Frota gaúcha tem idade média de 20,8 anos e soma 8,64 milhões de veículos


Quatro em cada 10 veículos registrados no Rio Grande do Sul têm mais de 20 anos de fabricação, segundo dados do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O grupo representa 41,9% da frota gaúcha, que somava 8,64 milhões de veículos em julho de 2026.A idade média estimada da frota do Estado é de 20,8 anos, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Veículos com até cinco anos de fabricação representam 12,4% da frota. Outros 11,3% estão na faixa de seis a 10 anos; 19,3%, entre 11 e 15 anos; e 15,1%, entre 16 e 20 anos.

Para Alexandre Fontes, superintendente de Negócios B2C da Veloe, a elevada idade da frota reforça a importância de acompanhar as condições dos veículos, especialmente em um cenário de maior circulação nas estradas.“Uma frota mais antiga exige atenção redobrada com manutenção, consumo e segurança. Para quem depende do veículo no dia a dia ou para trabalhar, acompanhar esses custos e manter o carro em boas condições deixa de ser apenas uma questão de economia e passa a ser também uma questão de segurança.”

Os dados de tráfego mostram avanço do fluxo agregado, mas com comportamento distinto entre veículos leves e pesados. Em agosto, o tráfego nas rodovias gaúchas aumentou 2,8% em relação ao mesmo mês de 2025, combinando alta de 4,5% entre os veículos leves e retração de 3,1% entre os pesados.

Na comparação com julho, o movimento total aumentou 0,8%, após o ajuste dos efeitos sazonais. Os veículos leves tiveram alta de 1,2%, enquanto os pesados recuaram 0,9%.No acumulado de janeiro a agosto, o tráfego nas rodovias do Estado cresceu 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado, com alta de 2,8% nos veículos leves e queda de 2,3% nos pesados.

Nos últimos 12 meses, o fluxo agregado avançou 2,5%, refletindo crescimento de 3,5% entre os leves e retração de 0,7% entre os pesados.Na leitura do resultado, o avanço dos veículos leves pode estar associado à retomada das rotinas regulares após julho. Já o desempenho mais fraco dos pesados ocorre em um período fora do pico de escoamento das principais culturas de verão e em um mês marcado por episódios de chuva e instabilidade no Estado.

Esses fatores podem ter influenciado parte dos fluxos de carga e da circulação, mas seus efeitos não podem ser isolados a partir do índice. O contraste entre as categorias recomenda, portanto, uma leitura cautelosa e heterogênea do tráfego rodoviário gaúcho.

Frota gaúcha cresce 2,5% em 12 meses


A quantidade de veículos registrados no Rio Grande do Sul também aumentou. Em julho, a frota cresceu 0,2% em relação ao mês anterior, acumulou alta de 1,4% no ano e avançou 2,5% em 12 meses. Os automóveis são maioria e correspondem a 57,6% da frota. Na sequência aparecem motocicletas (14,7%), caminhonetes (8,3%), camionetas (4,9%), caminhões (3,0%) e reboques (2,9%). Outros tipos de veículos respondem por 8,5%.Gasolina e gasolina + etanol concentram a maior parte da frota: 43,9% dos veículos utilizam exclusivamente gasolina e 38,4% estão registrados na categoria gasolina + etanol. O diesel responde por 9,3%, seguido por etanol (2,3%), GNV (0,8%) e elétricos ou híbridos (0,6%). Outras alternativas representam 4,8%.