Treze pessoas são presas na Operação Avalanche no combate ao tráfico de drogas em Dom Pedrito
Cerca de 180 policiais civis e militares cumpriram 43 ordens judiciais. Em outra ação, foram apreendidas 342 toneladas de sementes irregulares
Nesta quinta-feira (26/02), Polícia Civil, por meio da Delegacia de Dom Pedrito, coordenada pelo Delegado Luís Alexandre Borba Camargo, deflagrou a Operação Avalanche no combate ao tráfico de drogas em Dom Pedrito e região. A ação teve apoio da Brigada Militar.
Cerca de 180 policiais civis e militares cumpriram 43 ordens judiciais, sendo 33 de mandados de busca e apreensão. Até o momento, foram presas 13 pessoas. Drogas, três armas de fogo e 25.000,00 em espécie foram apreendidos.
Através das investigações, foram identificados os gerentes do tráfico, todos internos do sistema carcerário, assim como os vendedores de drogas, armazenadores, distribuidores e pessoas suspeitas de estarem ligadas ao grupo. Organizado de forma hierárquica, o grupo investigado é suspeito de deter pelo menos 70% de todo o tráfico na cidade.
342 toneladas de sementes irregulares são apreendidas em Dom Pedrito

A Polícia Civil, por intermédio das Delegacias de Polícia Especializadas de Combate aos Crimes Rurais e de Abigeato (DECRABs) de Bagé e Alegrete, deflagrou ofensiva no combate ao mercado ilegal de insumos agrícolas em Dom Pedrito. A ação foi em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI).
A ação resultou na apreensão de 342 toneladas de sementes de azevém que apresentavam graves irregularidades documentais e operacionais. O material foi avaliado em mais de R$ 1,5 milhão, representando um duro golpe financeiro contra estabelecimentos que operavam à margem da lei.
Além do confisco da carga, os estabelecimentos foram devidamente autuados pelos órgãos de fiscalização agropecuária.
Conforme o Delegado responsável, este foi o passo inicial. A partir de agora, inquéritos serão instaurados para apurar a origem do material e a extensão das atividades ilícitas dessas empresas.
O combate ao comércio de sementes ilegais é fundamental não apenas para a arrecadação tributária, mas para a segurança fitossanitária do Rio Grande do Sul. Sementes sem certificação podem carregar pragas, doenças e plantas daninhas que comprometem a produtividade das lavouras e aumentam o custo de produção para o produtor que atua dentro da legalidade. “O uso de insumos irregulares prejudica toda a cadeia produtiva, gera concorrência desleal e coloca em risco o patrimônio genético e econômico do agronegócio gaúcho”, destacou o Delegado Guilherme Nunes, titular da 1ª DECRAB/Bagé.







