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Treze pessoas são presas na Operação Avalanche no combate ao tráfico de drogas em Dom Pedrito

Treze pessoas são presas na Operação Avalanche no combate ao tráfico de drogas em Dom Pedrito
26 fevereiro
09:56 2026

Cerca de 180 policiais civis e militares cumpriram 43 ordens judiciais. Em outra ação, foram apreendidas 342 toneladas de sementes irregulares

Nesta quinta-feira (26/02), Polícia Civil, por meio da Delegacia de Dom Pedrito, coordenada pelo Delegado Luís Alexandre Borba Camargo, deflagrou a Operação Avalanche no combate ao tráfico de drogas em Dom Pedrito e região. A ação teve apoio da Brigada Militar.

Cerca de 180 policiais civis e militares cumpriram 43 ordens judiciais, sendo 33 de mandados de busca e apreensão. Até o momento, foram presas 13 pessoas. Drogas, três armas de fogo e 25.000,00 em espécie foram apreendidos.

Através das investigações, foram identificados os gerentes do tráfico, todos internos do sistema carcerário, assim como os vendedores de drogas, armazenadores, distribuidores e pessoas suspeitas de estarem ligadas ao grupo. Organizado de forma hierárquica, o grupo investigado é suspeito de deter pelo menos 70% de todo o tráfico na cidade.

342 toneladas de sementes irregulares são apreendidas em Dom Pedrito

A Polícia Civil, por intermédio das Delegacias de Polícia Especializadas de Combate aos Crimes Rurais e de Abigeato (DECRABs) de Bagé e Alegrete, deflagrou ofensiva no combate ao mercado ilegal de insumos agrícolas em Dom Pedrito. A ação foi em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI).

A ação resultou na apreensão de 342 toneladas de sementes de azevém que apresentavam graves irregularidades documentais e operacionais. O material foi avaliado em mais de R$ 1,5 milhão, representando um duro golpe financeiro contra estabelecimentos que operavam à margem da lei.

Além do confisco da carga, os estabelecimentos foram devidamente autuados pelos órgãos de fiscalização agropecuária.

Conforme o Delegado responsável, este foi o passo inicial. A partir de agora, inquéritos serão instaurados para apurar a origem do material e a extensão das atividades ilícitas dessas empresas.

O combate ao comércio de sementes ilegais é fundamental não apenas para a arrecadação tributária, mas para a segurança fitossanitária do Rio Grande do Sul. Sementes sem certificação podem carregar pragas, doenças e plantas daninhas que comprometem a produtividade das lavouras e aumentam o custo de produção para o produtor que atua dentro da legalidade. “O uso de insumos irregulares prejudica toda a cadeia produtiva, gera concorrência desleal e coloca em risco o patrimônio genético e econômico do agronegócio gaúcho”, destacou o Delegado Guilherme Nunes, titular da 1ª DECRAB/Bagé.

 

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