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quinta, 24 de maio de 2018

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PATRIMÔNIO NACIONAL : Arquitetura pelotense é reconhecida pelo IPHAN

PATRIMÔNIO NACIONAL : Arquitetura pelotense é reconhecida pelo IPHAN
16 maio
08:51 2018

Pelotas pode se orgulhar de seu conjunto arquitetônico. Durante a 88ª Reunião do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), realizada em Brasília, ontem, o Conjunto Histórico de Pelotas foi reconhecido, por unanimidade, como patrimônio material, pela importância que possui para a história do país.

PREFEITA na reunião do IPHAN

PREFEITA na reunião do IPHAN

A prefeita, Paula Mascarenhas, e o secretário de Cultura (Secult), Giorgio Ronna, compuseram a comitiva de representação da cidade.

A característica do município de valorizar a arquitetura e o patrimônio histórico facilitou a decisão do instituto nacional. O Plano Diretor de Pelotas já prevê a delimitação do entorno poligonal, e o Conjunto Histórico está totalmente inserido nas Zonas de Preservação do Patrimônio Cultural, conforme avaliou o próprio Iphan. Além disso, a preservação da vizinhança e da coisa tombada, nos termos do Decreto-Lei 25/1937, também está assegurada.

“Um dos argumentos que sustentou o parecer e gerou tranquilidade para que a diretoria do Iphan reconhecesse o Conjunto Histórico foram as legislações municipais que buscaram a preservação do patrimônio de Pelotas, nos anos de 1982, 2000 e 2005”, comentou a chefe do Executivo Municipal.

TITULAR da Secult com membros do IPHAN

TITULAR da Secult com membros do IPHAN

A partir de agora, as praças, José Bonifácio, Coronel Pedro Osório, Piratinino de Almeida, Cipriano Barcelos e o Parque Dom Antônio Zattera, conjuntamente com a Charqueada São João e a Chácara da Baronesa, são Patrimônio Cultural Brasileiro.

O CONJUNTO ARQUITETÔNICO

Composto por sete regiões históricas e os prédios ao seu redor, a arquitetura de Pelotas é uma riqueza cultural que precisa ser preservada, por representar a história do período charqueador. O conjunto arquitetônico é baseado em conceitos europeus, mas foi a mão de obra escrava que construiu essa beleza, com a produção de tijolos e telhas nas olarias da região.

“Esse reconhecimento traz incremento às alternativas turísticas, além do acesso mais facilitado aos recursos federais, tanto para a recuperação dos prédios quanto de seus entornos”, comemorou o secretário de Desenvolvimento, Turismo e Inovação (Sdeti), Fernando Estima.

BENS imóveis de várias regiões da cidade constam na proposta

BENS imóveis de várias regiões da cidade constam na proposta

No projeto, defendido em Brasília pela relatora Marcia Sant’Anna, foram contemplados sete setores de proteção, divididos em tombo integral e parcial, e considerados devido sua representação histórica:

  • - Setor da Praça Cypriano Barcellos – Integral da praça e do Chafariz dos Cupidos; parcial de três prédios do entorno;
  • - Setor da Praça Coronel Pedro Osório – Integral da praça; Chafariz das Nereidas; conjunto do lago, ilha e pontes; Theatro Sete de Abril, Residências das famílias de José Vieira Viana, Leopoldo Antunes Maciel e Francisco Antunes Maciel; Biblioteca Pública; parcial do Antigo sanitário da ilha, 30 prédios do entorno e o Chafariz das Três Meninas;
  • - Setor da Praça José Bonifácio – Integral da praça e a Catedral São Francisco de Paula; parcial do Canalete da rua General Argolo e de nove prédios ao redor;
  • - Setor da Praça Piratinino de Almeida – Integral da praça e Caixa d’Água; parcial da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas;
  • - Setor do Parque Dom Antônio Zattera – Integral do parque e os dois sanitários; parcial de oito prédios do entorno;
  • - Setor da Charqueada São João – Integral da sede e da residência; parcial da antiga senzala e das estruturas fabris;
  • - Setor da Chácara da Baronesa – Integral da residência (chamada de solar) e da torre do banheiro; parcial da residência pitoresca, do castelinho, da gruta, do jardim e da fonte francesa.

Com o tombamento federal – alguns prédios já possuíam o tombo municipal ou estadual -, o acesso a recursos para recuperação e preservação será facilitado, e também garantirá a inscrição em três Livros do Tombo Nacional: Livro do Tombo Histórico, Livro do Tombo de Belas Artes e Livro do Tombo Arqueológico, etnográfico e paisagístico.

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