Procon Pelotas alerta para golpes do roubo de voz
Estelionatários usam IA na clonagem da fala, a fim de abordar familiares da vítima
O golpe da ligação silenciosa, da chamada muda ou do roubo de voz continua frequente e sofisticado ciberneticamente. Conforme a equipe do Procon Pelotas, o uso da Inteligência Artificial (IA) via internet é crescente na clonagem da fala da vítima para aplicação de fraudes através de aplicativos de comunicação e telefonia. A modalidade de estelionato converte ardilosidade informatizada em perdas financeiras a familiares, amigos e conhecidos.
Dados para fraudes
Ao inventarem débitos e riscos da segurança dos dados, em relação a sites e apps de bancos, estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, os golpistas ludibriam conhecidos de clientes cuja voz foi copiada e transmitida de maneira tecnológica. Conseguem quebrar sigilos e têm facilitados desfalques digitais.
As formas mais comuns são telefonemas associados a pedidos de acesso a senhas, links falsos e áudios pelo WhatsApp.
Desvio, Pix, QRCode e depósito
Mensagens de texto, SMS e e-mail não ficam de fora do modus operandi. A finalidade principal resume-se ao desvio do dinheiro ou ao recebimento de transferências via Pix e QRCode ou depósito.
Algumas destas investidas fraudulentas também envolvem “pretensas fragilidades” técnicas dos órgãos públicos, segundo especialistas nos crimes online.
Indício da farsa
Na maioria dos casos, o falsário capta frases de quem atende e, depois, reproduz o timbre de voz idêntico, gerando diálogos via softwares. Na fase seguinte, aborda parentes, principalmente diretos – pai, mãe, avós, filhos e irmãos –, e amigos. A alegação de urgência extrema da necessidade de informações e valores monetários, evidentemente enganosa, se constitui em indício de que se trata de trapaça.
Como se proteger
- Suspeitar das chamadas de números desconhecidos, não importando a história relatada.
- Digitar o número telefônico nos endereços eletrônicos de busca e pesquisar ocorrências.
- Nunca responder ou confirmar senhas, datas, documentos ou quaisquer outros dados pessoais e bancários.
- Havendo insistência, exigir videochamada para conferir a identidade do emissor.
Comprovado o crime, ainda que não consumado, o Procon recomenda registrar boletim de ocorrência pela internet ou na delegacia da Polícia Civil.







