
A medida é consequência da grave crise financeira nacional que vem se abatendo sobre os municípios com grande repercussão nas despesas, que são crescentes. Gastos fixos, considerados despesas incontigenciáveis, como o déficit previdenciário, a amortização de juros de dívidas, os precatórios judiciais e a iluminação pública, representam 78% de engessamento da receita do Município. Veja quadro abaixo.
A prefeita decidiu informar sobre a impossibilidade do depósito na data habitual com a maior brevidade possível para que os servidores possam se organizar financeiramente. Paula também comunicou a situação à presidente do Sindicato dos Municipários de Pelotas (SIMP), Tatiane Lopes Rodrigues.
“Sabemos o quanto é positivo para o servidor essa antecipação, mas nas condições atuais não será mais possível. Em 2019, os esforços da gestão municipal serão concentrados na austeridade, a fim de reduzir despesas e incrementar a receita, para que o cronograma de pagamento possa voltar à normalidade”, afirmou Paula.
A Comissão de Política Salarial - formada pelos secretários da Fazenda, Jairo Dutra; da Administração e Recursos Humanos, Abel Dourado; de Governo, Clotilde Victória; pelos assessores do Gabinete da prefeita, Fábio Machado e Sadi Sapper, e pela chefe de Gabinete, Kelli Schaefer - foi criada para analisar as despesas e definir as prioridades.
Na quinta-feira (20), a Prefeitura depositou o 13º salário dos 8.585 servidores da administração direta, montante que totaliza R$ 26 milhões.