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Trio integra grupo que causou prejuízo de R$2 milhões[/caption]A investigação teve início em abril deste ano. Depois da prisão em flagrante de três indivíduos em maio, os policiais civis se concentraram na análise das apreensões, a qual se mostrou fundamental para descobrir os demais participantes do grupo criminoso. "As investigações apontaram que a organização teria aplicado um golpe milionário em empresas de variados ramos por todo o país. Em Pelotas, os criminosos disponibilizavam diversos endereços para o recebimento dos produtos, que depois eram vendidos a empresas da região sul e pessoas físicas. Estima-se um valor de pelos menos R$ 2 milhões de prejuízo a empresas de alimentação, produtos musicais, ferramentas e móveis", relatou o delegado.
Os indivíduos tinham até um grupo no WhatsApp denominado “Araras Clube” em que restou clara a estrutura criada para aplicar os golpes. Em algumas conversas, eles debochavam dos empresários que caíam na armação. A segunda fase da “Operação” foi fundamental para demonstrar que os criminosos tinham planejamento a longo prazo para seguir cometendo os crimes. Não descartamos também que eles tinham receptadores habituais.
"O grupo criava empresas de fachada e, com a ajuda de um contador, forjavam demonstrativos contábeis por pelo menos três anos, dando um ar de legalidade às empresas de fachada, e fazendo com que as vítimas liberassem compras a prazo. “Este tipo de crime causa um impacto gigantesco na economia de muitos estabelecimentos. A retirada dos criminosos de ação é ao menos um alento aos empresários, que devem ser cada vez mais criteriosos ao fazer vendas”, explicou Pereira.
A terminologia “Arara” é utilizada para definir o crime em que os estelionatários criam diversos CNPJs em nomes de laranjas, com o fim específico de aplicar determinado tipo de golpe. Segundo o delegado, as investigações continuam para apurar se outras pessoas faziam parte da organização. “Não descartamos também que eles tinham receptadores habituais.”