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Pontal da Barra recebe lixão clandestino

Pontal da Barra recebe lixão clandestino
26 janeiro
13:20 2026

Enquanto se discute a transformação da área em Unidade de Conservação, as agressões ao bioma não param

Moradores da Praia do Laranjal denunciam a formação de um novo lixão a céu aberto e possível expansão de loteamento em área no Pontal da Barra, em Pelotas.

As imagens recebidas pela reportagem do DIÁRIO DA MANHÃ mostram que uma estrada à cerca de 300 metros do Trapiche está servindo de acesso para descarte de todo tipo de material, restos de obras, pneus além de lixo doméstico. É possível ver que o local também está sendo preparado para nivelamento do solo. As marcas do trabalho de máquinas pesadas são visíveis, avançando sobre a área do banhado.

Descarte irregular e aterramento estão acontecendo na área do Pontal da Barra

A região do Pontal da Barra compreende uma extensa e contínua área úmida, formada pelos banhados, matas e dunas. A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) chegou a propor a criação de uma Unidade de Conservação (UC) no local para sua preservação.

Os argumentos do Grupo em favor da criação de uma UC na região do Pontal da Barra incluem redução de enchentes e a proteção de encostas; proteção do patrimônio genético e da biodiversidade ecossistêmica; além de oportunidade para ações, projetos e programas de educação ambiental e turismo ecológico. Além disso, a UC terá bom impacto na manutenção da qualidade do ar, do solo e dos recursos hídricos; assegurará a preservação do patrimônio histórico e arqueológico; promoverá a contenção do processo de gentrificação; e favorecerá comunidades tradicionais, em especial a dos pescadores artesanais.

De acordo com o relatório elaborado por pesquisadores da UFPel, a área abriga diversas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, além de vestígios materiais de culturas pregressas, atividades tradicionais, além de desempenhar serviços ambientais dos quais poucos se dão conta, como o equilíbrio hidrológico adjacente.

Enquanto a área do Pontal da Barra não é protegida devidamente, as agressões continuam, sem nenhuma oposição.

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