Foi assim durante os 65 dias. Em manifestações nas redes sociais, não faltaram palavras de entusiasmo. De encorajamento. De realização coletiva. E até sugestões para a Expedição ganhar as telonas do cinema, em documentário.
Em carta dedicada ao Segundinho, o fotógrafo Nauro Júnior, idealizador do projeto, resume: "Um velho Fusca é o que basta para me sentir um rei", descontrai. O carro antigo, com reboque e identificado com a bandeira do Brasil, despertou curiosidades. E, ainda que muitas vezes o idioma não permitisse palavras, mímicas e aplicativos nos celulares ajudavam a quebrar barreiras. Foi assim o tempo todo. Mesmo diante de imprevistos. De um pneu furado. De um eixo quebrado.
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A aventura que cruzou dez países da Europa em um Fusca 1968, agora vira livro e documentário[/caption]Ao estar de volta no Areal Fundos, possivelmente no final de outubro, Segundinho trará peças russas, letãs, europeias... Provas dos amigos conquistados ao longo do percurso e da solidariedade encontrada em doses elevadas nos momentos de apuros. "É um símbolo do quanto a gente é vulnerável às surpresas no caminho", reforça.
O segredo é planejamento
Para tornar realidade projetos pessoais, uma palavra não pode faltar na bagagem: planejamento. Você só precisa definir o objetivo que irá perseguir e dimensioná-lo. Foi o que o fotógrafo Nauro Júnior fez, ao estabelecer orçamento e recorrer ao financiamento coletivo, que o permitisse cruzar o oceano e experimentar o improvável. E deu certo.
Na primeira etapa da Expedição, na Rússia, Nauro esteve acompanhado do copiloto Caio Passos, antigo companheiro de viagens. Em Riga, capital da Letônia, era hora de revezamento. O editor de imagens retornava ao Brasil e chegavam a mulher de Nauro, a jornalista Gabriela Mazza, e a filha Sofia, de 13 anos.
Em família, aprontavam-se para seguir a aventura, vivenciada em velocidade máxima de 80 km/h. Entre as diversas experiências guardadas na memória afetiva, os sinuosos Alpes austríacos, a ousadia de atravessar o túnel de Fórmula 1 em Mônaco, o acampamento em uma montanha na Espanha... "O mais importante não era chegar ao destino e, sim, as pessoas no caminho", reforça Gabi. São os encontros que ficam.
O próximo destino da Expedição? Não está definido. Independentemente do trajeto a ser percorrido, há uma convicção: a essência de quem volta não é mais a mesma. No roteiro, desprendem-se medos, angústias, incertezas. E em casa, na palafita, às margens do Arroio Pelotas, fica uma lição. Não só para eles: é possível traçar um sonho. E realizar. Ainda que pareça impossível.

Saiba mais da Expedição
- Pela Rússia: 8 mil quilômetros - Nauro Júnior e Caio Passos
Algumas cidades: Saint Petersburgo, Moscou, Samara e Kazan
- Pela Europa: 5 mil quilômetros - Nauro Júnior, Gabi Mazza e Sofia
Nove países: Letônia, Lituânia, Polônia, República Tcheca, Alemanha, Áustria, Itália, França e Espanha
Aguarde os lançamentos!
A Expedição #Fuscamericanarussia e #Fuscamericanaeuropa se transformará em livro, a ser publicado pela Satolep Press. A expectativa é de que um segundo título, também possa ser lançado até o final do ano, em uma parceria entre Gabi Mazza e Sofia. Juntas, mãe e filha devem criar obra dirigida ao público infantil. Como personagem principal, ele: o Fusca.
Relembre
A Expedição Fuscamérica também já passou por sete países da América do Sul, em cinco anos: Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Paraguai e Brasil, além da Antártica. Sempre com o Segundinho no comando.