Nos próximos 30 dias, haverá intervenções para identificação, classificação e armazenamento de peças soltas, limpeza do terreno, cercamento provisório da área externa - com tela e mourões de eucalipto - e limpeza do imóvel.
Responsável pela gestão do palacete até 2032, o Instituto informa que o trabalho envolverá estudantes, pesquisadores e profissionais como arquitetos, engenheiros agrônomos e biólogos e que, encerrada esta etapa, o Castelo será aberto à comunidade.
Arquiteta responsável pelo projeto, Simone Neutzling acredita que essa primeira fase será crucial para a obra. ”Classificaremos e registraremos as peças. Depois armazenaremos de maneira adequada os itens encontrados”, explica.

ARQUITETA diz que primeira fase “será crucial para a obra”
O material será fundamental para a elaboração do projeto de restauração, pois trará informações sobre o sistema construtivo do Castelo.
“As peças em condições de uso serão reaproveitadas depois de restauradas”, acrescenta Simone.
LIC E ROUANET
A diretora do Instituto Eckart, Clarice Ficagna, informa que conseguiu patrocínio, para esta primeira etapa, com a Arrozeira Pelotas, SLC Alimentos, Camil Alimentos e Engenho São Bento.
“Com esse apoio da indústria do arroz, já conseguimos R$ 800 mil, através da Lei de Incentivo à Cultura, a LIC, com o ICMS das empresas. E, consequentemente, conseguimos dar inicio às obras”, destaca.
Para cobrir os custos desta primeira etapa, o Instituto ainda busca captar outros R$ 79.130,95 por meio da LIC e mais R$ 317.997,00 pela Rouanet, com o Imposto de Renda das empresas.
TOMBAMENTO PELO IPHAE
Inaugurado em 1923, o Castelo Simôes Lopes foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) no ano de 2012. Em 2016, foi criada uma lei municipal que viabiliza a revitalização, restauração e uso criativo de imóveis públicos.