerando a prorrogação da suspensão das atividades e a necessidade de preservar o patrimônio da Universidade enquanto avançam os trabalhos de recuperação.

A Reitoria também vem mantendo contato direto com as direções das unidades acadêmicas e administrativas, com o objetivo de agilizar a circulação de informações e a comunicação com a comunidade universitária.

Acolhimento e segurança

Desde as primeiras horas após o evento climático, a Universidade também mantém ações voltadas ao acolhimento de integrantes da comunidade diretamente afetados.

Em carta dirigida à comunidade universitária, a reitora Ursula Silva destacou que, apesar dos impactos da suspensão sobre as rotinas acadêmicas e administrativas, a retomada das atividades deve ocorrer somente quando houver condições adequadas e seguras para estudantes e trabalhadores. “Seguiremos acompanhando as condições de nossas instalações e trabalhando para que a retomada ocorra tão logo estejam asseguradas as condições necessárias para isso”, afirmou.

As equipes da Suinfra, Pró-Reitoria Administrativa (PRA), Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento (Proplan), Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) e Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep), entre outros setores da Universidade, permanecem mobilizadas nas ações de avaliação, recuperação e acolhimento. A Universidade também destaca a atuação do Diretório Central dos Estudantes (DCE) nas iniciativas de apoio aos estudantes.