Diário da Manhã

sexta, 19 de julho de 2019

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Trabalhar ao ar livre sem proteger a pele aumenta risco de câncer

Trabalhar ao ar livre sem proteger a pele aumenta risco de câncer
17 maio
16:27 2019

Instituto Melanoma Brasil lança campanha alertando sobre a importância de proteger a pele e os perigos do melanoma, câncer de pele mais letal e agressivo que existe

Profissionais que desempenham atividades expostos ao sol têm três vezes mais chances de desenvolver câncer de pele, segundo estudo publicado na revista cientifica Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology. O Instituto Melanoma Brasil, organização que atua na divulgação e conscientização sobre o melanoma, tipo de câncer de pele mais perigoso e letal, luta para que o número de vítimas da doença diminua no Brasil. A entidade está lançando a campanha “Trabalhe com segurança. Proteja sua pele” com foco na exposição solar ocupacional. O objetivo da comunicação é alertar trabalhadores ao ar livre como bombeiros, paisagistas, jardineiros, carteiros, agricultores, arquitetos, varredores, entre outros, e seus empregadores sobre as ameaças da exposição solar e de como a profissão pode ser um fator de risco para determinadas doenças, incluindo o melanoma e canceres de pele não-melanoma.

“Esses trabalhadores têm altos níveis de exposição à radiação ultravioleta emitida pelo sol, principal fator de risco para todo tipo de câncer de pele. Nas campanhas voltadas à segurança do trabalho, observamos que os cuidados e ações de prevenção são, em geral, dedicados aos olhos, pulmões, coluna, ouvidos e outras regiões, mas, raramente, se destaca a importância de proteger a pele, o maior órgão do corpo humano”, ressalta Rebecca Montanheiro, presidente do Melanoma Brasil.

A entidade escolheu maio para veicular a campanha, mês internacional de combate ao melanoma, e busca estimular a proteção solar neste grupo de profissionais e alertar a população sobre os perigos causados pelos raios ultravioletas. Embora no Brasil, não existam números sobre a quantidade de trabalhadores em exposição solar com melanoma, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou 6.260 novos casos para 2018-2019, sendo 2.920 em homens e 3.340 em mulheres.

De acordo com o Instituto Melanoma Brasil existem precauções simples que os trabalhadores podem tomar para prevenir o melanoma e outros tipos de tumores de pele:

·              Evite exposição solar das 10h às 16h.

·              Aplique protetor solar e labial todos os dias, independentemente do clima.

·              A primeira aplicação deve ser feita 30 minutos antes da exposição. Reaplique a cada duas horas.

·              Use produtos com proteção contra radiação UVA e UVB, que tenha fator de proteção solar (FPS) 30 ou maior.

·              Nas atividades ao ar livre, passe uma camada generosa de protetor solar. É importante aplicar o produto cerca de 15 minutos antes de sair de casa.

·              Caso tenha transpirado ou entrado em contato com água, reaplique o produto, mas sempre com o corpo seco.

·              Nas atividades ao ar livre é fundamental o uso de chapéu para cobrir cabeça, orelhas e pescoço, além de óculos escuros, camiseta de mangas compridas e calças.

·              Saia do sol quando puder e faça pausas na sombra.

·              Faça o autoexame regular da pele e fique atento a qualquer tipo de alteração.

·              Consulte um dermatologista sempre que notar alguma alteração na pele ou, pelo menos, uma vez por ano para o exame completo.

·              Siga hábitos saudáveis de vida, com prática regular de atividades físicas e alimentação balanceada e rica em vitaminas.

“Em todos os anos, nosso objetivo é alertar a população sobre os perigos do melanoma e oferecer informações sobre medidas preventivas para combater a doença. Sabemos que um dia de sol é essencial para o desenvolvimento de muitas atividades, mas pode oferecer riscos aos trabalhadores, que podem ser evitados com medidas simples de prevenção. Além do nível de exposição solar ao longo da vida, vale lembrar que o surgimento do câncer melanoma também pode estar relacionado a características individuais, incluindo tipo de pele e histórico familiar de câncer de pele”, explica Rebecca.

De acordo com o Comitê Científico do Melanoma Brasil, formado por médicos especialistas e membros do Grupo Brasileiro de Melanoma, a exposição cumulativa e excessiva nas primeiras duas décadas de vida aumenta muito o risco de desenvolvimento de câncer de pele.

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