Promotora afirma que é fundamental que a novela provoque esse tipo de discussão. Em Pelotas, as mulheres podem buscar ajuda na Promotoria Especializada, localizada na Rua José Antônio Dias da Costa Moraes, nº 80, Térreo, Bairro São Gonçalo

Na novela “Quem ama cuida”, da Rede Globo, a personagem Elenice, interpretada pela atriz Mariana Sena, vive um relacionamento abusivo com Tom, vivido por Allan Souza Lima. O que parece apenas drama de novela pode ser violência de gênero na vida real. No Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, o Gabinete de Comunicação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) convidou a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do MPRS, Ivana Battaglin, para assistir e comentar cenas da novela.
Em uma das cenas, o marido quebra objetos dentro de casa durante uma discussão. Segundo a promotora, isso é um aviso do que pode acontecer com a vítima. “Quando o agressor quebra um objeto, ele está dando um recado muito claro: ‘o que eu estou fazendo com esse objeto eu posso fazer contigo’. É um sinal de violência que, por vezes, as vítimas não percebem”, afirma.
A CULPA NÃO É DA VÍTIMA
Em outra briga, o homem bate em uma mesa e diz para a mulher: “olha o que você faz. É melhor você ficar quieta”. Para a promotora, esse é um comportamento clássico. “O agressor culpa a vítima pelo descontrole que ele tem e, às vezes, as mulheres se sentem culpadas por isso. Elas veem a violência pelos olhos dele e pelos olhos dele a culpa é sempre dela”.
A promotora afirma que é fundamental que a novela provoque esse tipo de discussão. “É importante vermos na pele dessa mulher e desse agressor o que acontece em milhões de lares brasileiros. A gente fica torcendo para que a vítima veja a violência e consiga sair daquela situação. Mas é importante entendermos que, assim como essa personagem, muitas mulheres veem a violência, mas têm dificuldade de sair. É por isso que temos que estar ao lado delas. Nós estamos aqui para apoiar essas mulheres a sair do ciclo de violência”.
Para denunciar casos de violência de gênero, chame a Brigada Militar pelo telefone 190, ou Ligue 180, da Central de Atendimento à Mulher do Governo Federal. Você também pode procurar uma Delegacia de Polícia.
A Central de Atendimento às Vítimas do MPRS presta acolhimento, orientação e encaminhamento a pessoas que tenham sofrido violência ou violação de direitos, atuando para garantir o acesso à Justiça e aos serviços de apoio disponíveis.
Contatos das Centrais de Atendimento às Vítimas no RS:
Porto Alegre – Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, nº 80, Térreo, Bairro Praia de Belas. Telefone: (51) 3295-9876.
Caxias do Sul – Avenida Independência, nº 2.372, Térreo – Sala 14, Bairro Exposição. Telefone: (54) 99641-3016.
Lajeado – Rua Paulo Frederico Schumacher, nº 99, Térreo - Sala 4, Bairro Moinhos. Telefone: (51) 99739-5419.
Passo Fundo – Rua Bororós, nº 89, 7º andar – Sala 712, Bairro Vila Lucas Araújo. Telefone: (54) 99642-9601.
Pelotas – Rua José Antônio Dias da Costa Moraes, nº 80, Térreo, Bairro São Gonçalo. Telefone: (51) 99613-8658.
Santa Maria – Rua Alameda Montevidéo, nº 253, Térreo – Salas 5 e 23, Bairro Nossa Senhora de Lourdes. Telefone: (55) 99716-1236.
Santo Ângelo – Avenida Brasil, nº 1.421, 2º andar - Sala 26, Bairro Centro. Telefone: (55) 99928-7512.
Uruguaiana – Rua General Hipólito, nº 3.448, Bairro São João. Telefone: (55) 99727-3714.