Diário da Manhã

segunda, 30 de março de 2020

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Entenda como funciona a contagem de casos de coronavírus no Estado

23 março
09:20 2020

Os novos casos confirmados de coronavírus no Rio Grande do Sul são divulgados diariamente em um Informe Epidemiológico na página da Secretaria Estadual da Saúde (SES) na internet. Nesse levantamento constam os casos confirmados até a hora da publicação, que é realizada em consonância com o boletim nacional do Ministério da Saúde.

O Lacen realiza cerca de 150 análises por dia

O Lacen realiza cerca de 150 análises por dia

De acordo com a chefe da vigilância epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, casos suspeitos de todo o Estado são testados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen) e também por laboratórios da rede privada. “Os testes realizados na rede privada precisam passar por uma contraprova no Lacen para serem reconhecidos”, explica Tani. Depois que um laboratório privado tem o primeiro teste aprovado pelo Lacen, os próximos realizados no estabelecimento passam a ser validados automaticamente.

O Lacen realiza cerca de 150 análises por dia, em rodadas de 30 amostras cada. A cada uma dessas rodadas o laboratório informa casos que sejam confirmados. Mesmo após a publicação do informe diário da SES, os testes continuam sendo realizados e as confirmações que tenham ficado de fora do boletim são informadas nos perfis oficiais da secretaria nas redes sociais. Por isso pode haver divergência entre o dado do informe e o último levantamento da noite.

Os municípios que tiveram resultado positivo em amostras testadas de moradores são notificados pela vigilância epidemiológica estadual. Assim, o pacientes, já em isolamento desde que há a suspeita, devem permanecer isolados por 14 dias.

Divulgação de prefeituras e Estado podem divergir

Os números de casos confirmados divulgados pelos boletins das secretarias de Saúde municipais podem divergir do informe estadual em razão dos testes realizados em laboratórios privados, como já ocorreu em Porto Alegre.

”Testes realizados na rede privada são notificados à vigilância sanitária do município e só depois ao Estado, o que pode provocar a diferença entre os boletins” explica Tani. Para evitar o desencontro de informação, está sendo elaborada uma nova sistemática. “Isso será corrigido nos próximos dias. Estamos organizando, através dos municípios, um fluxo para que esses laboratórios também notifiquem ao Estado em casos positivos, porque hoje, algumas vezes, essa informação acaba vazando antes de chegar ao conhecimento do Estado”, afirma.

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