Diário da Manhã

domingo, 09 de agosto de 2020

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Pelotas ganha duas novas escolas de turno integral

06 julho
09:13 2020

As escolas municipais Maria Helena Vargas da Silveira, no Sítio Floresta, e prefeito Ary Alcântara, no Navegantes, vão beneficiar 370 alunos

Nesta sexta-feira (3) a prefeita Paula Mascarenhas visitou duas novas escolas municipais, acompanhada do vice-prefeito, Idemar Barz, com objetivo de conhecer e vistoriar as estruturas, prontas para receber os alunos, assim que retornarem as aulas presenciais, suspensas pela pandemia do novo coronavírus. A chefe do Executivo esteve na Escola Municipal de Educação Infantil (EmeiPrefeito Ary Alcântara, no Navegantes, e na de Ensino Fundamental (Emef) Maria Helena Vargas da Silveira, no Sítio Floresta.“Para nós é uma realização a construção dessa escola, que é uma das mais qualificadas e mais bonitas do Município, construída com recursos próprios da Prefeitura, para atender uma demanda do Sítio Floresta, bairro que cresceu tanto nesses últimos anos”, disse a prefeita.

Emef Sítio FlorestaA Emef Maria Helena Vargas da Silveira

A Emef Maria Helena Vargas da Silveira está localizada na rua Abrilino Freitas Cardoso, 2.976, em frente aos residenciais Amazonas e Roraima. O educandário terá capacidade de receber até 250 alunos, e será a primeira escola do município a atuar 100% em turno integral, em 1,7 mil metros quadrados de área construída.

O prédio dispõe de 14 salas de aula, banheiros com acessibilidade, laboratórios de Ciências e Informática, refeitório, cozinha, sala da direção, banheiros privativos e dependências administrativas de almoxarifado, serviço de Orientação Educacional (SOE), secretaria e auditório com capacidade para 94 pessoas. Possui, na área externa, pátio coberto com estrutura metálica e telhas termoacústicas, quadra poliesportiva e playground

Emef Sítio Floresta 04O investimento no projeto é de cerca de R$ 3,6 milhões, com recursos próprios da Prefeitura. A execução da obra ficou a cargo da IBH Construções, via licitação.

Professora, escritora, pedagoga, mulher, negra e pelotense

“É um prazer poder homenagear Maria Helena Vargas da Silveira, que foi uma pelotense, professora, que dedicou uma vida inteira para a luta pela educação, pela emancipação feminina e pelo fim do racismo”, destacou Paula.

Nascida em Pelotas no ano de 1940, Maria Helena Vargas da Silveira, a Helena do Sul, teve como incentivo para o estudo e a paixão pela literatura os membros de sua própria família. Entre os irmãos, ela foi a primeira a ingressar no ensino superior.

Shaiane Vargas, filha de Maria Helena, seguiu os passos da mãe e hoje em dia é professora na Universidade Federal do Delta do Parnaíba, no Piauí. Via redes sociais, relatou como foi descobrir que sua mãe viraria nome de escola em Pelotas.

“Ela é uma memória viva que toca todos nós. Estou muito feliz e orgulhosa desse reconhecimento, que reforça a importância do seu legado. Minha mãe foi uma pelotense muito dedicada, e minha família tem um sentimento de carinho com Pelotas. Ela percorreu o Brasil inteiro, na época em que era consultora da ONU, sempre citava sua história, suas raízes em Pelotas”, disse Shaiane.

Maria Helena foi neta de Armando Vargas, um cronista, poeta, tipógrafo e revisor na imprensapelotense, com destaque para sua contribuição no jornal A Alvorada, periódico voltado para as questões da comunidade negra de Pelotas.“Das raízes familiares dela, da luta do seu avô, é que a Maria Helena herdou esse espírito insurgente, da busca pela melhoria. Ela sempre dizia: ‘Precisamos avançar’, era uma mulher à frente do seu tempo”, relembra Fábio Gonçalves, Presidente do Conselho da Comunidade Negra de Pelotas e companheiro de trabalho e ativismo de Maria Helena.

Na literatura, a autora abordava temas do seu cotidiano, a vida escolar, o racismo, a religião e cultura afrobrasileira. Foi membra da Academia Pelotense de Letras eda Academia Sul Rio Grandense de Letras. Enquanto morou em Brasília, na primeira década dos anos 2000, atuou no Programa Diversidade na Universidade, que procurava estratégias para inclusão de negros e indígenas no ensino superior, a nível nacional.

“Entre os irmãos dela, foi a primeira a seguir essa carreira acadêmica, mas na família no geral tivemos outros vários que foram pelo caminho da Educação, e outras áreas do ensino superior”, conta a sua prima, Denise Vargas, residente de Pelotas, conhecida por seu trabalho no carnaval junto à Escola Academia do Samba.

Emef Sítio Floresta 02Emei Prefeito Ary Alcântara

A Emei Prefeito Ary Alcântara, localizada na rua Doutor Mário Meneghetti, 1.380, possui capacidade para atender 120 crianças de 0 a 3 anos, em turno integral. São dois berçários, dois maternais A e dois maternais B, dividios de acordo com as faixas etárias dos alunos.

“A nova Emei Ary Alcântara é uma escola iluminada, colorida, com tudo novinho, pronta para receber os alunos. Ela atende uma carência que havia na rede, pois é voltada para as crianças de 0 a 3 anos, e com turno integral. A comunidade do Navegantes merece essa qualidade para suas crianças”, disse a prefeita.

A Emei recebeu o nome de Prefeito Ary Alcântara por meio do Decreto 6.222/2019, assinado pela prefeita Paula Mascarenhas. A escola é padrão do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), e conta com salas de aula e de multiuso, fraldários, sanitários, parque, área coberta para recreio, refeitório, e dependências para atividades administrativas e de serviços pedagógicas, recreativas e esportivas. O padrão Pro-infância prevê a divisão das turmas por faixas de idade.“Quando eu era criança, e frequentava escolas como essa, Ary Alcântara era o prefeito de Pelotas. Fico muito feliz em prestar essa homenagem para ele, que é uma figura histórica do município”, contou Paula.

Emef Sítio Floresta 03Desenvolvimento da obra

Sob responsabilidade do Município, por meio da gerência e fiscalização da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), a Emei Prefeito Ary Alcântara teve as obras paralisadas em 2018, por abandono de parte da construtora que havia vencido a licitação.

Considerando a escola indispensável para atender à demanda do bairro, a Prefeitura promoveu novo processo licitatório, sendo a empresa Modelar a vencedora e responsável por ajustar a obra em andamento e levar o projeto adiante, até a conclusão.

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